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Proposta de Indicadores e Metas para a Governança na Política Estadual de Proteção e Defesa Civil em Minas Gerais: Um Caminho para a Integração entre o Estado e os Municípios.

Autoria: Jaksom Jair Avelino Ferreira
Orientação: Leandro Ribeiro da Silva
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Governança Pública Conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, visando políticas públicas e serviços de interesse social. Eixo central do projeto de intervenção, servindo como base para a proposta de integração entre o Estado de Minas Gerais e os 853 municípios. Permite a alocação eficiente de recursos, monitoramento de ações e avaliação de resultados em proteção e defesa civil.
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei nº 12.608/12). Normativa nacional que fundamenta a estrutura sistêmica e o ciclo de gestão de desastres no Brasil e no Estado de Minas Gerais. Integração de políticas de ordenamento territorial, saúde, meio ambiente e educação para o desenvolvimento sustentável.
Marco de Sendai (2015-2030) Instrumento internacional orientador para redução de riscos de desastres. Referência internacional utilizada para nortear a criação de indicadores de governança no plano estadual de Minas Gerais. Estabelece prioridades como o fortalecimento da governança do risco e o investimento em resiliência.
Prevenção Medidas prioritárias destinadas a evitar a conversão de risco em desastre ou a instalação de novas vulnerabilidades. Uma das cinco ações do ciclo de gestão de proteção e defesa civil definido pela Lei nº 12.608/12. Atividades e medidas para evitar riscos de desastres novos e existentes, fundamentais para a resiliência sistêmica.
Mitigação Medidas destinadas a reduzir, limitar ou evitar o impacto e o risco de desastre. Parte do ciclo de gestão em proteção e defesa civil; citada como necessidade categórica para monitoramento nas políticas públicas. Redução ou minimização dos impactos adversos de um evento perigoso através de intervenções físicas ou normativas.
Preparação Medidas destinadas a otimizar as ações de resposta e minimizar os danos e as perdas decorrentes do desastre. Etapa do ciclo de gestão voltada para a antecipação e garantia da eficácia da resposta operacional. Desenvolvimento de capacidades por governos e comunidades para antecipar, responder e recuperar-se de impactos.
Resposta Medidas emergenciais executadas durante ou após o desastre para socorro à população e restabelecimento de serviços essenciais. Ação imediata do sistema de proteção e defesa civil frente à ocorrência de eventos adversos. Foco operacional em salvar vidas e atender às necessidades básicas de subsistência das populações atingidas.
Recuperação Medidas após o desastre para restabelecer a normalidade social, reconstrução de infraestrutura e recuperação econômica/ambiental. Fase final do ciclo de gestão de defesa civil focada na reabilitação e no retorno à normalidade. Aplicação do princípio de "reconstruir melhor" para evitar ou reduzir a reincidência de riscos de desastres.
Indicador de Capacidade Municipal (ICM) Métrica que avalia a capacidade institucional e estrutural dos municípios para lidar com a defesa civil. Proposto como indicador para o Plano Estadual de Minas Gerais, fundamentado nas diretrizes da Lei nº 12.608/2012. Permite ao Estado monitorar o nível de preparação, organização e autonomia das COMPDECs locais.
Resiliência Capacidade de um sistema ou comunidade expostos a riscos de resistir, absorver e recuperar-se dos efeitos de um desastre. Vinculada ao conceito de "Cidades Resilientes" e à necessidade de indicadores de monitoramento de progresso. Fortalecimento da infraestrutura e organização social para reduzir danos humanos, ambientais e econômicos.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Jaksom Jair Avelino Ferreira, orientado por Leandro Ribeiro da Silva, aborda um tema de relevância crescente no contexto da gestão pública: a governança na Política Estadual de Proteção e Defesa Civil em Minas Gerais. A pesquisa surge em um cenário onde a falta de indicadores específicos compromete o monitoramento e a mensuração dos impactos das políticas implementadas, dificultando a análise crítica e a retroalimentação do Sistema de Proteção e Defesa Civil.

O problema central identificado é a ausência de indicadores que permitam avaliar o desempenho das políticas de proteção e defesa civil, o que limita a capacidade de articulação entre o Estado e os municípios. O objetivo geral do trabalho é propor um conjunto de indicadores de governança que fortaleçam essa articulação, promovendo uma integração mais eficaz das ações entre as diferentes esferas de governo.

A metodologia utilizada na pesquisa caracteriza-se como aplicada, com uma abordagem quali-quantitativa. O método dedutivo foi empregado, aliado à pesquisa documental, que envolveu a análise das principais legislações e publicações relacionadas ao tema da governança em proteção e defesa civil. Essa abordagem permitiu uma compreensão aprofundada das diretrizes normativas e técnicas que orientam a governança nesse campo, tanto em nível nacional quanto internacional.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a elaboração de um conjunto de indicadores de governança aplicáveis ao Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil de Minas Gerais. Os resultados evidenciam um forte direcionamento normativo e técnico para a temática, além de apontar que os indicadores de governança são pouco explorados nos planos estaduais brasileiros. Essa lacuna ressalta a importância da proposta apresentada, que visa subsidiar o refinamento técnico e a continuidade do processo de construção de uma matriz de governança em proteção e defesa civil.

A aplicabilidade prática dos indicadores propostos é significativa, pois eles podem servir como ferramentas essenciais para gestores públicos e autoridades envolvidas na proteção e defesa civil em Minas Gerais. A implementação desses indicadores permitirá um monitoramento mais eficaz das políticas, contribuindo para a identificação de áreas prioritárias para intervenção e, consequentemente, para a melhoria da gestão de riscos e desastres.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre a proposta de indicadores e suas implicações para a governança na proteção e defesa civil. Essa iniciativa busca não apenas disseminar o conhecimento gerado, mas também fomentar o debate sobre a importância da governança pública na gestão de riscos e na proteção da sociedade.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)