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Balizamento Legal de Proteção e Defesa Civil, Desastres e Cidades Resilientes: Estudo de Casos Mariana (2015) e Brumadinho (2019)

Autoria: Hailton Antônio Nunes
Orientação: Karol Araújo Durço
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Gestão de Risco de Desastre (GRD) Estudo e aplicação de medidas coordenadas de prevenção, mitigação e preparação para gerir eventuais eventos adversos com menor perda de vidas e recursos. Apresentado como o novo paradigma da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, substituindo o foco exclusivo na resposta e recuperação. Redução da magnitude dos desastres através de ações coordenadas no período de normalidade, otimizando o esforço das instituições e a proteção da sociedade.
Resiliência Capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a perigos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de maneira tempestiva e eficiente. Citado tanto no contexto pessoal do autor quanto na estratégia de construção de 'Cidades Resilientes' para enfrentar desastres como os de Mariana e Brumadinho. Desenvolvimento de competências para rápida recuperação e mitigação de efeitos danosos sobre a comunidade, integrando poder público, iniciativa privada e sociedade.
Método de Alteamento a Montante Metodologia construtiva em que os diques de contenção sucessivos se apoiam sobre o próprio rejeito ou sedimento previamente depositado. Utilizado nas barragens que romperam em Mariana e Brumadinho por ser mais econômico e rápido, apesar de representar riscos maiores. Proibido no Brasil pela Lei nº 14.066/2020 e Resoluções da ANA devido à alta instabilidade; exige planos de descaracterização pelas empresas.
Liquefação Processo em que um material rígido (como o rejeito) passa a se comportar como fluido quando o fluxo de água anula o peso e a aderência de suas partículas. Identificado como o fenômeno físico causador do rompimento das barragens de Fundão (Mariana) e da Mina do Córrego do Feijão (Brumadinho). Exige monitoramento constante da linha freática e do sistema de drenagem para evitar que a massa de rejeitos exerça pressão crítica sobre os diques.
Compliance Dever de cumprir e fazer cumprir regulamentos internos e externos impostos às atividades da empresa, buscando mitigar riscos reputacionais e legais. Mencionado como parte da estrutura de governança da Fundação Renova e como ferramenta preventiva para evitar negligência em segurança. Garante que a atividade empresarial esteja em conformidade com normas de segurança e proteção e defesa civil, evitando licenciamentos ilícitos e negligência técnica.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Balizamento Legal de Proteção e Defesa Civil, Desastres e Cidades Resilientes: estudo de casos Mariana (2015) e Brumadinho (2019)", elaborado por Hailton Antônio Nunes sob a orientação do Prof. Dr. Karol Araújo Durço, é uma contribuição significativa para a área de Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil. O estudo se insere em um contexto onde a ocupação desordenada e a falta de planejamento eficaz em áreas de risco têm elevado a vulnerabilidade das comunidades urbanas, um desafio que demanda atenção e soluções adequadas.

O problema central abordado na pesquisa é a vulnerabilidade das comunidades urbanas, exacerbada pela ausência de um planejamento eficiente e pela ocupação desordenada em áreas de risco. O objetivo geral do trabalho é realizar uma análise da legislação de Defesa Civil e seu papel na prevenção de desastres, buscando entender como as normas vigentes podem contribuir para a mitigação de riscos e a construção de cidades mais resilientes.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada foi uma pesquisa exploratória-descritiva, fundamentada em uma revisão bibliográfica das principais normas federais relacionadas à proteção e defesa civil. Essa abordagem permitiu uma análise teórica aprofundada dos desastres e das características das cidades resilientes, além de um estudo de caso das tragédias ocorridas em Mariana e Brumadinho, que serviram como exemplos concretos das falhas no sistema de gestão de riscos.

As principais contribuições do trabalho incluem a análise teórica dos desastres e das cidades resilientes, bem como a identificação dos fatores de risco associados à construção de barragens de rejeitos, especialmente aquelas construídas pelo método de alteamento a montante. O estudo destaca que a negligência com a segurança por parte dos empreendimentos e a omissão do Poder Público são fatores críticos que aumentam a probabilidade de acidentes. Além disso, a pesquisa enfatiza que a construção de cidades resilientes é fundamental para garantir a segurança das comunidades em relação à proteção e defesa civil.

A aplicabilidade prática das conclusões do trabalho é evidente, pois as reflexões e análises apresentadas podem contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficazes e para a adoção de práticas de gestão de riscos em proteção e defesa civil. Profissionais e estudantes da área poderão se beneficiar das diretrizes e recomendações propostas, promovendo um ambiente mais seguro e preparado para enfrentar os desafios relacionados a desastres.

Para aqueles que desejam aprofundar-se ainda mais no tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais dinâmica e acessível sobre os principais pontos abordados na pesquisa. A divulgação desses materiais complementares visa ampliar o alcance das informações e fomentar discussões relevantes sobre a proteção e defesa civil em nosso país.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)