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Análise da Situação Atual da Segurança das Barragens na Área de Abrangência do 5º Comando Operacional de Bombeiros de Minas Gerais

Autoria: Mateus Augusto de Souza
Orientação: Márcio Marangon
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Tatiana Tavares Rodriguez
Ano: 2024
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Categoria de Risco (CRI) Aspectos da barragem que influenciam na probabilidade de ocorrência de acidente, considerando características técnicas, estado de conservação e plano de segurança. Utilizada para classificar as 189 barragens da área do 5º COB, identificando que 11,64% possuem risco alto. Orientar o foco em ações de Gestão do Risco de Desastre (GRD) e o fortalecimento de fiscalizações prioritárias.
Dano Potencial Associado (DPA) Dano que pode ocorrer devido a rompimento ou mau funcionamento, independentemente da probabilidade, graduado por perdas humanas e impactos socioambientais. Análise indica que 32,8% das barragens do 5º COB possuem DPA Alto, valor acima da média estadual. Subsidiar o planejamento de ações de resposta (Gestão do Desastre) e investimentos em segurança para mitigar danos catastróficos.
Plano de Ação de Emergência (PAE) Documento que identifica riscos, define ações em caso de colapso, agentes a notificar, estratégia de enfrentamento e alertas às comunidades. O trabalho aponta que 30,69% das barragens na área possuem PAE, mas há uma carência de dados informados de 66,67%. Instrumento fundamental para a fase de preparação e salvamento de vidas em Zonas de Autossalvamento (ZAS).
Gestão do Risco de Desastres (GRD) Processo contínuo de identificação, análise e redução de riscos para antecipar e mitigar efeitos negativos antes da ocorrência do evento. Proposta como papel fomentador do CBMMG, englobando as fases de prevenção, mitigação e preparação. Priorizar o conhecimento das ameaças e a capacitação de comunidades antes que o desastre ocorra.
5º Comando Operacional de Bombeiros (5º COB) Unidade Intermediária do CBMMG responsável pela gestão de recursos operacionais em sua área de responsabilidade regional. Unidade que abrange o 6º BBM (Governador Valadares) e o 11º BBM (Ipatinga), concentrando o estudo sobre 189 barragens. Coordenação regional das ações de defesa civil e estabelecimento de diretrizes operacionais para as unidades subordinadas.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Análise da situação atual da segurança das barragens na área de abrangência do 5º Comando Operacional de Bombeiros de Minas Gerais", elaborado por Mateus Augusto de Souza sob a orientação do Prof. Dr. Márcio Marangon, aborda um tema de extrema relevância para a gestão pública e a proteção civil no estado de Minas Gerais. A segurança das barragens é um assunto crítico, especialmente em um contexto onde a integridade dessas estruturas pode impactar diretamente a vida e o bem-estar da população.

O problema central identificado na pesquisa é a ausência de uma política institucional consolidada para a Gestão de Segurança em Barragens pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Essa lacuna na gestão pode resultar em riscos significativos, considerando que, das 189 barragens na área do 5º Comando, 62 apresentam Dano Potencial Associado classificado como Alto. O objetivo do trabalho é, portanto, avaliar a situação atual dessas barragens e propor mecanismos que possam fortalecer a gestão de segurança das mesmas.

Para alcançar esse objetivo, a metodologia utilizada consistiu na análise de dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), uma base de dados de consulta pública. Essa abordagem permitiu a coleta de informações relevantes sobre a segurança das barragens, possibilitando uma análise detalhada da situação atual e a identificação de lacunas na informação.

As principais contribuições do trabalho incluem uma análise abrangente da situação das barragens na área de atuação do 5º Comando, a criação de um banco de dados consolidado sobre essas estruturas e a proposição de um roteiro de ações para a Gestão do Risco em Barragens. Os resultados indicam que, embora o SNISB seja um sistema sólido e capaz de fornecer dados valiosos, há uma carência de informações completas para todas as barragens em Minas Gerais. Além disso, a maioria das barragens não é regulada pela Política Nacional de Segurança de Barragens, o que agrava a situação.

A aplicabilidade prática deste trabalho é significativa, pois suas conclusões podem contribuir para a elaboração de políticas públicas e ações de fiscalização e gestão de segurança das barragens em Minas Gerais. O público-alvo inclui não apenas o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, mas também outros órgãos responsáveis pela gestão de barragens, que podem se beneficiar das recomendações apresentadas.

Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais no tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre a pesquisa e suas implicações. A segurança das barragens é uma questão que demanda atenção e ação, e este trabalho representa um passo importante na direção de uma gestão mais eficaz e responsável.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)