Pedro Ivo Dias Tanagino (2018)
Doutor em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Juiz de Fora (2018), com bolsa da CAPES. Sua tese, intitulada A Síntese Integral: a teoria do integralismo na obra de Miguel Reale (1932-1939), foi desenvolvida com estágio de doutoramento no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (Bolsa CAPES/PDSE). A pesquisa, de caráter inovador, analisa a teoria política de Miguel Reale, um dos principais líderes do fascismo brasileiro, e foi indicada pelo PPGH-UFJF como tese de excelência. Foi pesquisador de pós-doutorado no PPGH-UFJF, com o projeto Libertas Quae Sera Tamen: por uma educação pública mineira de formação republicana e democrática, financiado pelo CNPq e FAPEMIG (Bolsa PDJ-CNPq-FAPEMIG/PPGH-UFJF). Seu estudo investiga a qualidade do sistema democrático brasileiro, a educação para a cidadania plena e a formação de uma cultura política democrática no país, considerando os desafios históricos e contemporâneos enfrentados pelas instituições do Estado Democrático de Direito. No pós-doutoramento, atuou como professor convidado, ministrando disciplinas no PPGH e na graduação do curso de História da UFJF. Anteriormente, realizou pós-doutorado no Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com o projeto De António Sardinha a Plínio Salgado: o ideário político iberista na direita radical luso-brasileira do início do século XX (1910-1930), financiado pela CAPES-PNPD (2019-2022). Além disso, atuou como professor substituto no Departamento de História da UFJF (jan-dez 2016) e como professor da Educação Básica na Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG, fev 2019 – jan 2020). Desde 2013, trabalha como consultor na área de Patrimônio Histórico, com ênfase em Patrimônio Imaterial. Suas pesquisas abrangem os campos da História Política e Social e da História Intelectual, investigando temas da História Contemporânea, como Teoria da História e Historiografia, Culturas Políticas, Estado de Exceção, Fascismos e Integralismos. Trata-se de um pesquisador com ampla produção acadêmica e impacto na área, além de participação ativa em grupos e redes de pesquisa. (http://lattes.cnpq.br/3260860883528869)
Cristiane de Paula Ribeiro (2019)
Foi ao longo da pós-graduação que se consolidou como pesquisadora, destacando-se na área. Sua dissertação, A vida caseira é a sepultura dos talentos: Gênero e participação política nos escritos de Anna Rosa Termacsics dos Santos (1850-1886), partiu da análise de um tratado inédito publicado por essa autora, até então desconhecida. O estudo de Ribeiro teve um papel fundamental na valorização e compreensão de figuras esquecidas na cultura histórica. Seu crescimento acadêmico desde então tem sido notável. Cristiane Ribeiro realizou doutorado em História na UNICAMP, sendo orientada por Rodrigo Camargo Godoi a partir de 2019, com bolsa do CNPq. Sua tese, Mulheres de pince-nez: imprensa feminina e o surgimento das jornalistas no Rio de Janeiro, 1852-1892, aprofundou-se na trajetória de mulheres jornalistas do século XIX. Mesmo após concluir o mestrado na UFJF, manteve-se vinculada ao grupo de estudos sobre história das mulheres, associado ao NEHSP, e participou ativamente da organização do I Seminário Nacional Mulheres e a Escrita da História: artes, letras e trabalho em 2019. Em 2020, recebeu o convite para publicar o Tratado sobre a emancipação política da mulher e direito de votar pelas Edições da Câmara dos Deputados, obra que foi lançada em 2022. Após concluir o doutorado em 2024, iniciou pós-doutorado em História na Universidade Estadual Paulista (UNESP-Assis), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), desenvolvendo a pesquisa Mulheres repórteres: uma profissão com novas práticas e posturas em conformação, década de 1910, Rio de Janeiro. Além disso, em 2020, foi aprovada e contratada como professora substituta no CEFET-Belo Horizonte, conciliando a docência com sua trajetória acadêmica. (http://lattes.cnpq.br/3535043065515166)
Yobani Maikel Gonzales Jauregui (2020)
O aluno é egresso do Programa de Pós-Graduação em História da UFJF, no qual ingressou em 2014 por meio do Programa OEA do Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB). Yobani veio ao Brasil e integrou-se ao PPGH da UFJF, trazendo consigo um amplo conhecimento da historiografia hispânica e uma abordagem inovadora no uso de fontes diversificadas, o que enriqueceu tanto a sala de aula quanto o ambiente do Laboratório de História Econômica e Social (LAHES), ao qual esteve vinculado. Seu mestrado, realizado entre 2014 e 2016, resultou na dissertação Los esclavos de Lima y la defensa del matrimonio en el siglo XVII, um trabalho inédito que representou uma contribuição significativa para a historiografia latino-americana. Yobani demonstrou seu compromisso com a valorização da população negra e seus descendentes, destacando a importância de reconhecer suas contribuições ao longo da história, para além da tradicional ênfase nas populações indígenas. Suas pesquisas impulsionaram debates fundamentais sobre a presença africana em territórios hispano-americanos, tradicionalmente estudados sob a perspectiva majoritária da influência indígena. Fez especialização no Afro-Latin American Research Institute da Harvard University (ALARI), um dos principais centros de estudos afrolatino-americanos nos Estados Unidos. Sua dissertação de mestrado foi publicada em duas edições: a primeira pela Editorial Universitaria e a segunda pela prefeitura de Lima, ambas com financiamento público. Seu doutorado com bolsa CAPES, foi no período de 2016 a 2020. Em 2019, realizou um doutorado-sanduíche na Universidade Pablo de Olavide, na Espanha, onde teve a oportunidade de ampliar seu escopo de fontes ao trabalhar no prestigiado Arquivo das Índias. Sua trajetória como docente também é ampla, com experiência como professor universitário tanto no Peru quanto no Brasil, atuando em instituições como: Universidad Nacional Federico Villarreal, Universidad Nacional de Trujillo, Universidad Nacional Mayor de San Marcos, Universidad San Martín de Porres, Universidad Científica del Sur, Universidad Tecnológica del Perú, Universidad Peruana de Las Américas, Universidad San Ignacio de Loyola, além da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Após a conclusão do doutorado, realizou um estágio pós-doutoral na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com bolsa do CNPq. Recentemente, foi aprovado em concurso público para professor efetivo de História da América na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), consolidando sua trajetória acadêmica. (http://lattes.cnpq.br/9328684064615842)
Raphaela Maciel Corrêa (2021)
Raphaela Maciel Corrêa, doutora pelo Programa, com defesa realizada em 2021 sob a orientação do professor Marcos Olender. Durante sua formação, contou com a sólida atuação de docentes como Beatriz Domingues, Cláudia Viscardi, Fernanda Thomaz e Silvana Barbosa, além de integrar o Laboratório de Patrimônios Culturais (LAPA), coordenado por seu orientador e pelo professor Rodrigo Christofoletti. Sua pesquisa de doutorado, intitulada Catracas e Contradições: O Discurso da Gestão Turística do Patrimônio Cultural Mundial no Brasil (2015-2021), abordou, no contexto da história do tempo presente, os impactos negativos da saturação turística em cidades, sítios arqueológicos e centros históricos reconhecidos como patrimônio cultural mundial. Casos como Veneza, Barcelona, Ilhas Baleares, Machu Picchu e o Pelourinho, em Salvador, foram analisados à luz do fenômeno do overtourism. Sua trajetória no PPGH permitiu articular sua graduação em Turismo, o mestrado em Comunicação e Identidades e sua experiência em patrimônio cultural na Ibero-América. Essa experiência foi enriquecida pela cooperação cultural com o governo da Espanha, por meio da bolsa do Programa ENDESA de Formación en Patrimonio Cultural para Iberoamérica, promovido pelo Ministério da Cultura da Espanha. O impacto de sua formação acadêmica também foi determinante para sua trajetória profissional. Raphaela tornou-se professora adjunta do Departamento de Turismo da UFJF, onde leciona disciplinas voltadas à gestão do patrimônio. Sua atuação inclui atividades de ensino, pesquisa e extensão, além de orientações acadêmicas e participação no Núcleo Docente Estruturante (NDE), responsável por reformulações curriculares. Ademais, colabora com o PPG Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da UFMG, tendo publicado um capítulo baseado em sua tese no livro Memória e Patrimônio Cultural: Gestão, Preservação e Interpretação (UFMG, 2022). Também atua como avaliadora de projetos de mestrado e doutorado na Universidade Federal de Ouro Preto e na Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo. (http://lattes.cnpq.br/8650684325118753)
Tyrone dos Santos (2022)
Tyrone dos Santos, indígena do povo Caripuna, localizado no estado do Amapá, é egresso do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), onde iniciou sua trajetória acadêmica na Especialização em História e Cultura no Brasil Contemporâneo, coordenado pelo professor Rodrigo Christofoletti. Sua pesquisa focou a fundação da aldeia Caripuna, investigando os fatores históricos e contextuais que levaram à sua formação. A dissertação, intitulada A aldeia Manga: percepções no tempo presente, entre o passado e o futuro, foi orientada por Rodrigo Christofoletti e ampliou sua análise para compreender os processos históricos que influenciaram a organização e a trajetória da comunidade Caripuna. A dissertação parte objetivamente de questionamentos para compreender percepções do tempo presente e sua profunda ligação com a tradição: Quem são os Karipunas ? Quais são as rupturas e permanências vividas na aldeia Manga?. O trabalho de Tyrone atesta a importância de uma história abrangente e emergencial na historiografia brasileira. Atualmente, Tyrone dos Santos segue contribuindo para a valorização da história indígena, utilizando sua formação para divulgar e sistematizar conhecimentos sobre os povos originários, tanto no meio acadêmico quanto em espaços comunitários, o que reflete a importância de seu trabalho em um espaço social, para além dos muros da universidade. Sua atuação reflete o compromisso com a preservação e o reconhecimento da memória e da identidade de sua comunidade. (http://lattes.cnpq.br/8241583511839501)
Estela Maria Gonçalves de Souza (2024)
Estela Maria Gonçalves de Souza é graduada e mestre em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com uma trajetória acadêmica marcada pelo engajamento em atividades de pesquisa e extensão. Durante a graduação, destacou-se por sua participação ativa nos laboratórios LABHOI/Áfrikas e Laboratório de Audiovisual Áfrikas, onde aprofundou seus estudos sobre relações étnico-raciais. No mestrado, foi orientada pela professora Fernanda Thomaz. Sua dissertação, Masculinidades negras em perspectiva: dialogando com sujeitos negros de Conselheiro Lafaiete (MG), destacou-se pela qualidade e rigor acadêmico. O estudo analisou a construção das masculinidades negras a partir das experiências de oito sujeitos de sua cidade natal, Conselheiro Lafaiete, e foi bem recebido pela comunidade acadêmica, sendo recomendado para publicação em livro. Atualmente, Souza cursa o doutorado em História na Michigan State University, onde aprofunda suas investigações sobre a historicização das masculinidades negras no Brasil oitocentista. Além da pesquisa, atua como docente e integra tanto o Centro de Estudos da América Latina e do Caribe quanto o Centro de Estudos Mexicanos da Michigan State University. Também desenvolve atividades de extensão com escolas de ensino médio nos Estados Unidos, ampliando o impacto de sua produção acadêmica. (http://lattes.cnpq.br/7372379002832029)