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A Aplicabilidade das Metodologias e Interfaces da Inteligência de Segurança Pública no Ciclo de Proteção e Defesa Civil: Aplicação em Hipótese de Desastre Tecnológico – Derivação Clandestina (trepanação)

Autoria: Cristiano Pinto dos Santos
Orientação: Patrick Tavares Gomes
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Tatiana Tavares Rodriguez
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Ciclo de Proteção e Defesa Civil (CPDC) Processo estruturado que visa a redução de desastres, compreendendo as fases de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. O trabalho busca diagnosticar quais ferramentas da Inteligência de Segurança Pública podem ser aplicadas nas fases deste ciclo para garantir a incolumidade pública. Permite uma atuação sistemática e preditiva do Estado, utilizando o conhecimento produzido para reduzir a ocorrência e a intensidade de desastres naturais ou tecnológicos.
Inteligência de Segurança Pública (ISP) Atividade especializada que visa a produção de conhecimentos para assessoramento das autoridades, subsidiando o processo decisório em políticas de segurança pública. Tratada como o instrumento que emana respostas fundamentadas e eficientes para enfrentar eventos adversos e apoiar o planejamento estratégico dos órgãos de Defesa Civil. Auxilia o gestor público no domínio sobre variáveis complexas, criando consciência situacional para prevenir, neutralizar e reprimir atos que ameacem a ordem pública e o meio ambiente.
Ciclo de Produção do Conhecimento (CPC) Metodologia específica composta pelas fases de Planejamento, Reunião de Dados, Processamento e Difusão/Utilização. Aplicado no estudo de caso hipotético de Desastre Tecnológico (Trepanação) para demonstrar como transformar dados em conhecimento acionável. Garante que a tomada de decisão em situações de emergência seja baseada em um método científico, evitando decisões puramente intuitivas e maximizando o uso de recursos.
Análise de Risco (AR) Metodologia de estudo para identificação e avaliação de ameaças e vulnerabilidades, permitindo estimar a probabilidade e o impacto de eventos adversos. Apresentada como uma interface da ISP que utiliza ferramentas como a Matriz de Risco e o Ciclo de Gestão de Risco adaptado da ISO 31000. Possibilita a priorização de ações mitigadoras e o estabelecimento de métricas para maximizar a eficácia no uso de recursos públicos em áreas críticas.
Trepanação (Derivação Clandestina) Técnica que consiste na perfuração de dutos para instalação de derivações clandestinas visando o furto de combustíveis. Utilizada como exemplo de desastre tecnológico que exige a integração das inteligências policial, dos bombeiros e da defesa civil. Representa um risco de alta periculosidade social devido ao potencial de vazamentos, incêndios e explosões em comunidades vizinhas a oleodutos.
SISBIN / SISP Sistema Brasileiro de Inteligência e seu Subsistema de Inteligência de Segurança Pública, destinados a coordenar atividades de inteligência no país. O texto fundamenta a participação legal dos Corpos de Bombeiros e órgãos de Defesa Civil como integrantes dessas estruturas de inteligência nacional. Fomenta o intercâmbio de informações entre agências federais e estaduais, permitindo uma resposta integrada a grandes desastres e crises de segurança.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "A aplicabilidade das metodologias e interfaces da Inteligência de Segurança Pública no Ciclo de Proteção e Defesa Civil: Aplicação em hipótese de Desastre Tecnológico – Derivação Clandestina (Trepanação)", desenvolvido por Cristiano Pinto dos Santos sob a orientação do Esp. Patrick Tavares Gomes, apresenta uma análise relevante sobre a intersecção entre a Inteligência de Segurança Pública (ISP) e o Ciclo de Proteção e Defesa Civil (CPDC). Este estudo é particularmente significativo no contexto atual, onde a gestão de riscos e a prevenção de incidentes são fundamentais para a segurança da sociedade.

O problema central abordado na pesquisa questiona quais metodologias e ferramentas da ISP podem ser aplicadas no CPDC, considerando a legislação vigente, especificamente a Lei 12.608 de 10 de abril de 2012. O objetivo geral do trabalho é diagnosticar a aplicabilidade dessas interfaces no ciclo de proteção e defesa civil, buscando contribuir para a melhoria das práticas de gestão de riscos e resposta a incidentes.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia utilizada foi de caráter dedutivo, com um estudo de caso que adotou uma abordagem qualitativa e uma estratégia metodológica exploratória. O autor realizou pesquisas em fontes abertas, analisou bibliografias, legislações e pareceres institucionais, além de construir um questionário direcionado a órgãos envolvidos na temática. Essa abordagem permitiu uma compreensão aprofundada das metodologias disponíveis e sua aplicabilidade prática.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a identificação de duas metodologias da ISP que podem ser aplicadas no CPDC, além da demonstração da aplicabilidade do Ciclo da Produção do Conhecimento em um caso hipotético de desastre tecnológico. Essas descobertas são fundamentais para os Corpos de Bombeiros e órgãos de Proteção de Defesa Civil, pois oferecem ferramentas que podem ser utilizadas para aprimorar a análise de risco e a resposta a incidentes.

A aplicabilidade prática das metodologias e ferramentas da ISP no CPDC é um aspecto central do estudo. Os resultados indicam que essas abordagens podem ser efetivamente utilizadas pelos Corpos de Bombeiros e órgãos de Proteção de Defesa Civil em situações de desastres tecnológicos e naturais, contribuindo para uma gestão mais eficiente e integrada da segurança pública e da defesa civil.

Por fim, o trabalho também conta com recursos adicionais, como um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as metodologias discutidas e suas aplicações práticas. Esses materiais visam facilitar a compreensão e disseminação do conhecimento gerado, reforçando o compromisso da Universidade Federal de Juiz de Fora em promover a formação de profissionais capacitados para enfrentar os desafios contemporâneos na área de gestão pública em proteção e defesa civil.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)