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Arquiteto da PROINFRA estuda intervenções arquitetônicas em Igrejas de Juiz de Fora – Pablo Costa

por Eduardo Neto

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Pablo Pinheiro da Costa, arquiteto e urbanista da PROINFRA. Foto: Eduardo Neto

Pablo Pinheiro da Costa, arquiteto e urbanista da Proinfra, defendeu sua dissertação intitulada “O Patrimônio Católico entre o Movimento Litúrgico e o Novus Ordo Missæ: estudo de casos em Juiz de Fora”,em 2016. Estudou o que considera um dos principais desafios na preservação de edifícios históricos: sua adaptação as novas necessidades e formas de ocupação.

A reforma litúrgica de 1969, promulgada pelo Papa Paulo VI, previu a substituição do latim pelas línguas vernáculas, buscando uma maior participação dos leigos, mas alterando também a organização simbólica e espacial da liturgia romana anterior, como a diminuição da hierarquia espacial, por exemplo, herdeira do Concílio de Trento. Nesse contexto de Novus Ordo Missae (Novo Rito da Missa, em uma tradução direta), o arquiteto aponta um conjunto de abusos litúrgicos, uma falta de respeito com o existente, com a tradição antiga, além do descontentamento dos fiéis mais ligados ao rito anterior.

Igreja de Maria Geburt, em Aschaffenburg, Alemanha, em fotografias de 1900 e após a reforma de 1999.

Igreja de Maria Geburt, em Aschaffenburg, Alemanha, em fotografias de 1900 e após a reforma de 1999.

“Num primeiro momento você tem uma quantidade muito grande de intervenções deletérias, muitas perdas para o patrimônio. Hoje, em um segundo momento, não são reformas feitas para celebrar o rito antigo, são reformas feitas já pensando numa restauração, pensando na questão do patrimônio”, explica.

Trabalhando na Proinfra desde 2008, quando se formou, o arquiteto conta que se converteu ao catolicismo em 2010, mas só tornou-se assíduo na Missa Tridentina – herdeira do Concílio de Trento, celebrada em latim; dois anos depois, participando inclusive do canto gregoriano. A “peleja” para realizar a celebração em uma capela nova, a propensão para o estudo do patrimônio arquitetônico e os dilemas éticos das intervenções necessárias foram fatores de incentivo para a escolha do tema da dissertação.

Em 2007, o Papa Bento XVI publica o Motu Proprio Summorum Pontificum, documento papal de aplicação imediata, autorizando a volta da celebração da Missa Tridentina. Em Juiz de Fora, porém, a celebração só volta em 2010, três anos após a publicação.

O arquiteto sugere uma visita à Catedral de Juiz de Fora, local em que é possível perceber questões patrimoniais aparecendo ao lado de uma preocupação com à espacialidade do rito romano reformado.

Para acessar a dissertação completa, clique aqui.