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Regulamentação das Pilhas de Rejeitos em Minas Gerais: Desafios e Propostas para a Mitigação de Riscos Ambientais e Sociais

Autoria: Ive Nogueira Cangussu Machado
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
PNSB – Política Nacional de Segurança de Barragens Legislação instituída pela Lei nº 12.334/2010 que estabelece diretrizes para a prevenção de acidentes e promoção da segurança em barragens. Citada como o marco legal que busca garantir padrões de segurança, mas que não se aplica diretamente à disposição de rejeitos por meio de pilhas. Garante o monitoramento de ações de segurança pelos responsáveis e estabelece procedimentos emergenciais para atuação conjunta com a proteção e defesa civil.
PNPDEC – Política Nacional de Proteção e Defesa Civil Política instituída pela Lei nº 12.608/2012 que estabelece diretrizes para prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação de desastres. Utilizada como respaldo jurídico robusto para responsabilização e atuação preventiva em casos de desastres induzidos por ação humana, como o rompimento de pilhas. Impõe deveres aos entes federados para redução de riscos e exige a integração de planos de contingência com políticas ambientais e territoriais.
NRM-19 Norma Reguladora de Mineração que aborda aspectos técnicos da disposição de estéril, rejeitos e produtos. Identificada como a única norma que trata de pilhas de rejeitos (empilhamento a seco) de forma indireta, porém com foco limitado à fiscalização técnica. Exige que depósitos sejam supervisionados por profissionais habilitados, com monitoramento de percolação e estabilidade, além de elaboração de plano de contingência.
Gestão de Riscos Ambientais Processo de identificação, análise e mitigação de ameaças que podem causar danos ao ecossistema e à vida humana. Abordagem central do projeto para enfrentar a disposição inadequada de rejeitos em Minas Gerais e os deslizamentos em complexos minerários. Fundamental para o desenvolvimento sustentável, visando equilibrar a exploração mineral com a preservação ambiental e a segurança das comunidades.
GISTM – Global Industry Standard on Tailings Management Padrão industrial global para a gestão de rejeitos adotado internacionalmente após o desastre de Brumadinho. Citado como exemplo de boa prática internacional que deve basear novas políticas públicas para minimizar riscos de pilhas de rejeitos. Promove o monitoramento contínuo (técnicas InSAR), transparência em canais de denúncia e inclusão de indicadores de risco no Plano de Ação de Emergência (PAE).
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Ive Nogueira Cangussu Machado, orientado por Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de relevância crucial para o contexto ambiental e social de Minas Gerais: a regulamentação das pilhas de rejeitos. Nos últimos anos, a região tem enfrentado sérios desafios relacionados à gestão inadequada desses materiais, que não apenas afetam o meio ambiente, mas também impactam diretamente as comunidades locais. A análise crítica da regulamentação e fiscalização ambiental se torna, portanto, um imperativo para a proteção das populações vulneráveis e a promoção de práticas sustentáveis.

O problema central da pesquisa reside na identificação das falhas na regulamentação e fiscalização ambiental, evidenciadas por recentes acidentes com pilhas de rejeitos. Esses eventos têm gerado impactos sociais, econômicos e ecológicos significativos, levantando a questão: quais diretrizes podem ser adotadas para prevenir novos incidentes e proteger as comunidades afetadas? O objetivo geral do trabalho é analisar a importância da regulamentação na gestão de pilhas de rejeitos, destacando seu papel fundamental na mitigação de riscos ambientais e na proteção das comunidades em Minas Gerais.

Para alcançar esses objetivos, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, estruturada em duas etapas metodológicas: uma revisão documental e bibliográfica, seguida de uma análise espacial e estatística. Essa metodologia permite uma compreensão abrangente dos impactos sociais, econômicos e ambientais resultantes dos acidentes, além de evidenciar a ausência de regulamentação específica para o manejo desses rejeitos. O diagnóstico sobre a gestão de riscos no setor mineral revela a fragilidade legal e a resistência do setor econômico em adotar práticas mais seguras.

As principais contribuições do trabalho incluem a identificação dos impactos gerados pelos acidentes, a análise crítica da regulamentação vigente e a proposição de soluções estruturadas para mitigar riscos. Essas soluções visam promover a proteção à vida, a sustentabilidade ambiental e socioeconômica, assegurando a proteção das gerações atuais e futuras. A pesquisa destaca que a inexistência de diretrizes claras torna desafiadora a fiscalização, dificultando a implementação de práticas seguras pelas empresas. Assim, a regulamentação é apresentada como essencial para o desenvolvimento sustentável da região, garantindo o equilíbrio entre a exploração mineral e a preservação ambiental.

A aplicabilidade prática das propostas apresentadas no trabalho é significativa, pois busca não apenas a mitigação de riscos, mas também a construção de um modelo de mineração mais seguro e responsável. Para isso, é fundamental o fortalecimento da governança ambiental, que deve ser uma prioridade nas políticas públicas voltadas para o setor.

Para aqueles que desejam se aprofundar no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os desafios e propostas discutidos na pesquisa.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)