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Resiliência e Coordenação: O Papel do Exército Brasileiro no Apoio à Defesa Civil em Situações de Desastre Climático

Autoria: Cristiano Luis Ferreira de Oliveira
Orientação: Leandro Ribeiro da Silva
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Resiliência Urbana Capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de maneira tempestiva e eficiente. Contextualizada como a habilidade de uma cidade se reinventar e aprender com desastres passados para melhorar medidas de redução de riscos. Gestão de riscos para assegurar a preservação e restauração de estruturas básicas e funções essenciais após eventos disruptivos.
SINPDEC Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. Citado como a estrutura organizacional da Defesa Civil Brasileira, coordenada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC). Articulação institucional entre os diversos níveis de atuação (federal, estadual e municipal) para ações de proteção civil.
Atribuições Subsidiárias Ações levadas a efeito pelas Forças Armadas por razões socioeconômicas ou quando há esgotamento da capacidade do instrumento estatal responsável. O apoio do Exército à Defesa Civil é classificado legalmente como uma atribuição subsidiária baseada na Lei Complementar nº 97/99. Permite o emprego legítimo do poder militar em apoio logístico, engenharia e saúde em situações de calamidade pública.
Operações de Não-Guerra Operações onde o poderio militar atua no âmbito interno ou externo sem que ocorra o combate propriamente dito. O trabalho define o apoio à Defesa Civil, ações humanitárias e operações de paz sob este conceito técnico. Foco em cooperação, coordenação com agências civis e ajuda humanitária para mitigar danos em populações atingidas.
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Mencionada como a política que orienta os trabalhos das Defesas Civis locais e incentiva a cooperação. Instrumento de planejamento e gestão pública para a redução de riscos de desastres no território nacional.
Agências Órgãos governamentais ou não, militares, civis, públicos ou privados, nacionais ou internacionais com os quais os militares cooperam. Aparece no contexto de operações interagências visando à coordenação de esforços durante crises. Busca pela eficiência e redução de custos ao evitar a duplicidade de ações em resposta a desastres.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O aumento da frequência e intensidade dos desastres climáticos tem gerado um cenário desafiador para a gestão de emergências no Brasil. Nesse contexto, a atuação coordenada entre diferentes órgãos, especialmente o Exército Brasileiro e a Defesa Civil, torna-se fundamental para a mitigação de riscos e proteção das comunidades afetadas. O trabalho de conclusão de curso de Cristiano Luís Ferreira de Oliveira, orientado por Leandro Ribeiro da Silva, busca analisar e compreender essa atuação, destacando a importância do Exército no apoio à Defesa Civil.

O problema central abordado na pesquisa é a necessidade de ações mais integradas entre os órgãos responsáveis pela resposta a desastres ambientais. O objetivo geral do estudo é investigar como o Exército Brasileiro tem contribuído para a Defesa Civil, enfatizando sua relevância na proteção das populações vulneráveis e na eficácia das operações de emergência. A pesquisa visa, portanto, oferecer uma visão clara sobre a colaboração entre essas instituições e seu impacto nas respostas a situações críticas.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada inclui métodos bibliográficos e estudos de caso, com foco em operações específicas do Exército em resposta a desastres climáticos. O autor desenvolveu um cronograma de atividades para a coleta e análise de dados, permitindo uma compreensão aprofundada das operações realizadas, como a Operação Taquari 2, que mobilizou mais de 19,5 mil militares e resultou em 84 mil pessoas resgatadas e 25 mil atendimentos médicos realizados.

As principais contribuições deste trabalho incluem a evidência da importância da cooperação entre o Exército e a Defesa Civil, que se mostrou essencial para a eficácia das respostas a desastres. A pesquisa também apresenta recomendações práticas, como a realização de treinamentos conjuntos, simulações de desastres e a criação de contingentes de resposta rápida. Essas ações visam aprimorar a capacidade de resposta do Exército em situações de emergência, fortalecendo a resiliência das comunidades afetadas.

A aplicabilidade prática das recomendações é significativa, pois propõe um modelo de atuação que pode ser implementado em diversas regiões do país, considerando a capilaridade das Forças Armadas e sua capacidade de mobilização em todo o território nacional. A colaboração efetiva entre o Exército e a Defesa Civil é, portanto, uma estratégia crucial para enfrentar os desafios impostos por desastres ambientais e garantir a segurança da população.

Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre a pesquisa e suas implicações. Acesse e conheça mais sobre a importância da resiliência e coordenação no apoio à Defesa Civil.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)