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Educação Comunitária como Ferramenta de Prevenção: Um Programa de Capacitação em Gestão de Riscos para Goiatuba-GO

Autoria: Lucas Resende Freitas
Orientação: Alysson Miranda de Freitas
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Gestão de Riscos de Desastres Processo sistemático de uso de políticas, estratégias e capacidades para minimizar impactos adversos de ameaças naturais ou antrópicas por meio da prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. Base conceitual para a aplicação de programas de capacitação e ferramentas de prevenção em Goiatuba-GO. Minimização de danos e otimização de recursos públicos ao evitar acionamentos desnecessários dos serviços de emergência.
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/2012) que destaca a prevenção e preparação como componentes essenciais da gestão de riscos. Um dos pilares legais que fundamenta o projeto de intervenção e as ações educativas propostas. Diretriz para a criação de programas contínuos de educação e integração entre órgãos de defesa civil e comunidade.
Educação Comunitária Conjunto de ações pedagógicas voltadas à sensibilização, formação e engajamento da população local para promover a cultura da prevenção. Ferramenta central utilizada para capacitar moradores em primeiros socorros e combate a incêndios. Fortalecimento do protagonismo do cidadão e aumento da eficácia das políticas de segurança local.
Resiliência Comunitária Capacidade das comunidades de resistir, adaptar-se e recuperar-se diante de desastres, fortalecendo capacidades sociais e institucionais. Alicerce teórico para justificar o investimento em redes de apoio local e conhecimento compartilhado. Construção de territórios mais seguros e menos dependentes exclusivamente de intervenções estatais externas em crises.
Marco de Sendai Documento internacional (2015-2030) que prioriza a capacitação da população como estratégia fundamental para a redução de riscos. Referencial internacional que valida a necessidade de incorporar o conhecimento local às políticas públicas. Alinhamento das práticas municipais com metas globais de redução de perdas de vidas e danos econômicos.
Vulnerabilidade Social Condição socialmente construída que deve ser enfrentada por meio da educação continuada e participação cidadã. Diagnóstico inicial feito através de questionários para identificar lacunas de conhecimento na população de Goiatuba. Identificação de áreas e grupos prioritários para intervenções de defesa civil.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Educação Comunitária Como Ferramenta de Prevenção: Um Programa de Capacitação em Gestão de Riscos para Goiatuba-GO", desenvolvido por Lucas Resende Freitas sob a orientação de Alysson Miranda de Freitas, aborda uma questão de relevância social e institucional: a falta de conhecimento da população local sobre gestão de riscos e prevenção. Essa lacuna compromete a segurança da comunidade e dificulta a atuação efetiva do Corpo de Bombeiros, evidenciando a necessidade de um programa educativo que promova a conscientização e a capacitação em situações de emergência.

O objetivo central deste trabalho é desenvolver um programa de educação comunitária que capacite a população de Goiatuba em temas relacionados a emergências, com foco em acidentes domésticos, incêndios e epidemias. A proposta visa não apenas informar, mas também transformar a percepção de risco da comunidade, promovendo uma cultura de prevenção e resiliência.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada incluiu a aplicação de questionários a 167 participantes, com o intuito de diagnosticar as vulnerabilidades e lacunas de conhecimento existentes. A partir dos dados coletados, foram realizadas oficinas, palestras e minicursos sobre primeiros socorros, combate a incêndios e autoproteção. Essa abordagem prática e interativa permitiu que os participantes não apenas absorvessem informações, mas também desenvolvessem habilidades essenciais para a gestão de riscos em suas vidas cotidianas.

As principais contribuições do trabalho incluem a criação de um programa estruturado de educação comunitária, que abrange oficinas sobre primeiros socorros, palestras sobre combate a incêndios e minicursos sobre autoproteção. Os resultados obtidos foram significativos: observou-se um aumento na percepção de risco e no interesse por capacitação, com 71,9% dos participantes expressando desejo de participar de cursos adicionais. Além disso, houve uma queda de 38,57% nos resgates realizados em maio de 2025, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, indicando uma melhoria na capacidade da população de lidar com situações de emergência.

A aplicabilidade prática deste trabalho é evidente, pois o fortalecimento da segurança local se traduz em uma maior integração às políticas públicas, com o apoio de escolas e comunidades. A educação preventiva se mostra estratégica para a proteção da vida e a resiliência dos territórios, contribuindo para a construção de uma sociedade mais segura e consciente.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre o programa e suas implicações para a comunidade de Goiatuba.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)