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Tecnologias Sociais e Práticas de Convivência com o Semiárido: Estratégias para Resiliência Comunitária em Resposta às Mudanças Climáticas no Ceará

Autoria: Maurílio Oliveira da Silva

Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025

Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Maurílio Oliveira da Silva, orientado por Ana Maria Stephan, aborda um tema de relevância crescente no contexto atual: as tecnologias sociais e as práticas de convivência com o semiárido. O semiárido brasileiro, especialmente no estado do Ceará, enfrenta desafios significativos relacionados à escassez de água, que impactam diretamente a saúde, a economia e a qualidade de vida das populações locais. Nesse cenário, a pesquisa busca compreender quais estratégias práticas podem ser desenvolvidas para garantir a segurança hídrica das comunidades vulneráveis, especialmente em um contexto de mudanças climáticas.

O problema central da pesquisa é: “Quais estratégias práticas de convivência com o semiárido podem ser desenvolvidas para garantir a segurança hídrica das populações vulneráveis do Ceará em cenário de mudanças climáticas?” O objetivo geral é analisar as tecnologias sociais e as práticas de convivência com o semiárido, visando potencializar a resiliência das comunidades frente a esses desafios. A pesquisa se insere em um contexto institucional que valoriza a inovação e a sustentabilidade, refletindo o compromisso do curso em formar profissionais capacitados para atuar em áreas críticas do desenvolvimento social e ambiental.

A metodologia adotada foi qualitativa, com ênfase na pesquisa exploratória e descritiva. O estudo envolveu um levantamento bibliográfico e análise documental, além da coleta de dados em comunidades que já implementam práticas sustentáveis. Essa abordagem permitiu uma compreensão aprofundada das experiências locais e das tecnologias sociais que têm se mostrado eficazes na promoção da segurança hídrica.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se os resultados obtidos em municípios do semiárido cearense, onde a implementação do Programa de Cisternas resultou em uma redução de até 69% na mortalidade infantil por doenças diarreicas agudas. Desde 2004, cerca de 177 mil cisternas foram construídas, beneficiando mais de 763 mil pessoas em áreas rurais. Além disso, a instalação de cisternas calçadão de 52 mil litros levou a um aumento de 115% na produção agrícola, demonstrando a eficácia dessas tecnologias na promoção da saúde e da resiliência das comunidades.

As tecnologias sociais de convivência com o semiárido são, portanto, fundamentais para garantir a segurança hídrica e promover a saúde das populações. Elas representam soluções desenvolvidas em parceria com as comunidades, de baixo custo e com alto potencial de reaplicação, alinhando-se aos objetivos de desenvolvimento sustentável e às necessidades locais.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as práticas e os resultados obtidos. A pesquisa de Maurílio Oliveira da Silva é um importante passo na busca por soluções que promovam a resiliência e a qualidade de vida no semiárido brasileiro.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)