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Estudo Preliminar de Um Reservatório de Amortecimento de Cheias para Controle de Inundações em Espera Feliz/mg

Autoria: Maria Clara Dutra Fumian
Orientação: Celso Bandeira de Melo Ribeiro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Tatiana Tavares Rodriguez
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Reservatório de Detenção Estrutura de armazenamento temporário que permanece seca após o período chuvoso, destinada ao controle de cheias e redução do pico de vazão. Estudo preliminar para a implantação de uma estrutura no bairro João Clara visando reduzir a vazão máxima em 30%. Minimiza o impacto hidrológico da impermeabilização do solo e permite o uso multifuncional da área (ex.: lazer) em períodos de seca.
Tempo de Retorno (Tr) Probabilidade de um evento hidrológico extremo ser igualado ou superado em um determinado ano. Adotado o período de 100 anos para garantir maior segurança contra inundações severas, como as registradas em 2020 e 2021 em Espera Feliz-MG. Define o nível de risco aceitável e parametriza a segurança e durabilidade de obras públicas de macrodrenagem.
Método de Kokei Uehara Método hidrológico adaptado à realidade brasileira para estimar vazões máximas com base em características físicas e climáticas locais. Utilizado para determinar a vazão de projeto (143,01 m^3/s) na bacia do Rio São João, suprindo a ausência de dados fluviométricos locais. Permite o dimensionamento de estruturas hidráulicas em bacias sem monitoramento direto ou estações fluviométricas.
Método Racional Fórmula que estabelece uma relação direta entre a intensidade da chuva, a área da bacia e o coeficiente de escoamento superficial. Aplicado para estimar o volume de detenção necessário (17.854,12 m^3) para alcançar as metas de redução de cheias propostas. Ferramenta técnica para cálculo de vazão de pico em pequenas bacias e planejamento de sistemas de microdrenagem urbana.
Escoamento Superficial (Runoff) Parcela da precipitação que não infiltra no solo e flui sobre a superfície até atingir os corpos d'água. Análise do impacto da urbanização e impermeabilização no aumento da velocidade e magnitude das inundações no Rio São João. Subsidia a gestão do uso do solo para controle da impermeabilização e manutenção de taxas mínimas de infiltração urbana.
Vulnerabilidade Social Condição intrínseca de uma comunidade que caracteriza a predisposição a sofrer efeitos adversos e danos por desastres. Identificação do bairro João Clara como área crítica, habitada por população vulnerável e situada em cota topográfica baixa. Orientação para a priorização de investimentos e intervenções em áreas onde a fragilidade social amplia o impacto dos desastres.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Estudo preliminar de um reservatório de amortecimento de cheias para controle de inundações em Espera Feliz/MG", desenvolvido por Maria Clara Dutra Fumian sob a orientação do Dr. Celso Bandeira de Melo Ribeiro, aborda um tema de grande relevância para a gestão pública e a proteção civil. A pesquisa se insere no contexto da vulnerabilidade social do bairro João Clara, em Espera Feliz, onde as inundações ocorridas em 2020 e 2021 evidenciaram a necessidade urgente de estratégias eficazes para o controle de cheias.

O problema central da pesquisa reside na alta vulnerabilidade da comunidade local às inundações, que impactam diretamente a qualidade de vida dos moradores. O objetivo geral do estudo foi avaliar a redução da vazão por meio da implantação de um reservatório de detenção, que não apenas atue como uma medida de controle de cheias, mas que também sirva como área de recreação em períodos de seca. Essa abordagem dual visa promover a segurança hídrica e o bem-estar social da população.

Para alcançar os objetivos propostos, a metodologia adotada incluiu um estudo de caso, que envolveu a coleta de dados históricos e um levantamento bibliográfico. Além disso, foram aplicados os métodos de Kokei Uehara e o Método Racional, que permitiram determinar a vazão de projeto e o volume de detenção necessário para o reservatório. Essa combinação de técnicas possibilitou uma análise detalhada das condições hidrológicas da região.

Os principais resultados obtidos indicam que, embora a área disponível para o reservatório não suporte todo o volume necessário para uma redução de 30% na vazão de projeto, foi possível alcançar uma redução de 42% desse objetivo inicial. O volume de detenção pré-dimensionado para o reservatório é de 7.500 m³, o que resulta em uma diminuição de 12,6% na vazão de pico, que era de 143,01 m³/s. Esses dados demonstram a viabilidade da proposta e seu potencial para mitigar os impactos das inundações na comunidade.

A aplicabilidade prática deste estudo é significativa, pois a metodologia desenvolvida pode ser utilizada em outras áreas da bacia de estudo para o dimensionamento de reservatórios de detenção, contribuindo assim para a mitigação de inundações em diferentes contextos. A implementação de medidas que visem atenuar a vazão de projeto, fundamentadas em princípios sustentáveis e em uma integração adequada, pode melhorar substancialmente o sistema de drenagem urbana.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, disponibilizamos um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os métodos utilizados e os resultados alcançados. A pesquisa de Maria Clara Dutra Fumian representa um importante passo na busca por soluções eficazes para os desafios enfrentados por comunidades vulneráveis, alinhando-se aos objetivos do curso de Especialização em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)