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S.o.s Animal: Uma Proposta de Aplicação para Apoiar o Socorro de Animais em Desastres

Autoria: Stefanne Aparecida Gonçalves
Orientação: Marcelo Caniato Renhe
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Gestão de Risco de Desastres (GRD) Processo social cujo objetivo final é a prevenção, redução e o controle permanente dos fatores de risco de desastres. Modelo de gestão integral que orienta as ações de proteção e defesa civil de forma contínua. Intervenções locais e globais para reduzir a probabilidade de novos desastres e aumentar a resiliência.
Desastre Ocorrência de danos e prejuízos consideráveis, associada à ameaça, vulnerabilidade e risco, resultando em sofrimento humano e perdas materiais/ambientais. Definido tanto na introdução quanto na revisão de literatura como o evento central de estudo. Classificação em intensidades (I, II ou III) para declaração de situação de emergência ou estado de calamidade pública.
Risco Potencial de ocorrência de um evento adverso em um dado contexto vulnerável. Elemento que, junto com a ameaça e a vulnerabilidade, concorre para a caracterização do desastre. Base para a tomada de decisão na gestão de desastres, que não deve ser paralisada pela incerteza.
Vulnerabilidade Grau de exposição socioeconômica ou ambiental em um cenário sujeito à ameaça do impacto de um sinistro. Contextualiza por que certas populações (e animais) sofrem danos mais severos que outras. Identificação de áreas e grupos de maior risco para priorização de investimentos e planos de evacuação.
Defesa Civil Conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e recuperativas destinadas a evitar desastres, minimizar seus impactos para a população e restabelecer a normalidade social. Definição fundamental para situar o papel do órgão e da política pública frente aos eventos adversos. Norteia a execução de ações coordenadas para proteção da vida humana e animal e recuperação de cenários calamitosos.
Prevenção Identificação, mapeamento e monitoramento do risco frente à ameaça de ocorrência de um evento adverso, englobando medidas estruturais e não estruturais. Citada como o primeiro pilar da PNPDEC, essencial para evitar a eclosão do desastre. Implementação de obras de engenharia (estruturais) e políticas públicas ou processos educativos (não estruturais).
Preparação Fase que visa aumentar a resiliência das comunidades vulneráveis, oferecendo condições para suportar as consequências de desastres. Segunda etapa da PNPDEC, focada na capacidade de resposta e suporte individual e governamental. Capacitação de agentes e comunidades para atuação eficiente durante a crise.
Resposta Socorro imediato às vítimas e reabilitação do cenário, incluindo avaliação de danos, vistorias e restabelecimento de serviços essenciais. Estágio marcado pela ação direta após o sinistro, onde se insere a proposta do aplicativo S.O.S Animal. Ações de busca, salvamento e assistência humanitária e veterinária emergencial.
Reconstrução Objetiva restabelecer integralmente a normalidade dos serviços públicos, bem-estar e rotinas econômicas e sociais da comunidade. Etapa final do ciclo de gestão, focada no pós-desastre e retorno aos patamares anteriores ao evento. Recuperação de infraestrutura e reparação de danos socioambientais e econômicos.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "S.O.S Animal", desenvolvido por Stefanne Aparecida Gonçalves sob a orientação de Marcelo Caniato Renhe, apresenta uma proposta inovadora no campo da gestão pública em proteção e defesa civil, com foco na assistência a animais em situações de emergência. O tema é especialmente relevante, considerando a crescente preocupação com o bem-estar animal e a necessidade de integrar soluções tecnológicas no processo de resgate e recuperação de animais afetados por eventos adversos.

A pesquisa parte de um problema central: a escassez de artefatos tecnológicos voltados especificamente para a localização e resgate de animais em situações de emergência. Diante desse cenário, o objetivo geral do trabalho é propor uma aplicação móvel que conecte animais perdidos ou encontrados a seus respectivos tutores, facilitando o processo de resgate e promovendo a segurança e o bem-estar dos animais.

Para alcançar esse objetivo, a metodologia adotada incluiu uma revisão bibliográfica abrangente, que permitiu identificar produções científicas relevantes e discutir a adequação de soluções existentes ao contexto de resgate animal. Além disso, foram identificados os requisitos necessários para o desenvolvimento de um produto mínimo viável, garantindo que a aplicação atenda às necessidades dos usuários e das forças de salvamento.

As principais contribuições do trabalho incluem a criação de um modelo de aplicação que pode ser amplamente utilizado durante as fases de resposta e recuperação de desastres. Essa ferramenta não apenas facilita a comunicação entre tutores e equipes de resgate, mas também promove uma maior conscientização sobre a importância do cuidado com os animais em situações de emergência. O público-alvo abrange não apenas os atingidos por desastres, mas também as forças de salvamento humano e animal, além de demais interessados na proteção e bem-estar dos animais.

A aplicabilidade prática da proposta é significativa, pois a aplicação pode ser utilizada em diversas situações de emergência, contribuindo para a eficiência das operações de resgate e para a minimização do sofrimento animal. A integração de tecnologias da informação nesse contexto representa um avanço importante na gestão de risco de desastres, alinhando-se às melhores práticas de proteção civil.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre a proposta e suas implicações. A iniciativa "S.O.S Animal" não apenas reflete o compromisso da Universidade Federal de Juiz de Fora com a formação de profissionais capacitados, mas também destaca a importância da inovação no enfrentamento de desafios contemporâneos na proteção e defesa civil.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)