“Ciência aberta” é um princípio em ascensão no meio científico, veiculado a partir de ideais como transparência, colaboração, afirmação do sentido público das ciências e ética. Atualmente, a presença de princípios e práticas da ciência aberta nos estudos históricos ainda é tímida, por motivos como a especificidade epistêmica da disciplina e culturas de trabalho nas quais ideias como colaboração e compartilhamento de fontes ainda não são plenamente aceitas. No entanto, considerando transformações tecnológicas recentes, em especial a Inteligência Artificial Generativa e outros mecanismos digitais marcados por algoritmos pertencentes a empresas privadas, o PPGH-UFJF entende que a busca por transparência e pelo registro de processos de pesquisa em história tornam-se especialmente relevantes, dada a tradição disciplinar marcada pelo rigor na crítica das fontes e pela abertura a debates acerca de experiências temporais em constante transformação.
A adoção de práticas de compartilhamento de dados de pesquisa por programas de pós-graduação pode aprimorar processos de pesquisa e de ensino, bem como oferecer a possibilidade de registro de autoria, aumento de colaborações com docentes, discentes e egressos. Nesse sentido, o Programa defende que historiadores possam incorporar princípios da ciência aberta em sua prática, de forma ética e coerente às particularidades da disciplina. Considerando que ainda não há grande consolidação dessa temática no cenário historiográfico brasileiro, o PPGH-UFJF cultiva o desenvolvimento e a implementação de um programa de ciência aberta marcado pela construção dialogada coletiva, consistindo em uma agenda de pesquisa e de construção de parâmetros visando contribuir com uma prática historiográfica ética, transparente, democrática e voltada para o público em todo o país.
Alguns dos objetivos e ações da Comissão de Ciência Aberta do PPGH-UFJF são:
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