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Sistema Miyawaki de Restauração de Ecossistemas Florestais Como Estratégia de Gestão de Riscos de Desastres Naturais no Estado do Pará

Autoria: Denisson Coêlho da Silva
Orientação: Alexandre Humia Casarim
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Tatiana Tavares Rodriguez
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
SIMREF (Sistema Miyawaki de Restauração de Ecossistemas Florestais) Método de restauração que estabelece áreas de floresta nativas altamente diversificadas com crescimento acelerado e formação de ecossistema autossustentável. Utilizado pelo Instituto ASFLORA para criar miniflorestas em Belém e outros municípios do Pará como estratégia para mitigar eventos climáticos extremos. Atua na redução de riscos hidrológicos, estabilização do solo, regulação térmica e drenagem urbana, servindo como barreira protetora contra inundações.
SbN (Soluções Baseadas na Natureza) Estratégias que imitam processos ecológicos para trazer benefícios ambientais, sociais e econômicos, promovendo a resiliência urbana. O SIMREF é classificado como uma SbN promissora para a Gestão de Riscos de Desastres (GRD) em Belém. Oferece abordagens sustentáveis para enfrentar inundações, ilhas de calor e poluição, fortalecendo a resiliência climática das cidades.
GRD (Gestão de Riscos de Desastres) Conjunto de decisões administrativas e operacionais visando reduzir impactos de ameaças e a ocorrência de possíveis desastres. Papel crucial na mitigação dos efeitos de eventos climáticos extremos em Belém, integrando as fases de prevenção e preparação. Estrutura as ações de defesa civil em etapas de prevenção, preparação, resposta e recuperação para proteger a população.
Desastres Hidrológicos Eventos relacionados ao excesso ou dinâmica das águas, como inundações, alagamentos e enxurradas. São os desastres mais comuns em Belém devido ao índice pluviométrico elevado e topografia de baixadas. Demandam sistemas de drenagem natural (como miniflorestas) para absorção de água pluvial e redução do escoamento superficial.
Desastres Meteorológicos Eventos causados por fenômenos atmosféricos intensos, como raios, chuvas intensas e vendavais. Listados como causas de danos materiais e riscos à população urbana de Belém e do Pará. Florestas adensadas podem agir como obstáculos físicos contra ventos e auxiliar na interceptação de chuvas intensas.
Minifloresta Áreas de plantio adensado de espécies nativas em pequenos ou médios espaços urbanos para recriar condições de floresta natural. Termo utilizado como sinônimo para as áreas restauradas via SIMREF em Belém. Contribui para a segurança alimentar, educação ambiental e criação de corredores verdes para evacuação em emergências.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso apresentado por Denisson Coelho da Silva, sob a orientação do Msc. Cel. BMMG. Alexandre Humia Casarim, na Universidade Federal de Juiz de Fora, aborda um tema de relevância crescente no contexto atual: a gestão de riscos em ambientes urbanos, especialmente em relação às mudanças climáticas. O estudo foca na implementação do Sistema Miyawaki de Restauração de Ecossistemas Florestais (SIMREF) como uma estratégia para mitigar os riscos associados a eventos climáticos extremos em Belém, Pará.

O problema central investigado é: de que maneira a implementação do SIMREF pode contribuir para a redução dos riscos em Belém? O objetivo geral do trabalho é avaliar essa implementação, considerando sua expansão, os custos envolvidos e sua influência na gestão de riscos. A relevância do tema se destaca, uma vez que a cidade enfrenta desafios significativos relacionados à urbanização e à degradação ambiental, que podem ser amenizados por meio de práticas de restauração ecológica.

A metodologia utilizada no estudo foi abrangente e incluiu a definição da área de estudo, visitas técnicas, revisão bibliográfica e análise documental. Um estudo de caso foi conduzido pelo Instituto Amigos da Floresta Amazônica (ASFLORA), onde foram tabulados e analisados dados utilizando o Microsoft Excel®. Essa abordagem permitiu uma avaliação detalhada da viabilidade econômica e da eficácia ambiental do SIMREF, resultando em dados concretos sobre suas contribuições.

Os principais resultados do trabalho demonstraram que o SIMREF é uma solução viável e eficaz para a gestão de riscos em Belém. Entre 1992 e 2023, foram plantadas 613.445 mudas de espécies nativas em uma área de 23,37 hectares, com Belém se destacando ao contribuir com 232.318 mudas, o que representa 37,87% do total. Esses dados evidenciam não apenas a capacidade de restauração do sistema, mas também sua importância na estabilização do solo e na mitigação dos impactos de eventos climáticos.

A aplicabilidade prática do SIMREF é significativa, pois se apresenta como uma solução sustentável para fortalecer a resiliência urbana. Gestores públicos, profissionais da área ambiental e a comunidade acadêmica podem se beneficiar das diretrizes e resultados apresentados, utilizando o sistema como uma ferramenta para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e promover a restauração ecológica em áreas urbanas.

Para complementar a compreensão do tema, o trabalho também disponibiliza um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais aprofundada sobre a pesquisa e suas implicações práticas. A iniciativa visa engajar um público mais amplo e fomentar discussões sobre a importância da gestão de riscos e da restauração de ecossistemas florestais.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)