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A atuação da vigilância socioassistencial no estado de calamidade

Autoria: Marcos Vinícius Marques Paim
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Vigilância Socioassistencial Função que produz e dissemina informações para efetivar o caráter preventivo da assistência social e reduzir agravos. Apresentada como área estratégica do SUAS que deve ser estruturada no contexto de emergência/calamidade para monitorar riscos. Subsídio ao planejamento de ações, identificação de populações em áreas de risco e apoio tático no socorro às vítimas.
Intersetorialidade Colaboração entre diversos setores e áreas para enfrentar problemas complexos de múltiplas dimensões. Identificada como falha basilar no desastre de 2022, onde políticas agiram de forma isolada e desordenada. Integração entre Assistência Social, Defesa Civil, Saúde e Educação para evitar duplicidade de atendimento e otimizar a gestão.
Vulnerabilidade Combinação de fatores territoriais, fragilidades familiares e deficiências no acesso a políticas públicas que geram exclusão. Utilizado para classificar grupos prioritários (crianças, idosos, PCDs) afetados por desastres em Petrópolis. Direcionamento prioritário de recursos emergenciais e benefícios para os grupos com menor capacidade de resposta.
Risco Probabilidade ou iminência de um evento adverso, articulada com a capacidade de antecipação e prevenção. Contextualizado no mapeamento de áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações para organizar a rede de proteção. Monitoramento de áreas de perigo e elaboração de diagnósticos prévios para mitigação de impactos de desastres.
Território Conjunto de relações sociais estabelecidas no espaço, transcendendo a dimensão física; uma construção social. Espaço central de análise da vigilância para detectar situações de precarização e vínculos entre equipes e população. Mapeamento detalhado de bairros e ruas para evitar falhas táticas durante a resposta e reconstrução pós-desastre.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Marcos Vinícius Marques Paim, orientado por Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de relevância crescente no contexto da assistência social: a atuação da vigilância socioassistencial em situações de emergência. A pesquisa se insere em um cenário onde a vulnerabilidade social se torna mais evidente, especialmente em momentos críticos, exigindo uma resposta eficaz e estruturada por parte das instituições responsáveis.

O problema central identificado pelo autor é a falta de estruturação e funcionamento adequado da vigilância socioassistencial durante situações de calamidade. Essa deficiência compromete a capacidade de resposta das políticas públicas e a efetividade das ações de assistência social, impactando diretamente a vida das populações afetadas. O objetivo geral do trabalho é, portanto, identificar, analisar e propor correções para a atuação da vigilância socioassistencial, independentemente da fase do ciclo de emergência.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada pelo autor combina a análise de documentos oficiais, como o Plano de Enfrentamento do município, com uma pesquisa bibliográfica sobre normativas estatais e uma pesquisa de campo focada na catástrofe que atingiu o município de Petrópolis em 2022. Essa abordagem permite uma compreensão abrangente das falhas existentes e das melhores práticas que podem ser implementadas para fortalecer a vigilância socioassistencial.

As principais contribuições deste trabalho incluem a identificação de lacunas na articulação intersetorial, que é fundamental para o enfrentamento de problemas complexos em situações de emergência. O autor destaca que a vigilância deve gerar e organizar indicadores, informações e análises que favoreçam a implementação de um caráter preventivo e proativo nas ações de assistência social. Além disso, o estudo propõe um modelo de atuação que integra diferentes setores, promovendo uma resposta mais eficaz às necessidades da população vulnerável.

A aplicabilidade prática das propostas apresentadas no trabalho é significativa, pois oferece diretrizes que podem ser adotadas por gestores e profissionais da assistência social em contextos de calamidade. A articulação entre diferentes áreas de atuação é essencial para garantir que as respostas às emergências sejam rápidas, coordenadas e efetivas, minimizando os impactos sobre as comunidades afetadas.

Para complementar a compreensão do tema, o autor disponibilizou um vídeo e um podcast explicativos, que aprofundam as discussões apresentadas no trabalho e oferecem uma visão mais dinâmica sobre a importância da vigilância socioassistencial em situações de emergência. Esses recursos são uma oportunidade valiosa para profissionais e estudantes que desejam se aprofundar nas questões abordadas e nas soluções propostas.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)