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Análise da Distribuição Espacial das Áreas de Risco Geológico no Município de São Paulo: Correlações com Projeções Climáticas para o Fortalecimento da Gestão Pública e da Defesa Civil na Prevenção de Riscos e Desastres.

Autoria: Larissa Heloiza da Silva
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Riscos Geológicos (R1 a R4) Categorias de risco geológico setorizadas em: R1 (Risco Baixo), R2 (Risco Médio), R3 (Risco Alto) e R4 (Risco Muito Alto). Mapeamento realizado pela Defesa Civil de São Paulo (janeiro/2025) que identifica 1.317 setores ativos, com predomínio de R2 (37,66%) e R3 (33,11%). Subsídio para a hierarquização de criticidade, priorizando remoções ou intervenções estruturantes em setores R4 em áreas de maior perigo.
Vulnerabilidade Social (IPVS) Índice Paulista de Vulnerabilidade Social que classifica setores censitários em 6 grupos (baixíssima a muito alta vulnerabilidade). Utilizado para correlacionar riscos com exclusão socioespacial, revelando que o Grupo 6 (Vulnerabilidade Muito Alta) concentra 33,2% dos setores de risco. Identifica que os mais vulneráveis socialmente são os mais expostos aos perigos ambientais, exigindo políticas de habitação social e proteção civil territoriais.
Tendências Pluviométricas Classes que indicam mudanças no regime de chuvas: aumento da intensidade (mm/h), aumento da pluviometria (mm/ano), redução ou variação. Aproximadamente 88% do território de São Paulo apresenta tendência de aumento da intensidade ou da quantidade de chuvas, afetando a maioria dos setores de risco. A chuva é o principal deflagrador de movimentos de massa; o aumento projetado de eventos extremos exige adaptação climática urgente.
Resiliência Capacidade das comunidades de reduzir riscos, suportar impactos e recuperar-se de desastres de forma eficiente. Citado como objetivo central do fortalecimento da gestão pública e defesa civil, visando construir uma cidade mais resiliente frente às mudanças climáticas. Promoção de programas de educação ambiental, conscientização comunitária e implantação de infraestrutura verde (SbN).
Lei Federal 12.608/2012 Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Base normativa fundamental que fundamenta o trabalho e as competências dos entes federados na gestão de desastres. Obriga a integração de dados de risco ao planejamento urbano e orçamento municipal, focando na prevenção e mitigação.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Larissa Heloiza da Silva, orientado pela professora Ana Maria Stephan, aborda um tema de grande relevância para a gestão pública e a defesa civil: a análise da distribuição espacial das áreas de risco geológico no município de São Paulo. Este estudo se insere em um contexto onde a urbanização acelerada e as mudanças climáticas intensificam a vulnerabilidade das populações, especialmente em áreas com alta densidade populacional e infraestrutura precária.

O problema central da pesquisa consiste em entender como estão distribuídas as áreas de risco geológico em São Paulo, levando em consideração os limites administrativos, a vulnerabilidade da população, as características do meio físico e as tendências pluviométricas. O objetivo geral é apresentar um panorama detalhado dessa distribuição, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais eficazes na prevenção e mitigação de riscos.

A metodologia adotada foi uma pesquisa aplicada de abordagem mista, combinando técnicas quantitativas e qualitativas. A análise geoespacial foi realizada utilizando dados de bases públicas, processados no software QGIS, por meio de técnicas de sobreposição espacial. Essa abordagem permitiu uma visualização clara das áreas de risco e suas correlações com fatores climáticos e sociais.

Os principais resultados revelaram que os setores de risco se concentram nas zonas sul, leste e norte da cidade, afetando cerca de 590 mil pessoas, especialmente em áreas de alta e muito alta vulnerabilidade social. Além disso, a pesquisa propôs uma hierarquização da criticidade dos setores de risco, baseada em graus de risco e critérios climáticos. Essa proposta se configura como uma ferramenta estratégica para subsidiar políticas públicas voltadas à prevenção e mitigação de riscos, destacando a importância de soluções baseadas na natureza e programas de educação ambiental.

A aplicabilidade prática deste trabalho é significativa, pois oferece subsídios para gestores públicos e a Defesa Civil, permitindo uma melhor compreensão das dinâmicas de risco e a implementação de ações mais eficazes. A análise integrada dos dados geoespaciais não apenas fortalece a gestão pública, mas também contribui para a proteção das comunidades em áreas vulneráveis.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os métodos e resultados da pesquisa. Essa iniciativa visa disseminar o conhecimento gerado e fomentar discussões sobre a importância da gestão de riscos geológicos em contextos urbanos.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)