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Atuação do Corpo de Bombeiros Militar em Pouso Alegre no Ciclo de Proteção e Defesa Civil: Diagnóstico e Análise

Autoria: Eduardo Rodrigo Simões
Orientação: Ivan Santos Pereira Neto
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Defesa Civil Conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas destinadas a evitar ou minimizar os desastres, preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social. Definido como um sistema composto por órgãos, instituições públicas, privadas e a própria sociedade, com o objetivo geral de redução de desastres. Planejamento e fornecimento de assistência à população e implementação de medidas preventivas para evitar a concretização de eventos adversos.
Proteção Conjunto de leis que protege algo e os meios usados para colocar essas leis em prática, incluindo ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. Conceito jurídico e normativo associado ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (Decreto nº 10.593/2020). Base legal para fundamentar ações destinadas a minimizar efeitos de desastres e tornar a sociedade resiliente.
Desastre Resultado de eventos adversos sobre um cenário vulnerável exposto a ameaça, causando danos humanos, materiais ou ambientais e prejuízos econômicos. Resultado da combinação entre ameaça, vulnerabilidade, exposição e insuficiente capacidade de resposta. Evento que exige intervenção externa por superar a capacidade da população afetada em lidar com o ocorrido com recursos próprios.
Risco Medida do dano potencial expressa pela probabilidade estatística de ocorrência e intensidade. Potencial de consequências adversas para sistemas humanos ou ecológicos. Base para priorização de propostas e ações de prevenção para redução de mortes e danos patrimoniais.
Ameaça Evento em potencial, natural ou antrópico, com possibilidade de causar danos e perdas socioeconômicas. Classificada como fenômeno físico potencialmente prejudicial que possibilita a ocorrência de eventos adversos. Fator externo que deve ser monitorado para evitar que se transforme em desastre real.
Perigo Ocorrência potencial de um evento físico natural ou induzido pelo homem que pode causar perda de vida ou outros impactos. Situação com potencial para causar consequências indesejáveis, incorporando probabilidade quantitativa ou qualitativa. Identificação de ameaças específicas para subsidiar o planejamento de contingência.
Vulnerabilidade Características de pessoas ou grupos que limitam sua habilidade de antecipar, lidar e se recuperar de um impacto. Dividida em natural (intrínseca ao ambiente) e social (formada pela ação humana, como ocupações irregulares). Único componente do desastre sob controle humano, exigindo gestão sobre o sistema receptor das ocorrências.
Exposição Indicação de quanto uma comunidade localizada em área suscetível a perigo está sujeita a sofrer com um evento adverso. Componente que, junto com a ameaça, determina o potencial de transformação de um risco em desastre. Necessidade de mapeamento de áreas suscetíveis para reduzir a presença de população e recursos em locais de perigo.
Resiliência Capacidade de um sistema de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se de uma ameaça. Associada ao conceito de "build back better" (reconstruir melhor) após uma falha na prevenção. Fortalecimento das capacidades locais para que futuros desastres tenham impactos menores.
Prevenção Medidas prioritárias destinadas a evitar a conversão de risco em desastre ou a instalação de vulnerabilidades. Primeira fase da Gestão de Risco; engloba vistorias operacionais e prevenção contra incêndios e acidentes. Fase privilegiada pela Política Nacional (PNPDEC) para evitar prejuízos socioeconômicos antes do evento.
Mitigação Medidas adotadas para reduzir ou atenuar as consequências do risco de desastre. Ação de enfraquecer os efeitos nocivos, como a elaboração de planos de contingência. Redução da gravidade dos danos humanos e materiais quando não é possível evitar o impacto.
Preparação Ações para assegurar uma resposta eficaz, incluindo treinamentos, simulações e sistemas de alerta. Objetiva qualificar o pronto-atendimento e garantir assistência rápida às vítimas. Melhoria da infraestrutura e formação de equipes para minimizar efeitos quando o desastre ocorre.
Resposta Medidas emergenciais realizadas durante ou após o desastre para socorro e assistência à população. Subdividida em socorro, assistência às vítimas e restabelecimento de serviços essenciais. Demanda alto investimento estatal em equipamentos e pessoal treinado (Corpo de Bombeiros e Saúde).
Recuperação / Reconstrução Medidas realizadas após o desastre para retornar a localidade à situação de normalidade. Não foram identificados registros de atuação da Unidade BM de Pouso Alegre nesta fase no período estudado. Oportunidade de reconstruir com maior segurança, reduzindo exposição e vulnerabilidade futura.
Danos Resultado das perdas humanas, materiais ou ambientais infligidas às pessoas e sistemas como consequência de um desastre. Medida que define a gravidade de um evento, classificada em danos humanos, materiais e ambientais. Quantificação do impacto direto do desastre para balizar as ações de socorro.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Eduardo Rodrigo Simões, orientado pelo Major BM Ivan Santos Pereira Neto, apresenta uma análise detalhada da atuação do Corpo de Bombeiros Militar em Pouso Alegre no contexto do ciclo de proteção e defesa civil. Este tema é de extrema relevância, considerando a importância das instituições de segurança pública na promoção da segurança e bem-estar da população, especialmente em situações que demandam uma resposta rápida e eficaz.

O problema central abordado na pesquisa é a eficácia da atuação do Corpo de Bombeiros Militar nas diversas fases do ciclo de proteção e defesa civil, que incluem prevenção, mitigação, preparação, resposta e reconstrução. O objetivo geral do trabalho é levantar e analisar as ocorrências relacionadas a essas fases, registradas pelo Corpo de Bombeiros em Pouso Alegre entre 2014 e 2021. Essa análise é fundamental para compreender como a instituição tem se preparado e respondido a situações de risco, além de identificar áreas que necessitam de melhorias.

A metodologia utilizada no estudo foi de natureza exploratória e descritiva, com enfoque aplicado. O autor realizou um levantamento de dados por meio de documentações indiretas, pesquisa documental e bibliográfica, além de aplicar métodos estatísticos para a quantificação e análise dos dados coletados. Essa abordagem permitiu uma compreensão abrangente das ocorrências e das práticas adotadas pela unidade de bombeiros.

Os principais resultados da pesquisa revelaram que a Unidade de Bombeiros de Pouso Alegre não atuou de forma completa no ciclo de proteção e defesa civil durante o período analisado, destacando a ausência de ações na fase de reconstrução. Observou-se que, entre 2014 e 2019, a fase de prevenção foi a mais atendida, mas, em 2020 e 2021, as fases de resposta e preparação superaram a prevenção. Além disso, 85,34% das ocorrências atendidas estavam relacionadas ao gerenciamento do risco de desastres, evidenciando a necessidade de um enfoque mais robusto nas fases de mitigação e reconstrução.

A aplicabilidade prática dos resultados obtidos é significativa, pois pode contribuir para o aprimoramento das políticas e práticas de atuação do Corpo de Bombeiros Militar em Pouso Alegre. A pesquisa sugere que, ao identificar as lacunas nas fases de atuação, a instituição pode desenvolver estratégias mais eficazes para a proteção e defesa civil, beneficiando diretamente a comunidade local.

Para aqueles que desejam aprofundar-se ainda mais no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os achados e as implicações do estudo. Essa iniciativa visa fomentar o diálogo e a reflexão sobre a importância da atuação do Corpo de Bombeiros no contexto da proteção e defesa civil, promovendo um espaço de aprendizado e troca de experiências entre profissionais e acadêmicos da área.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)