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Reutilização de Resíduos Perigosos e Não Perigosos no Desenvolvimento de Novas Tecnologias: Uma Revisão da Literatura com Alternativas Sustentáveis para a Prevenção de Desastres no Brasil.

Autoria: Aldo Ribeiro de Carvalho
Orientação: Alysson Miranda de Freitas
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Tatiana Tavares Rodriguez
Ano: 2024
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Periculosidade de resíduos Propriedades que representam risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Os resíduos são classificados segundo sua periculosidade conforme a NBR 10.004 de 2004 para determinar a gestão e disposição adequada. Ferramenta determinante para o monitoramento de riscos associados aos resíduos e elaboração de políticas públicas de segurança e proteção ambiental.
Resíduos Classe I Resíduos classificados como perigosos por apresentarem características de periculosidade (inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e/ou patogenicidade). Identificados em 15% dos tipos de resíduos estudados, incluindo lama vermelha e rejeitos de mineração. Exigem descarte rigoroso e manutenção de estruturas (como barragens) para evitar desastres ambientais de grande magnitude.
Resíduos Classe II Resíduos considerados não perigosos, subdivididos em Classe II A (Não Inertes) e Classe II B (Inertes). Representam 85% dos resíduos identificados no estudo, como resíduos da construção civil e agrícolas. Possuem alto potencial para reinserção no ciclo produtivo, reduzindo o volume em aterros e mitigando riscos de deslizamentos.
Geopolimerização Tecnologia de produção de ligantes a partir da ativação de materiais precursores ricos em SiO_{2}, Al_{2}O_{3} e Fe_{2}O_{3}. Utilizada para converter rejeitos de minério de ferro e outros resíduos em materiais de construção com baixa emissão de CO_{2}. Permite a utilização de rejeitos que seriam armazenados em barragens, reduzindo a necessidade de tais estruturas e os riscos de rompimento.
Matrizes cimentícias Compostos à base de cimento Portland (pastas, argamassas e concretos) que incorporam agregados ou adições. Aplicação predominante (29%) detectada na revisão sistemática para a incorporação de resíduos como granito, mármore e cinzas. Otimização de recursos na construção civil pública e redução do descarte irregular de resíduos sólidos urbanos e da construção.
Desastre de Brumadinho (2019) Rompimento da Barragem I da mina do Córrego do Feijão (Vale), resultando em 270 mortes. Exemplo de negligência e falha na prevenção de riscos tecnológicos associados a resíduos minerais. Reforça a urgência de tecnologias de reaproveitamento de resíduos para eliminar a dependência de barragens de rejeitos.
Desastre de Mariana (2015) Rompimento da barragem de Fundão (Samarco), liberando 45 milhões de m^{3} de rejeitos de mineração. Considerado o maior desastre socioambiental do Brasil, utilizado para contextualizar o risco de armazenamento de rejeitos. Exigiu a criação de forças-tarefa e implementação de planos de emergência coordenados pela Defesa Civil.
Desastre do Morro do Bumba (2010) Deslizamento de terra e resíduos urbanos em um antigo lixão desativado em Niterói-RJ. Contextualiza os perigos da disposição inadequada de resíduos urbanos em encostas. Alerta para a necessidade de monitoramento de áreas de lixões desativados pela Defesa Civil para evitar movimentos de massa.
Desastre da Vila Socó (Cubatão, 1984) Incêndio causado pelo rompimento de dutos de combustíveis da Petrobrás, resultando em cerca de 500 desaparecidos. Citado como exemplo histórico de desastre tecnológico causado por falha de manutenção e riscos de produtos perigosos. Evidencia a necessidade de fiscalização estatal rigorosa em complexos industriais e manutenção preventiva de infraestruturas.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Reutilização de resíduos perigosos e não perigosos no desenvolvimento de novas tecnologias: uma revisão da literatura com alternativas sustentáveis para a prevenção de desastres no Brasil", desenvolvido por Aldo Ribeiro de Carvalho sob a orientação do Prof. D.Sc Alysson Miranda de Freitas, aborda um tema de relevância crescente no contexto da gestão pública e da defesa civil. O Brasil enfrenta um histórico significativo de desafios relacionados à gestão de resíduos, especialmente no que diz respeito aos materiais residuais que podem representar riscos tecnológicos. Nesse cenário, a pesquisa busca identificar e analisar as alternativas sustentáveis para a reinserção desses resíduos no ciclo produtivo.

O problema central da pesquisa reside na necessidade de compreender a distribuição e a classificação dos resíduos no Brasil, uma vez que 15% deles são considerados perigosos e 85% não perigosos. O objetivo geral é, portanto, identificar os principais resíduos encontrados no país e estudados por pesquisadores brasileiros, além de detectar alternativas sustentáveis que possam ser implementadas para a sua reinserção. A metodologia adotada incluiu uma busca exploratória nas bases de dados Scopus, Scielo e Google Acadêmico, abrangendo o período de 2001 a 2023, seguida de uma revisão sistemática da literatura. Essa abordagem permitiu uma análise abrangente e fundamentada sobre o tema.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se a elaboração de mapas que mostram a distribuição dos resíduos no Brasil, a classificação dos resíduos segundo sua periculosidade e a identificação de 80 tipos de resíduos oriundos de setores como agricultura, construção civil, geologia e indústria. Os resultados indicam práticas sustentáveis que podem ser aplicadas, como a incorporação de materiais residuais em matrizes cimentícias e a produção de fertilizantes, evidenciando a viabilidade de soluções inovadoras para a gestão de resíduos.

A aplicabilidade prática dos mapas produzidos é significativa, pois eles podem ser utilizados por órgãos públicos como uma ferramenta para monitorar os riscos associados aos resíduos, além de favorecer a elaboração de políticas públicas mais eficazes. Essa pesquisa não apenas contribui para o conhecimento acadêmico, mas também oferece subsídios para a atuação profissional na área de gestão de resíduos e defesa civil, promovendo uma abordagem mais sustentável e consciente.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as descobertas e implicações da pesquisa. A disseminação desse conhecimento é fundamental para fomentar discussões e ações que visem à sustentabilidade e à prevenção de riscos associados à gestão de resíduos no Brasil.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)