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A Implementação da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil nas Comunidades Rurais dos Municípios do Cimvalpi

Autoria: Amon Cosmo Gurgel Moreira
Orientação: Carlos Eduardo Guilarducci Fonseca
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Tatiana Tavares Rodriguez
Ano: 2024
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/2012), que estabelece diretrizes para a redução de riscos e desastres no Brasil. Eixo central do estudo, analisada quanto à sua implementação limitada nas comunidades rurais dos municípios do CIMVALPI. Demanda que municípios integrem ações de proteção civil ao ordenamento territorial e criem aparato legislativo específico.
Gestão de Riscos (GR) Ações antecipatórias que visam reduzir a possibilidade de danos e perdas através da identificação de perigos e vulnerabilidades. Utilizado para classificar ações preventivas como instalação de pluviômetros, monitoramento de chuvas e limpeza de rios. Essencial para o planejamento municipal, permitindo estabelecer prioridades e metas de prevenção antes da materialização do desastre.
Gestão de Desastres (GD) Processo de manejo que envolve planejamento e preparação para resposta e reconstrução após a ocorrência de eventos adversos. Contextualizado em ações de resposta como desobstrução de estradas rurais e construção de pontes emergenciais após chuvas intensas. Foco na recuperação da infraestrutura e assistência imediata; identificada como a forma de gestão predominante nos municípios analisados.
Vulnerabilidade Condição social ou ambiental que influencia e acentua a condição de risco, afetando a capacidade de resposta a um desastre. Relacionada à exposição das comunidades rurais e do agronegócio aos eventos climáticos e à precariedade de infraestrutura (estradas vicinais). Sua identificação é o passo indispensável para gerir riscos e proteger a base econômica local (agricultura e pecuária).
Resiliência Habilidade de uma comunidade exposta a riscos de resistir, absorver, restaurar-se e retomar atividades essenciais após um desastre. Discutida como a capacidade necessária para comunidades rurais se adaptarem às mudanças climáticas e diminuírem prejuízos econômicos. Exige o envolvimento comunitário e a partilha de informação para fortalecer a estrutura social frente a eventos extremos.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, elaborado por Amon Cosmo Gurgel Moreira sob a orientação do M. Sc. Carlos Eduardo Guilarducci Fonseca, aborda um tema de relevância crescente no contexto da gestão pública: a implementação da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) nas comunidades rurais do território do Consórcio Intermunicipal Multissetorial do Vale do Piranga (CIMVALPI). A pesquisa se insere na Especialização Lato Sensu em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora, e busca compreender como as diretrizes dessa política têm sido aplicadas nas áreas rurais, considerando os impactos econômicos e sociais resultantes.

O problema central da pesquisa se concentra na análise de como os municípios do CIMVALPI têm implementado as diretrizes da PNPDEC para a gestão do risco de desastres nas comunidades rurais. O objetivo geral é investigar essa implementação e avaliar de que forma ela impacta economicamente a realidade municipal e regional. A relevância do tema se destaca em um cenário onde a gestão de riscos é fundamental para a sustentabilidade e o desenvolvimento das comunidades, especialmente em áreas vulneráveis.

Para alcançar os objetivos propostos, foi adotada uma metodologia de estudo de caso do tipo múltiplos casos, com uma abordagem dedutiva. A pesquisa utilizou dados coletados de sites das prefeituras municipais, do consórcio e de órgãos relacionados à agricultura e pecuária. Essa abordagem permitiu uma análise detalhada das práticas adotadas pelos municípios e a identificação de lacunas na implementação da política.

Os principais resultados da pesquisa indicam que a implementação da PNPDEC nas comunidades rurais é realizada de forma limitada. Os dados revelam que os impactos econômicos na área rural são significativos, com prejuízos na agricultura estimados em R$ 42.098.582,30 e na pecuária em R$ 48.168.175,47. Esses números evidenciam a necessidade urgente de uma gestão mais eficaz e integrada das políticas de proteção e defesa civil, que considere as especificidades das comunidades rurais.

As conclusões deste trabalho têm aplicabilidade prática, pois podem orientar a formulação de políticas públicas mais eficazes para a gestão de risco e desastres nas comunidades rurais. A pesquisa destaca a importância de um planejamento estratégico que envolva gestores públicos, acadêmicos e profissionais da área de proteção e defesa civil, visando a construção de um ambiente mais seguro e resiliente.

Para complementar a compreensão sobre o tema abordado, disponibilizamos um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais aprofundada sobre os resultados e as implicações da pesquisa. Convidamos todos os interessados a acessarem esses materiais e se engajarem na discussão sobre a proteção e defesa civil nas comunidades rurais.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)