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Mapeamento Comunitário de Riscos em Áreas de Deslizamentos e Inundações

Autoria: Fabio Villalba Ribeiro
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Resiliência Comunitária Capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um desastre, preservando suas funções essenciais. Definido como objetivo central do fortalecimento local, baseando-se no Art. 2º da Lei 12.608/2012 e nas diretrizes do Marco de Sendai. Permite que comunidades mobilizem recursos internos e coordenem respostas autônomas, reduzindo a dependência exclusiva do Estado e acelerando a reconstrução pós-evento.
Mapeamento Participativo (Mapa Comunitário de Risco) Representação gráfica e colaborativa que permite às comunidades identificar riscos, recursos, pontos de apoio e rotas de evacuação em seu território. Proposta principal de intervenção na Vila do Sahy para integrar o saber técnico à percepção local, amparada pelas Leis 12.608/2012 e 14.750/2023. Ferramenta de baixo custo que democratiza a informação e reduz o tempo de evacuação e danos humanos em situações de emergência.
Percepção de Risco Construção sociocultural que influencia atitudes, comportamentos e decisões das pessoas em relação à prevenção e preparação para desastres. Trabalhado em oficinas com moradores da Vila do Sahy para transformar a visão superficial do perigo em engajamento ativo na autoproteção. Gestores públicos utilizam o aumento da percepção para garantir que a população respeite alertas e protocolos de evacuação preventiva.
Vulnerabilidade Condição de exposição a riscos agravada por fatores sociais, econômicos e falta de infraestrutura urbana adequada. Contextualizada na Vila do Sahy pela precariedade habitacional (estruturas mistas), baixa renda familiar e ocupação de encostas instáveis. Orientar a priorização de investimentos públicos em obras de contenção, drenagem e programas de regularização fundiária ou reassentamento.
Defesa Civil Conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e de reconstrução destinadas a evitar ou minimizar desastres e preservar vidas. Apresentada como órgão articulador entre o conhecimento técnico e a comunidade, com competências atualizadas pela Lei 14.750/2023. Migração de uma abordagem puramente reativa para uma gestão sistêmica baseada em evidências, prevenção e participação popular.
Simulado de Evacuação Exercício prático de treinamento para testar a eficácia de rotas de fuga, pontos de encontro e procedimentos de abandono de área. Realizado na Vila do Sahy em 2024 para validar o mapa comunitário e treinar moradores em procedimentos de emergência. Testa a operabilidade dos planos de contingência e garante que a comunidade saiba agir sob estresse, reduzindo perdas humanas.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Fábio Villalba Ribeiro, orientado por Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de relevância crescente no contexto atual: o mapeamento comunitário de riscos em áreas vulneráveis. O aumento de eventos climáticos extremos tem impactado negativamente comunidades em situação de vulnerabilidade social e ambiental, resultando em perdas significativas. Nesse cenário, a proposta deste estudo é desenvolver e implementar um Mapa Comunitário de Risco, que funcione como uma ferramenta de gestão participativa, visando à conscientização dos moradores e ao fortalecimento da resiliência comunitária.

O problema central identificado na pesquisa é a necessidade de uma abordagem que permita às comunidades reconhecerem e gerenciarem os riscos a que estão expostas. O objetivo geral do trabalho é, portanto, criar um Mapa Comunitário de Risco que não apenas informe, mas também envolva os moradores no processo de identificação e mitigação de suas vulnerabilidades. A proposta busca, assim, promover uma gestão de riscos mais inclusiva e eficaz.

A metodologia adotada para a realização deste trabalho é caracterizada por um enfoque participativo. Foram realizadas oficinas com a comunidade, onde os participantes puderam contribuir com suas experiências e conhecimentos locais. A coleta de dados foi seguida de uma validação técnica, culminando na elaboração de materiais educativos que facilitam a compreensão dos riscos. Essa abordagem permite que o Mapa Comunitário se torne um instrumento permanente de gestão de riscos, promovendo a autonomia da comunidade na sua utilização.

As principais contribuições deste trabalho incluem a produção de Mapas Comunitários de Risco, materiais educativos e comunicacionais, além de simulações práticas de evacuação e resposta. Os resultados obtidos demonstraram um aumento significativo na percepção de risco da população, fortalecimento da coesão comunitária e uma melhoria na eficácia das respostas em situações de emergência. Essas entregas são fundamentais para a construção de uma cultura de prevenção e resiliência nas comunidades.

A aplicabilidade prática do Mapa Comunitário de Risco é ampla. Ele pode ser integrado a planos diretores municipais, revisões de zoneamentos urbanos e ambientais, e utilizado em atividades escolares. Essa versatilidade torna o mapeamento uma ferramenta valiosa para diversos públicos, incluindo comunidades em áreas vulneráveis, órgãos públicos, organizações não governamentais e grupos de voluntariado.

Por fim, convidamos todos a conhecerem mais sobre este importante trabalho por meio de um vídeo e um podcast explicativos, que detalham a metodologia e os resultados alcançados. A construção de ferramentas como o Mapa Comunitário de Risco representa um passo significativo para a superação de modelos de gestão que historicamente marginalizaram as comunidades em processos decisórios, promovendo uma maior resiliência e capacidade de resposta frente aos desafios socioambientais.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)