Fechar menu lateral

Técnicas de Geoprocessamento para Estimativa e Definição de Área de Inundação no Município de Ubá (mg)

Autoria: Lucas Valente Pires
Orientação: Celso Bandeira de Melo Ribeiro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Inundação Ribeirinha Processo natural onde as cheias fazem com que o rio ocupe não apenas seu leito menor, mas também as planícies adjacentes. Citado na revisão bibliográfica para distinguir inundações de ciclos naturais das inundações agravadas pela urbanização. Auxilia na diferenciação entre fenômenos naturais inevitáveis e riscos induzidos pela ocupação humana para orientar o planejamento urbano.
SIG (Sistema de Informações Geográficas) Sistemas que compilam e integram informações geográficas de diversos meios em uma base unificada, baseando-se em localização e atributos alfanuméricos. Utilizado para integrar dados da prefeitura, mapeamento cadastral e resultados das simulações hidráulicas. Permite o cruzamento de mapas temáticos para estimar riscos potenciais e gerenciar eventos de alagamento de forma eficiente.
Tempo de Retorno (TR) Estimativa estatística do intervalo de tempo médio em que um evento extremo (como uma vazão máxima) pode ser igualado ou superado. O estudo utiliza TR de 10, 20, 50, 100 e 500 anos para calcular vazões máximas e delimitar manchas de inundação em Ubá. Base para construção de planos de emergência e definição de diretrizes para futuras expansões urbanas e obras de controle.
Geoprocessamento Conjunto de técnicas computacionais que operam sobre bases de dados georreferenciadas para gerar novas informações. Técnica central utilizada para estimativa e definição da área de inundação no município de Ubá. Ferramenta eficaz para identificação de áreas de risco e auxílio na tomada de decisões pelo poder público.
Modelagem Hidráulica Uso de softwares para simular o comportamento do fluxo de água em canais de drenagem e sua interação com o terreno. Realizada através do software HEC-RAS para delimitar a extensão e profundidade das manchas de inundação no Ribeirão Ubá. Permite prever cenários críticos e quantificar imóveis atingidos antes da ocorrência do desastre real.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, desenvolvido por Lucas Valente Pires sob a orientação do Prof. Dr. Celso Bandeira de Melo Ribeiro, insere-se no contexto da Especialização em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora. O tema abordado é de grande relevância para a cidade de Ubá (MG), que enfrenta desafios significativos relacionados a inundações, especialmente durante períodos de intensa precipitação. A ocupação desordenada de áreas de risco e o uso inadequado do solo agravam essa situação, tornando urgente a necessidade de estratégias eficazes para a gestão de drenagem urbana.

O problema central deste estudo é a identificação e delimitação das áreas de inundação na cidade, com o objetivo de desenvolver simulações hidrológicas que possam auxiliar na formulação de políticas públicas voltadas para a gestão de recursos hídricos e planejamento urbano. O trabalho visa, portanto, contribuir para a mitigação dos impactos das inundações, proporcionando informações valiosas para gestores públicos e profissionais da área de proteção e defesa civil.

Para alcançar os objetivos propostos, foi utilizada uma metodologia que combina a aplicação do software HEC-RAS para simulação da mancha de inundação e do QuantumGis para a identificação das áreas de risco. Os dados geoespaciais foram fornecidos pela Prefeitura de Ubá, permitindo uma análise precisa e fundamentada das condições locais. A metodologia adotada possibilitou a realização de simulações hidrológicas com diferentes vazões máximas, considerando tempos de retorno de 10, 20, 50, 100 e 500 anos.

As principais contribuições deste trabalho incluem a geração de mapas de risco de inundação da área urbana central de Ubá e a realização de simulações que resultaram no cálculo de cinco vazões máximas para os diferentes tempos de retorno. Além disso, foram elaborados mapas que ilustram as manchas de inundação para os cenários simulados, permitindo a identificação do número de imóveis que podem ser afetados em cada situação. Esses resultados demonstram o grande potencial da integração de técnicas de simulação hidráulico-hidrológica e de geoprocessamento, destacando a importância do mapeamento das áreas de risco como uma ferramenta essencial para a tomada de decisões.

A aplicabilidade prática dos mapas e simulações gerados é significativa, pois pode embasar políticas de planejamento urbano e gerenciamento de recursos hídricos, contribuindo para a segurança e bem-estar da população. A calibração do modelo, embora tenha apresentado resultados relevantes, pode ser aprimorada com dados mais precisos sobre o coeficiente de rugosidade de Manning e vazões específicas para a bacia de estudo, o que abre espaço para futuras pesquisas e melhorias.

Para aqueles que desejam aprofundar-se nos detalhes deste trabalho, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais abrangente sobre as metodologias utilizadas e os resultados obtidos.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)