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A Estruturação do Sistema de Comando em Operações em Resposta Ao Desastre em Brumadinho / Mg

Autoria: Rafaella Santos Pereira
Orientação: Rafael Neves Cosendey
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Sistema de Comando em Operações (SCO) Ferramenta gerencial padronizada para organização e gerenciamento de desastres, integrando estruturas, pessoal e comunicações. Utilizado como ferramenta central para a coordenação e controle dos recursos na operação de resposta ao desastre em Brumadinho/MG. Permite que diferentes organizações trabalhem integradas sob um objetivo comum, otimizando o uso de recursos e aumentando a segurança das equipes.
Competências do CBMMG Coordenação e execução de ações de defesa civil, prevenção e combate a incêndio, busca e salvamento e socorrimento público. O CBMMG atuou como o órgão coordenador da maior operação de busca da história do país após o rompimento da barragem. Garante a excelência na prestação de serviços de emergência e a preservação de vidas através de treinamento técnico e especialização (como o BEMAD e BOA).
Gestão do Risco de Desastres (GRD) Ações de prevenção, mitigação e preparação para tornar comunidades mais resilientes. Citado como uma das divisões de atuação do CBMMG para evitar ou reduzir os impactos de eventos adversos antes que ocorram. Fomenta o mapeamento de riscos, planos de contingência e simulados para diminuir a vulnerabilidade social.
Gestão do Desastre (GD) Fase que compreende o planejamento, coordenação e execução de atividades de resposta e recuperação. Contextualiza a dinâmica de resposta imediata e assistência às vítimas em Brumadinho para restaurar a normalidade. Mobilização ágil de recursos e pessoal para socorro imediato e reestruturação de serviços essenciais após o evento.
Comando Unificado Abordagem cooperativa onde representantes de várias organizações atuam juntos com objetivos e prioridades comuns. Aplicado na integração entre CBMMG, Defesa Civil, Polícias, FAB e outros órgãos federais e estaduais em Brumadinho. Elimina a duplicidade de esforços e conflitos de jurisdição em desastres de grandes proporções.
Estratégias de Busca (Fases) Evolução do planejamento operacional desde a fase reativa até o uso de tecnologia de segregação de rejeitos. O trabalho detalha 8 estratégias, indo do salvamento de vivos (E1) até a implementação das Estações de Busca (E8). Otimização do tempo de operação e aumento da probabilidade de localização de vítimas através de inteligência operacional e tecnologia.
Organização Modular e Flexível Característica do SCO onde apenas as funções necessárias são ativadas, permitindo expansão ou contração conforme a situação. Demonstrado na reestruturação do organograma durante a pandemia de COVID-19, reduzindo o efetivo sem perder a coordenação. Evita o desperdício de recursos e a sobrecarga de funções, adaptando a gestão à complexidade real do evento.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "A Estruturação do Sistema de Comando em Operações em Resposta ao Desastre em Brumadinho / MG", desenvolvido por Rafaella Santos Pereira sob a orientação do Prof. Major BM Rafael Neves Cosendey, apresenta uma análise detalhada da implementação do Sistema de Comando em Operações (SCO) durante a resposta ao incidente em Brumadinho. Este estudo é particularmente relevante no contexto da Especialização em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora, uma vez que aborda a importância da coordenação e controle de recursos em situações de emergência.

O problema central da pesquisa gira em torno da questão: como a estruturação do Sistema de Comando em Operações foi implementada para a coordenação e controle dos recursos disponíveis em resposta ao desastre em Brumadinho/MG? O objetivo geral do trabalho é detalhar essa estruturação e as estratégias operacionais utilizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais ao longo da operação, buscando compreender a efetividade das ações realizadas.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada foi uma pesquisa exploratória e descritiva, com análise documental e bibliográfica. A pesquisa teve uma natureza qualitativa, utilizando a observação participante como ferramenta para coletar dados e informações relevantes sobre a atuação do Corpo de Bombeiros durante a operação. Essa abordagem permitiu uma compreensão mais profunda das dinâmicas envolvidas na resposta ao desastre e na gestão de recursos.

Os principais resultados obtidos indicam que o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais alcançou uma efetividade de 97,8% nas ações desenvolvidas sob a doutrina do Sistema de Comando em Operações. Essa alta taxa de efetividade demonstra a importância da adoção de ferramentas gerenciais que possibilitam a integração de diferentes organizações em prol de um objetivo comum. O estudo ressalta que o Sistema de Comando em Operações é uma ferramenta gerencial de concepção sistêmica e contingencial, essencial para a gestão de desastres e resposta a emergências.

A aplicabilidade prática deste estudo é significativa, pois pode servir como referência para a implementação do Sistema de Comando em Operações em outras situações de emergência. Profissionais e acadêmicos da área de gestão pública, proteção e defesa civil poderão utilizar as informações e análises apresentadas para aprimorar suas práticas e estratégias em situações similares.

Por fim, convidamos todos a conhecerem mais sobre este trabalho por meio de um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais abrangente sobre a pesquisa e suas contribuições para a área de gestão pública e defesa civil.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)