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Classificação de Risco das Barragens de Rejeito de Mineração na Bahia: Uma Análise para a Proteção de Populações Vizinhas

Autoria: Marx Jorge Gouveia Marques
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2024
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Dano Potencial Associado (DPA) Dano que pode ocorrer devido a rompimento, vazamento, infiltração ou mau funcionamento de uma barragem, independente da probabilidade de ocorrência. Utilizado para classificar e priorizar o estudo das 43 barragens na Bahia, focando naquelas com alto potencial de impacto humano e ambiental. Subsidia a hierarquização de estruturas críticas para fiscalização e governança de risco conforme a Lei nº 12.334/2010.
Categoria de Risco (CR) Classificação da barragem quanto aos aspectos que influenciam a probabilidade de ocorrência de acidente, considerando estado de conservação e projeto. Eixo fundamental na matriz de risco proposta para avaliar a vulnerabilidade das barragens baianas frente a falhas estruturais. Permite identificar fragilidades na manutenção preventiva e direcionar vistorias técnicas da Defesa Civil e órgãos reguladores.
Plano de Ação Emergencial (PAE) Documento técnico que estabelece as ações a serem executadas pelo empreendedor em caso de situação de emergência da barragem. O texto destaca que mais de 60% das barragens na Bahia não possuem PAEs atualizados, indicando fragilidade na proteção de populações vizinhas. Sua ausência ou desatualização compromete a resiliência comunitária e a coordenação de protocolos de evacuação.
Zona de Autossalvamento (ZAS) Região a jusante da barragem onde não há tempo suficiente para intervenção das autoridades em caso de ruptura. Contextualizada na análise de proximidade de equipamentos públicos (escolas e hospitais) em relação às barragens de mineração na Bahia. Exige a instalação de sistemas de alerta sonoro e preparação comunitária para resposta imediata sem auxílio externo inicial.
Resiliência Comunitária Capacidade de uma comunidade resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de forma tempestiva e eficiente. Citada como objetivo final da capacitação de lideranças e implementação de núcleos de proteção em áreas de risco no estado da Bahia. Fortalecimento da governança local e redução da vulnerabilidade social conforme as diretrizes do Marco de Sendai.
Marco de Sendai Acordo internacional (2015-2030) que define prioridades e metas globais para a redução do risco de desastres. Base estratégica para as recomendações de comunicação de risco e fortalecimento da governança de barragens apresentadas no estudo. Orientação para investimentos em redução de riscos e fomento à capacidade de resposta eficaz do poder público.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso apresentado por Marx Jorge Gouveia Marques, sob a orientação de Ana Maria Stephan, no programa de Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Universidade de Juiz de Fora, aborda um tema de relevância crescente no contexto da gestão de riscos e proteção civil: a classificação de risco das barragens de rejeito de mineração na Bahia. Este estudo se insere em um cenário onde a segurança das comunidades vizinhas e a preservação ambiental são prioridades, especialmente em regiões onde a atividade mineradora é intensa.

O problema central investigado é como classificar as barragens de rejeito de mineração da Bahia em relação aos riscos potenciais de colapso, com o intuito de subsidiar a atuação da Defesa Civil e garantir a proteção das populações adjacentes. O objetivo geral do trabalho é, portanto, classificar essas barragens, visando não apenas a segurança das comunidades, mas também a implementação de políticas públicas eficazes em defesa civil.

Para alcançar esses objetivos, foi adotada uma metodologia que combina pesquisa aplicada, descritiva e exploratória, utilizando uma abordagem qualitativa e quantitativa. O estudo se baseou na análise de documentos técnicos, dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Agência Nacional de Águas (ANA), além de publicações científicas e normativas legais pertinentes ao tema. Essa abordagem permitiu uma compreensão abrangente dos riscos associados às barragens de rejeito, resultando em uma matriz de risco proposta, relatórios técnicos e mapas temáticos com georreferenciamento das barragens analisadas.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a identificação de que 30% das barragens analisadas se encontram em áreas de alta vulnerabilidade. Além disso, foram identificados fatores críticos de risco, como a ausência de sistemas de monitoramento e falhas na manutenção, que podem comprometer a segurança das estruturas e, consequentemente, das comunidades vizinhas. A matriz de risco desenvolvida pode servir como uma ferramenta útil para apoiar políticas públicas e decisões estratégicas em defesa civil, com potencial de ser replicada em outros contextos estaduais.

A aplicabilidade prática deste estudo é significativa, pois a matriz de risco pode auxiliar órgãos de Defesa Civil, gestores públicos e comunidades vulneráveis na formulação de estratégias de mitigação e resposta a emergências. A gestão dessas barragens envolve ações técnicas, operacionais e administrativas voltadas à segurança estrutural, e a utilização de dados e análises robustas é fundamental para a efetividade dessas ações.

Para complementar a compreensão do tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os resultados e a importância deste trabalho no contexto da gestão pública e da proteção civil. Acesse e conheça mais sobre essa importante pesquisa que busca contribuir para a segurança das populações e a gestão responsável dos recursos naturais.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)