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Implementação de Sistema de Alerta Sonoro para Aumento da Segurança nas Comunidades Ribeirinhas Aflitas pelas Cheias do Rio São Francisco

Autoria: Carla Diana de Souza Dias
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
ZAS – Zona de Auto Salvamento Região a jusante de uma barragem onde não há tempo hábil para intervenção das autoridades, exigindo que a população se salve por conta própria. Contextualiza a localização de Pirapora à jusante da UHE de Três Marias, reforçando a necessidade de sistemas de alerta rápidos. Gestão pública: exige a instalação de sirenes e sinalização de rotas de fuga para que a população saiba como agir imediatamente sem auxílio externo.
NUPDEC Núcleo de Proteção e Defesa Civil composto por voluntários da própria comunidade. Proposta de criação de núcleos compostos por no mínimo 04 moradores de cada comunidade (Marambaia, Pimentas e Coqueiro). Redução do risco: atua como multiplicador de boas práticas, realizando ações preventivas e de autosocorro diretamente na comunidade.
Sistema de Alerta Hidrológico (SAH) Sistema de monitoramento automático das chuvas e níveis dos rios das principais bacias hidrográficas. Citado como um marco importante já implantado em Pirapora para monitorar a Bacia do Rio São Francisco. Gestão pública: fornece dados técnicos em tempo real para embasar a decisão de emitir alertas de evacuação.
Simulados de Evacuação Exercícios práticos que treinam a população sobre como agir ao ouvir um sinal de alerta. Atividade proposta no plano de ação para testar o sistema de sirenes e o Plano de Contingência. Redução do risco: cria memória operacional na comunidade, reduzindo o pânico e o tempo de resposta em desastres reais.
Sistema 40199 Serviço gratuito de recebimento de alertas de emergência e riscos de desastres via SMS. Um dos meios de monitoramento e alerta já existentes no município, coordenado pelo Cenad. Redução do risco: permite a disseminação em massa de informações, embora possua limitações para populações com baixo engajamento digital.
Aplicativo Prox Ferramenta tecnológica utilizada por concessionárias de usinas hidrelétricas para apoio às Defesas Civis. Utilizado como suporte à jusante da Usina de Três Marias para gestão de riscos mapeados. Gestão pública: integra a comunicação entre a operadora da barragem e os órgãos municipais de proteção.
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, instituída pela Lei nº 12.608/2012. Base legal que fundamenta o projeto de intervenção e as responsabilidades dos entes federados. Gestão pública: obriga os municípios a produzirem alertas antecipados e organizarem ações de prevenção e resposta.
Sirenes Cariocas Sistema de Alerta e Alarme pioneiro da cidade do Rio de Janeiro focado em riscos de deslizamentos. Utilizado como estudo de caso e referência de sucesso para a proposta de implementação em Pirapora. Gestão pública: serve como modelo de eficácia que une tecnologia sonora à educação comunitária.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, intitulado "Implementação de Sistema de Alerta Sonoro para Aumento da Segurança nas Comunidades Ribeirinhas Aflitas pelas Cheias do Rio São Francisco", desenvolvido por Carla Diana de Souza Dias sob a orientação de Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de relevância crucial para a gestão pública em proteção e defesa civil. As comunidades ribeirinhas de Pirapora, Minas Gerais, enfrentam desafios significativos relacionados à comunicação de riscos durante períodos de cheia do rio, o que pode resultar em consequências graves para a segurança dos moradores.

O problema central identificado neste estudo é a comunicação ineficaz e a resistência da população em seguir os avisos das autoridades competentes durante situações de risco. Diante desse cenário, o objetivo geral do trabalho é implementar um sistema de alerta sonoro nas comunidades ribeirinhas, por meio da instalação de sirenes fixas, com o intuito de melhorar a comunicação e garantir a segurança da população em situações de inundação.

A metodologia adotada para a pesquisa caracteriza-se como qualitativa, exploratória e aplicada. O estudo combina levantamento bibliográfico, análise documental e estudo de caso, além de entrevistas semiestruturadas com moradores das comunidades afetadas. Essa abordagem permitiu uma compreensão aprofundada das necessidades e percepções da população em relação ao sistema de alerta, bem como a identificação de estratégias eficazes para sua implementação.

As principais contribuições deste trabalho incluem a instalação de sirenes fixas nas comunidades, a capacitação da população para ações preventivas e corretivas, o desenvolvimento de um plano para a instalação das sirenes e a realização de campanhas educativas e reuniões. Os resultados obtidos demonstram uma melhoria significativa na comunicação de riscos, um aumento na percepção e conhecimento dos riscos por parte da comunidade, maior engajamento dos moradores nas ações de prevenção e, consequentemente, uma redução dos danos humanos e materiais em situações de cheia.

A aplicabilidade prática do sistema de alerta sonoro vai além das comunidades de Pirapora, servindo como um guia para futuras implementações em áreas de risco. A proposta contribui para a construção de comunidades mais resilientes, onde a conscientização e a preparação para situações de emergência são priorizadas. Como destacado, "a instalação de alerta sonoro complementará os métodos de comunicação existentes", reforçando a importância de um sistema integrado de gestão de riscos.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, disponibilizamos um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre o projeto e suas implicações para a segurança das comunidades ribeirinhas. Acreditamos que a disseminação desse conhecimento é fundamental para promover a conscientização e a ação coletiva em prol da segurança e bem-estar da população.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)