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UFJF e Angola celebram na DRI conclusão de Mestrado no Caed e Cooperação Educacional

A Diretoria de Relações Internacionais (DRI) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) sediou, ontem, 29, o encontro para marcar a conclusão do ciclo de mestrado de nove estudantes angolanos, realizado no Caed, e a reafirmação de um convênio educacional entre a universidade e o governo de Angola. A reunião contou com a presença do diretor da DRI, prof. Alexandre Cadilhe, do diretor do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), prof. Wagner Rezende, e dos mestrandos que participaram do convênio.

 

O objetivo da parceria é aprimorar o sistema de avaliação da educação básica no país africano. Pela primeira vez, Angola realiza avaliações nacionais com o suporte técnico e a consultoria de profissionais vinculados à UFJF. Segundo o prof. Rezende, a experiência do Caed em outros países lusófonos, como Moçambique e São Tomé e Príncipe, foi fundamental para o estabelecimento deste acordo. Além da avaliação técnica, o convênio abrange a capacitação em gestão, tratamento de dados e estatística aplicada.

 

Como desdobramento natural dessa cooperação, os angolanos ingressaram no Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública em 2024. O angolano Andrade Sebastião definiu o mestrado como um “presente” apesar dos desafios enfrentados desde o exame de admissão, a adaptação à nova realidade brasileira e a perda de uma colega durante o primeiro ano de curso.

 

O prof. Rezende enfatizou a aplicabilidade prática das pesquisas realizadas. Segundo Wagner, os temas recorrentes nos trabalhos — como fluxo e avaliação educacional — coincidem com o momento político de Angola, que busca criar um índice de desenvolvimento da educação semelhante ao Ideb brasileiro. Ele explicou que, por ser um mestrado profissional, a dissertação já se configura como um plano de intervenção detalhado, pronto para ser implementado nas instâncias governamentais e escolas onde os alunos atuam. Na reunião, Sebastião falou sobre a continuidade da parceria técnica e informou que o contrato atual com o Caed foi estendido por 18 meses, com previsão de novos projetos de avaliação no horizonte.

 

Durante a reunião, discutiu-se a possibilidade de publicar os trabalhos em um dossiê internacional, com convite ao prof. Cadilhe para prefaciar a obra que dará visibilidade ao diálogo Brasil-Angola. Rezende mencionou o interesse do Caed em monitorar a eficácia da aplicação desses planos em território angolano, visando criar um “rol de boas práticas”.

 

Além disso, Cadilhe reafirmou que a UFJF está de “portas abertas” para que os estudantes retornem para um doutorado, e mencionou programas com bolsas para estrangeiros, como o GCUB e o PEC-PG. Antes da partida para Angola, prevista para o domingo, 1 de fevereiro, os estudantes foram convidados a conhecer os tradicionais blocos de carnaval de rua de Juiz de Fora, como o bloco Muvuca, o que reforçou a integração cultural que permeou toda a trajetória acadêmica do grupo.