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Assistente em administração da PROINFRA estuda a evasão de alunos no Ensino a Distância

A assistente em administração da PROINFRA, Emília Paro, defendeu sua dissertação de mestrado em 2011, pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Com o título “Evasão de alunos na educação superior a distância: uma proposta de enfrentamento”, a servidora discute e aponta soluções para o problema, que é cada vez mais frequente no país. A dissertação engloba os motivos que levam os alunos a abandonarem seus cursos, as estratégias adotadas pelas instituições de ensino, suas implicações, vantagens, dificuldades e resultados apontados.

Emília Paro, assistente em administração da PROINFRA / FOTO: Adriely Furtado

Emília Paro, assistente em administração da PROINFRA / FOTO: Adriely Furtado

Além do cargo exercido na PROINFRA, Emília é tutora de educação a distância do Instituto Federal de Educação Tecnológica – Sudeste de Minas Gerais (IFSudeste MG), no campus Juiz de Fora, um dos motivos por ter optado cursar o mestrado em uma área tão diferente da sua. “Estudar as causas da evasão dos alunos nesta modalidade de ensino muito ajudou no exercício da minha atividade. Você consegue um olhar diferenciado das dificuldades que atingem estes alunos”, afirma a servidora.

O ingresso na pós graduação se deu através do MINTER (Mestrado Interinstitucional oferecido pelo MEC), que foi ofertado inicialmente aos professores do IFSudeste MG e, posteriormente, estendido aos técnicos administrativos da instituição. Por sua atuação no local, Emília enxergou uma possibilidade de ampliar seus horizontes e alavancar sua carreira: “Eu já atuava como tutora a distância, era uma possibilidade de aprimorar meus conhecimentos em educação e melhorar meu salário. Arrisquei a fazer a prova – o não eu já tinha, agora era correr atrás do sim. Se minha memória não falha, éramos 25 servidores concorrendo a 20 vagas. Quando saiu o resultado da prova e vi meu nome entre os 17 aprovados, chorei de emoção. Foi uma grande vitória.”. No entanto, as dificuldades foram muitas: “Pesquisar na área da Educação foi um desafio muito grande. Novos autores, novas teorias, novas abordagens, muito estudo para descortinar o mundo novo que se apresentava, mas valeu a pena.”, afirma Paro.

Na pesquisa, a servidora descreve os motivos que levam aos números alarmantes registrados em relação a evasão dos estudantes nesse tipo de ensino e as estratégias adotadas pelos cursos de licenciatura vinculados à Universidade Aberta do Brasil (UAB) para lidar com a situação. O estudo foi realizado tendo como cenário o Curso de Licenciatura à distância em Ciência da Computação da UFJF, e seu foco foi o Módulo de Acolhimento, uma atividade que tem por objetivo potencializar a participação dos alunos da modalidade nas atividades desenvolvidas pelo curso. A metodologia utilizada envolveu a análise documental, o estudo online das atividades realizadas pelos alunos, aplicação de questionário aos tutores e entrevistas com os coordenadores: “Os resultados obtidos junto a cada grupo de participantes – alunos, tutores e coordenador do Centro de Educação a Distância (CEAD) – foram triangulados e analisados à luz de uma abordagem teórica integrada pelos seguintes eixos temáticos: motivos da evasão; estratégias de enfrentamento da evasão e autonomia na aprendizagem.”, explica.

Em relação aos resultados obtidos, Emília afirma que o Módulo revelou-se uma estratégia relevante para a participação dos alunos: “Todos os três segmentos – alunos, tutores e coordenadores – apresentaram uma visão positiva do Módulo evidenciada nas ações concretizadas na plataforma virtual e nas entrevistas. O Módulo pode ser aprimorado e estendido a todos os cursos a distância da UFJF.”, conclui.

Para conferir a dissertação de Emília na íntegra, clique aqui.