Fechar menu lateral

Uso do Capim Vetiver Como Interveniente na Prevenção de Desastres por Movimentos de Massa

Autoria: Breno Alcântara Silva
Orientação: Tatiana Tavares Rodriguez
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2022
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Bioengenharia Aplicação de vegetação (partes ou plantas inteiras) para sustentabilidade e estabilidade de encostas de risco baixo a moderado. Citada como uma solução estrutural e técnica que utiliza materiais vivos para estabilização de taludes com mínimo dano ambiental. Alternativa econômica em relação a obras de engenharia tradicionais para a fase de prevenção do ciclo de Proteção e Defesa Civil.
Sistema Vetiver (SV) Tecnologia que utiliza o Capim Vetiver plantado em linhas (fileiras) seguindo a curva de nível do terreno. Principal objeto de estudo como interveniente na prevenção de desastres e estabilização de encostas. Funciona como uma barreira viva que reduz a erosão superficial e aumenta a coesão interna do solo através das raízes.
Movimentos de Massa Movimento de solo, rocha e/ou vegetação ao longo da vertente sob a ação direta da gravidade. Definidos como processos naturais que, em áreas urbanas ocupadas sem planejamento, tornam-se desastres geológicos. A gestão pública deve identificar tipologias e mapear áreas de risco para adotar medidas preventivas e mitigadoras.
Escorregamento (Tipo de Movimento de Massa) Movimento com poucos planos de deslocamento externos, velocidades médias a altas e geometria variável (planares, circulares ou em cunha). O trabalho foca na prevenção de escorregamentos planares rasos através do uso de vegetação. O Sistema Vetiver é eficaz para escorregamentos rasos (planares), mas não para os rotacionais profundos.
Fator de Segurança (FS) Razão entre a resistência (tensão cisalhante máxima disponível) e a resistência mobilizada (tensão atuante na superfície de ruptura): FS = \frac{\tau_{resistente}}{\tau_{solicitante}}. Utilizado para quantificar o aumento da estabilidade de um talude após o plantio do vetiver. A gestão deve garantir que encostas tenham FS mínimo (conforme NBR 11682) enquanto a vegetação se desenvolve.
Medidas Estruturais Obras de engenharia (com ou sem estruturas de contenção) para conter movimentos de massa. Incluem muros de arrimo, sistemas de drenagem, retaludamento e soluções de bioengenharia. Ações físicas diretas no terreno para estabilização, frequentemente onerosas para a administração pública.
Medidas Não Estruturais Ações que englobam políticas públicas, planejamento urbano, educação ambiental e planos de contingência. Políticas habitacionais, mapeamento de risco e elaboração de planos diretores. Essenciais para evitar a ocupação de áreas de risco e preparar a população para emergências.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O crescimento urbano desordenado em áreas suscetíveis a acidentes geológicos, como deslizamentos, tem se tornado uma preocupação crescente nas últimas décadas. Este fenômeno, associado à falta de planejamento e à ocupação inadequada do solo, resulta em riscos significativos para a segurança das populações. Neste contexto, o trabalho de conclusão de curso de Breno Alcântara Silva, orientado pela Dra. Tatiana Tavares Rodriguez, apresenta uma investigação sobre o uso do Capim Vetiver como uma alternativa viável para a estabilização de taludes, contribuindo para a mitigação desses riscos.

O problema central abordado na pesquisa é a disseminação de acidentes relacionados a movimentos de massa, decorrente da ocupação urbana em áreas desfavoráveis. O objetivo geral do estudo é realizar uma pesquisa bibliográfica sobre a utilização do Capim Vetiver na estabilização de encostas, além de elaborar um roteiro que auxilie profissionais da área na aplicação dessa espécie em projetos de engenharia e gestão pública.

A metodologia adotada consiste em uma pesquisa bibliográfica documental, que explora a aplicação do Capim Vetiver na estabilização de taludes. Através da revisão de literatura, o autor analisa as características da planta, suas propriedades e os resultados de estudos anteriores, buscando fundamentar a proposta de utilização dessa espécie como uma técnica de bioengenharia.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a evidência de que o Capim Vetiver possui raízes que podem alcançar profundidades de até 4 metros, o que aumenta a resistência ao cisalhamento do solo. Além disso, a planta é estéril, cresce sob plena exposição solar e se adapta a condições adversas, apresentando um desenvolvimento significativo a partir do terceiro ano de plantio. Essas características tornam o Capim Vetiver uma opção promissora para a estabilização de encostas, especialmente em áreas urbanas vulneráveis.

A aplicabilidade prática deste estudo é direcionada a profissionais da área de engenharia e gestão pública em proteção e defesa civil. O trabalho oferece subsídios para a adoção de técnicas de estabilização de taludes utilizando o Capim Vetiver, contribuindo para a prevenção de deslizamentos e, consequentemente, para a segurança das comunidades.

Por fim, para complementar a compreensão sobre o tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que abordam de forma acessível os principais pontos do trabalho e suas implicações práticas. Esses recursos visam ampliar o alcance da pesquisa e facilitar a disseminação do conhecimento sobre o uso do Capim Vetiver na proteção e defesa civil.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)