Fechar menu lateral

Capacitação dos Agentes nas COMPDECs para a realização de vistorias em locais com riscos geotécnicos e riscos estruturais: Uma análise da realidade e proposta de protocolos visando a efetividade e qualidade das vistorias.

Autoria: Luis Gustavo Magalhaes Nunes
Orientação: Alysson Miranda de Freitas
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, instituída pela Lei nº 12.608/2012. Referencial normativo que atribui aos municípios a competência de realizar vistorias em áreas de risco e promover intervenções preventivas. Norteia a gestão pública ao definir responsabilidades dos entes federados e priorizar a gestão do risco sobre a gestão do desastre.
COMPDEC Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, órgão criado por iniciativa do prefeito e formalizado legalmente para coordenar e executar tarefas da PNPDEC em âmbito local. O trabalho analisa o conhecimento, a estrutura e a capacitação dos agentes dessas coordenadorias em municípios mineiros para realizar vistorias técnicas. É o braço operacional do município na execução de ações preventivas e de resposta, sendo fundamental para a gestão de riscos local e incolumidade pública.
Gestão do Risco de Desastre Atuação prévia à ocorrência de eventos (momento de normalidade), visando evitar ou minimizar impactos negativos. O trabalho defende a transição do caráter reativo da defesa civil para uma perspectiva ativa e preventiva através das vistorias. Redução da vulnerabilidade física e social e diminuição da necessidade de gastos com recuperação pós-desastre.
Vistorias Técnicas Ação de observação direta no local (edificações ou encostas) para identificação de ameaças, danos e manifestações patológicas, devendo ensejar relatórios detalhados. Aparecem como instrumento fundamental da gestão do risco de desastre (pré-desastre) para diagnosticar vulnerabilidades e evitar danos humanos. Permitem a adoção antecipada de medidas como isolamento, intervenções estruturais ou evacuação emergencial de populações em áreas de risco.
Riscos Geotécnicos Situações de ameaça relacionadas a movimentos de massa, escorregamentos diversos, quedas de blocos e estabilidade de encostas ou taludes. Citados como um dos principais objetos das vistorias dos agentes, especialmente em áreas de encostas tratadas pela NBR 11.682. Sua identificação correta evita desastres catastróficos por deslizamentos, comuns no histórico de desastres do Brasil.
Riscos Estruturais Ameaças à integridade física de edificações, incluindo riscos de desabamento ou desmoronamento por falhas de projeto, execução ou patologias. Foco do trabalho no que tange à necessidade de profissionais habilitados (engenheiros/arquitetos) e normas de inspeção predial (NBR 16.747). A vistoria eficaz permite intervenções preventivas em prédios vulneráveis antes da ocorrência do colapso.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso apresentado por Luis Gustavo Magalhães Nunes, sob a orientação de Alysson Miranda de Freitas, aborda um tema de relevância significativa para a segurança pública e a proteção civil: a capacitação dos agentes das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDECs) na realização de vistorias em locais com riscos geotécnicos e estruturais. A análise se insere em um contexto onde a eficácia das ações de proteção civil é crucial para a mitigação de riscos e a promoção da segurança da população.

O problema central identificado na pesquisa é a dificuldade enfrentada pelas COMPDECs na execução de vistorias, que se deve à falta de capacitação e especialização dos agentes, à elevada rotatividade de pessoal e à ausência de métodos padronizados. Diante desse cenário, o objetivo geral do trabalho foi analisar o conhecimento e a capacitação dos agentes da COMPDEC, especificamente na 6ª Companhia Independente de Bombeiros Militar, em relação à realização dessas vistorias.

Para alcançar os objetivos propostos, foi adotada uma metodologia que incluiu a elaboração e aplicação de um formulário online semiestruturado, direcionado a coordenadores e técnicos de COMPDECs de Minas Gerais. Além disso, foi realizada uma revisão de literatura sobre legislações e normas técnicas pertinentes ao tema. Essa abordagem permitiu uma coleta de dados abrangente e fundamentada, essencial para a análise da realidade enfrentada pelos agentes.

Os principais resultados da pesquisa revelaram que a maioria dos municípios não possui um formulário padrão ou check-list para as vistorias, o que compromete a qualidade e a efetividade das ações. Apenas 20% dos municípios estudados contaram com a participação de todo o efetivo da COMPDEC em capacitações, e menos de 15% dos agentes se sentiram plenamente capacitados para realizar as vistorias. Esses dados evidenciam a necessidade urgente de melhorias na formação e na padronização das práticas de vistoria.

As contribuições deste trabalho são significativas, pois visam não apenas a melhoria da capacitação dos agentes, mas também a padronização das vistorias em áreas de risco, o que é fundamental para garantir a segurança da população. A proposta de um modelo de roteiro padrão para vistorias, juntamente com o formulário online desenvolvido, pode servir como ferramentas valiosas para os gestores públicos e agentes da COMPDEC, promovendo uma atuação mais qualificada e eficiente.

Por fim, é importante destacar que o trabalho de Luis Gustavo Magalhães Nunes está disponível em formatos acessíveis, incluindo um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre a pesquisa e suas implicações práticas. Essas iniciativas visam disseminar o conhecimento e fomentar a discussão sobre a importância da capacitação na proteção civil, contribuindo para a formação de um ambiente mais seguro e preparado para enfrentar os desafios da gestão de riscos.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)