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Coral da UFJF celebra 60 anos com Festival Raízes no Cine-Theatro Central

Programação reúne três espetáculos nos dias 6, 7 e 8 de novembro, com participação de coros e grupos convidados de Juiz de Fora.

 

Quem está diante de uma grande árvore talvez não imagine todo o seu processo de crescimento: da tenra semente à frondosa copa, repleta de frutos. A incerteza da germinação, os cuidados com o broto, a força necessária para manter o primeiro caule de pé, a resistência diante das ventanias e tempestades, os tempos de seca. Há uma história inteira por trás de cada árvore que permanece.

Festival Raízes – 60 anos do Coral da UFJF

O Coral da UFJF é também essa árvore. Em 2026, completa 60 anos de existência, mantendo-se de pé, crescendo e encantando aqueles que se abrigam à sua sombra e se nutrem dos frutos de uma arte que alimenta a alma.

Ao longo de seis décadas de trabalho ininterrupto, o grupo criou raízes profundas e estabeleceu vínculos que atravessam gerações: com a Universidade, com a comunidade, com artistas e profissionais e, sobretudo, com o público que acompanha sua trajetória. Para celebrar esse marco, o Coral da UFJF realiza o Festival Raízes, nos dias 6, 7 e 8 de novembro, no Cine-Theatro Central.

A programação reúne três espetáculos singulares, concebidos para celebrar a trajetória do Coral e, ao mesmo tempo, revelar a força da criação musical em suas múltiplas formas. Ao longo dos três dias, o público poderá acompanhar apresentações do Coral da UFJF ao lado de importantes coros e grupos de Juiz de Fora: o Coro Acadêmico da UFJF, o Coral Pró-Música UFJF, o Muvuka, o Àkórin e o Ingoma, além de convidados especiais que mantêm vínculos significativos com a história do grupo.

Mais do que uma comemoração, o Festival Raízes nasce como um encontro entre passado, presente e futuro. Um palco para a potência de diferentes vozes, a inventividade de artistas e suas criações e a riqueza de sonoridades que atravessam um Brasil — e um mundo — plural. Um momento para olhar para as raízes, reconhecer os caminhos percorridos e, a partir deles, continuar crescendo.

Os ingressos para cada um dos três dias de festival são gratuitos e poderão ser retirados antecipadamente no Cine-Theatro Central e no Forum da Cultura da UFJF. Em breve a data para retirada será divulgada nas redes sociais do Coral da UFJF.

 

Uma ideia que germinou

 

Neste ano, as ramificações do coro se expandiram, demonstrando a resiliência do grupo e o impacto de seu trabalho na transformação de vidas e da sociedade. Para Ana Sukita, regente do Coral, os 60 anos mereciam uma celebração à altura da dimensão e do significado dessas seis décadas de trajetória.

“Poucos coros têm essa longevidade e, por isso, pensamos em uma celebração que representasse esse porte. A partir da nossa apresentação cênica anual, que já tem a nossa identidade, surgiu a ideia de ampliar a programação para mostrar diferentes vertentes do trabalho do Coral e celebrar também as parcerias e a união entre os corpos corais da Universidade”.

A escolha do nome do festival — Raízes — segue justamente essa ideia de crescimento e força. “A ideia da árvore surgiu como uma representação do Coral como algo orgânico, que nutre, alimenta e gera frutos. E as raízes são justamente o alicerce dessa árvore. Elas representam tudo aquilo que esteve na base da criação do coro e que o nutriu ao longo desses 60 anos, permitindo que chegássemos a este momento de celebrar sua existência, suas alegrias, seus processos e suas construções”, acrescenta Ana Sukita.

 

Preparação para colher os frutos

 

Espetáculo “Retalhos”, de 2025. Foto Pedro Soares.

A construção do Festival Raízes também envolve um longo processo de preparação. O trabalho começa pela definição do tema e do repertório, que orientam todas as demais etapas do espetáculo, da direção cênica à cenografia, do figurino à preparação vocal. A escolha das músicas leva em consideração diferentes aspectos, como os arranjos, os compositores, a presença de solistas e a própria capacidade do coro de desenvolver aquele repertório.

Também merece destaque a preparação individual dos coralistas. Para a preparadora vocal do Coral da UFJF, Michelle Flores, um dos diferenciais do coro é justamente a possibilidade de trabalhar individualmente com os integrantes por meio das aulas de técnica vocal.

“Isso me permite conhecer minuciosamente cada voz que a gente tem e entender quem se encaixa melhor em qual repertório, quem se dá melhor em determinado solo”, conta. Para ela, esse trabalho contribui diretamente para o resultado coletivo, permitindo aprimorar aspectos que seriam mais difíceis de perceber apenas nos ensaios do grupo.

Para Michelle, é justamente o encontro entre diferentes grupos, sonoridades e linguagens que deve marcar o Festival Raízes. “Eu acho que colheremos os frutos da riqueza cultural desse festival por um longo tempo”, reflete.

A permanência do Coral durante seis décadas demonstra a importância de manter espaços de criação e expressão artística. “Esse espetáculo tem uma afirmação mesmo de: somos a cultura, estamos aqui e resistiremos. A gente pode sobreviver sem cultura, mas eu acho difícil viver sem cultura”, acrescenta ela.

 

Impacto cultural

 

Espetáculo “Atemporal”, de 2023. Foto: Pedro Soares.

Ao longo dos três dias de festival, mais de 100 coralistas passarão pelo palco do Cine-Theatro Central, compartilhando suas vozes com o grande público. Além dos cantores, outros importantes agentes culturais — como técnicos-administrativos da Universidade, designers, cenografistas, figurinistas, maquiadores, jornalistas, fotógrafos e técnicos de som e iluminação — também atuaram, atuam e atuarão para a realização do evento.

A diversidade de profissionais envolvidos evidencia o impacto da arte na formação de estudantes universitários, especialmente daqueles vinculados à área das artes, além de contribuir para o fortalecimento do setor cultural e para a promoção da saúde mental da população por meio das atividades culturais.

O Assessor para Equipamentos Culturais da Pró-Reitoria de Cultura da UFJF (Procult), Willsterman Sottani, considera que celebrar os 60 anos do grupo é também celebrar uma parte importante da história cultural da Universidade e de Juiz de Fora.

Espetáculo “Construção”, de 2024. Foto: Pedro Soares.

“A trajetória do Coral, que começou como um grupo independente e posteriormente foi acolhido pela UFJF no Forum da Cultura, inclui conquistas em festivais, reconhecimento do público e uma presença marcante na vida cultural da cidade. Em 2006, o grupo ganhou status de órgão suplementar da Universidade, consolidando sua atuação institucional. O Coral é hoje um importante cartão de visitas da UFJF e um testemunho da vitalidade da música coral em Juiz de Fora.”

Mais do que uma comemoração, o Festival Raízes é apresentado pelo assessor como um encontro entre diferentes gerações, perfis artísticos e trajetórias formativas. “A programação evidencia a relevância da prática coral na produção artística, na formação de estudantes e na relação da Universidade com a sociedade, ao mesmo tempo em que projeta novos caminhos para essa tradição.”

A expectativa, segundo Willsterman, é que o festival represente não apenas um marco de celebração do passado, mas também um ponto de partida para a construção do futuro da música coral na UFJF.

A realização do Festival Raízes envolve o trabalho conjunto de diferentes setores da UFJF, entre eles a Pró-Reitoria de Cultura, a Pró-Reitoria de Extensão, a Diretoria de Imagem Institucional, a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão (Fadepe), o Forum da Cultura e o Cine-Theatro Central.

A iniciativa tem ainda o apoio cultural da Unimed Juiz de Fora e de Rodoviário Camilo dos Santos, parceiros que contribuem para a realização do festival e para o fortalecimento da cultura em Juiz de Fora.

 

 Programação completa

 

Dia 06/11 (sexta-feira), às 20h – Coral da UFJF convida: Muvuka, Àkórin e Ingoma

 

Uma noite de encontro entre vozes potentes e o ritmo marcante dos tambores. O Coral da UFJF sobe ao palco com convidados que têm na música, na cultura popular e na valorização das identidades afro-brasileiras e mineiras importantes eixos de atuação.

O Muvuka, bloco afro e coletivo cultural de Juiz de Fora, atua na promoção e salvaguarda das afromineiridades por meio da música, da percussão, da dança e de ações de formação. O Àkórin – Coral Negro, núcleo do Muvuka, desenvolve um trabalho voltado ao canto coral e à valorização das culturas afro-brasileiras, com repertório que dialoga com tradições de matriz africana e com a produção de compositores negros e mineiros. Para completar a noite, o Ingoma, que apresenta seu trabalho de pesquisa, criação e difusão das manifestações da cultura popular, especialmente das tradições mineiras, com forte presença do congado, dos tambores e de ritmos tradicionais.

Juntos, os quatro grupos ampliam o diálogo do festival com diferentes expressões musicais, especialmente com a música negra e a cultura de Minas Gerais.

No repertório, estão canções como “Olhos Coloridos”, composta na década de 1970 por Macau (nome artístico de Osvaldo Rui da Costa), que se tornou um grande sucesso nacional em 1982, na voz da cantora Sandra de Sá, transformando-se em um hino de orgulho negro e resistência cultural no Brasil. Também integra a programação a clássica “Mulher do Fim do Mundo”, de autoria de Alice Coutinho e Rômulo Fróes, potencializada pela voz de Elza Soares. A canção aborda a resiliência e a força de mulheres que enfrentam e superam adversidades, tornando-se um símbolo de empoderamento e resistência, especialmente para mulheres negras.

 

 Dia 07/11 (sábado), às 20h – 60 anos Coral da UFJF: Espetáculo Raízes

 

O espetáculo “Raízes”, que inspirou o próprio nome do festival, traz ao público uma narrativa que conecta o repertório à trajetória do grupo e às suas origens. Mantendo o perfil cênico, marca registrada do Coral da UFJF, seus 30 coralistas contam — ou melhor, cantam — a história do grupo com o auxílio de elementos de cenografia, figurino, sonorização e iluminação pensados especialmente para a montagem.

No centro do palco, uma árvore simboliza a própria trajetória do Coral da UFJF: uma história construída sobre resistência, união e arte. A montagem percorre diferentes emoções e momentos, transitando do luto à festa, da opressão à alegria, em uma narrativa que combina elementos do teatro popular com músicas que marcaram os 60 anos de história do grupo. Ao revisitar o nascimento do Coral em tempos difíceis, a força da cultura, os impactos da vida na cidade grande sobre sua rotina e os desafios enfrentados ao longo das décadas, o espetáculo celebra, sobretudo, a persistência de quem escolheu continuar cantando e resistindo juntos.

Entre as canções apresentadas estará “Vatapá”, composta por Dorival Caymmi em 1957 e apresentada pela última vez pelo coro há 10 anos. Também integra o repertório “Classe Média”, composta e lançada pelo cantor e compositor brasileiro Max Gonzaga em 2005, que faz uma sátira bem-humorada e ácida sobre o comportamento de parte da classe média brasileira. A noite contará ainda com participações especiais e outras surpresas.

 

Dia 08/11 (domingo), às 19h – Concerto de gala com coros da Universidade: Coral da UFJF, Coro Acadêmico da UFJF e Coral Pró-Música UFJF

 

Estreitando os laços entre os corpos artísticos universitários e ampliando-os para toda a comunidade juiz-forana, Coral da UFJF, Coro Acadêmico da UFJF e Coral Pró-Música UFJF apresentam um concerto de gala que exalta a pluralidade de vozes, a riqueza musical de seus repertórios e a formação oferecida por regentes, professores e preparadores vocais aos coralistas.

O Coro Acadêmico da UFJF e o Coral Pró-Música UFJF são dois grupos de trajetórias distintas, mas fortemente ligados à tradição do canto coral em Juiz de Fora. Criado em 2015 e vinculado ao Departamento de Música do Instituto de Artes e Design da UFJF, o Coro Acadêmico alia prática artística e formação acadêmica, com atuação voltada à música coral de concerto. Já o Coral Pró-Música, criado em 1973, reúne mais de cinco décadas de trajetória na difusão do canto coral, com repertório que transita pela música de concerto, música antiga, produção colonial brasileira e música popular. Juntos, os grupos representam diferentes gerações e perspectivas da produção coral na cidade.

O público poderá se encantar com canções como “Dia Branco”, uma declaração de amor simples, sincera e otimista sobre cumplicidade e companheirismo, composta em parceria por Geraldo Azevedo e Renato Rocha; e o hino “Somebody To Love”, com uma letra que aborda solidão, fé e um questionamento profundo sobre a busca pelo amor, composta por Freddie Mercury, vocalista da banda britânica Queen.

 

Mais sobre o Coral da UFJF

 

A história do Coral da UFJF tem início em 1966, quando um grupo de cantores, liderados pelo maestro Victor Giron Vassalo, integra-se extraoficialmente a esta instituição, na qual seu regente era funcionário, e passa a ser conhecido como Coral Universitário – ou CORUNI.

Já nesta época, o coral era composto por estudantes, ex-alunos, professores e funcionários da UFJF, além de membros da comunidade não acadêmica. Esta configuração é mantida até hoje, embora o número de integrantes, no decorrer destes 60 anos de existência, tenha variado bastante.

O repertório abrange músicas de todos os gêneros, desde peças sacras e profanas de compositores eruditos do passado e contemporâneos, incluindo canções do folclore nacional e internacional e músicas do cancioneiro popular brasileiro e juizforano em particular.

Além do repertório eclético, outra característica do grupo é seu aspecto cênico, utilizando recursos visuais, indumentárias, adereços, cenários e iluminação em suas performances, que são sistematizadas num processo de criação coletiva.

Ao longo de seus 60 anos, o Coral da UFJF vem marcando sua presença em palcos brasileiros e estrangeiros, apresentando-se em shows, concertos, concursos e festivais. Participa, em 1973, do 1º Concurso Nacional de Corais na Televisão, em promoção MEC/TV Globo, sendo classificado em segundo lugar. Em 1999, o Coral compete em prova eliminatória do concurso Europa y sus Cantos, na Espanha. É o único coral brasileiro classificado para as provas finais. Contudo, a viagem não pode ser realizada por falta de recursos.

Já em 2001, o Coral da UFJF grava seu primeiro CD, “À moda da casa”, exclusivamente com repertório de músicos populares juizforanos, em arranjos a capella de autoria do então regente, maestro André Pires. Em 2004 grava o segundo CD, “Tear”, com repertório diversificado.

No mesmo ano, o Coral da UFJF participa do Concurso Sudamericano de Interpretación Coral promovido pela AAMCANT, na Argentina, recebendo dois prêmios do júri oficial: medalha de prata e diploma de ‘melhor coral misto adulto’. O júri concede ainda um terceiro prêmio: medalha de ouro ao maestro André Pires, eleito melhor regente do concurso. O Coral da UFJF é escolhido ainda, por votação de júri popular, como o vencedor do certame.

Em dezembro de 2006, durante as comemorações dos 40 anos de existência oficiosa do Coral da UFJF, o CONSU – Conselho Universitário – promove finalmente a oficialização do grupo, passando desta forma a existir de direito, enquanto corpo estável dentro da instituição.

Buscando aprimorar seu caráter cênico, em 2010 o Coral da UFJF convida o diretor, ator e autor teatral Marcos Marinho para atuar como diretor cênico, resultando na apresentação da abertura da sexta edição do Festival America Cantat, realizado pela primeira vez no Brasil, na cidade de Juiz de Fora/MG, em maio daquele ano.

Em julho de 2010, André Pires pede afastamento do grupo, que passa a ser regido pelo maestro Fernando Vieira. Sua direção, no entanto, é curta, terminando em dezembro do mesmo ano. Assume o cargo, então, a partir de março de 2011, o maestro Guilherme Oliveira, que fica à frente do coro até agosto de 2015. A partir de então, o Coral da UFJF passa à batuta da soprano e maestra Ana Sukita, em caráter provisório, até junho de 2016. É quando a maestra Hellem Pimentel, professora do Departamento de Música do Instituto de Artes e Design (IAD) da UFJF, assume a direção do grupo.

Em novembro de 2016, o Coral Universitário comemorou 50 anos de atividades ininterruptas com o musical Brasis em Cena: Paisagens, lotando o Cine-Theatro Central nos dois dias de apresentação. A direção musical foi da maestrina Hellem Pimentel, que contou com a parceria de Marcos Marinho na direção cênica e Fernanda Cruzick no cenário e figurinos. O espetáculo foi uma construção coletiva e contou com a participação ativa dos integrantes do coro em diversas etapas do processo.

O ano de 2019 marca a chegada da soprano Michelle Flores, que assume o posto de preparadora vocal dos coralistas, auxiliando o desenvolvimento individual de cada integrante. No ano de 2020, o grupo enfrenta um dos grandes desafios desde sua criação, o período da pandemia de covid-19. Mesmo com a impossibilidade de encontros presenciais, com dedicação e amor à música, os coralistas conseguiram manter a atuação do grupo com gravações à distância e transmissões online.

Em 2022, o professor do Departamento de Música do IAD, Rodolfo Valverde, assume a Direção Geral do Coral da UFJF. Ano em que Ana Sukita também assume definitivamente a regência do coro, trazendo uma identidade muito própria para o grupo, ao exaltar clássicos apresentados ao longo dos anos e apostar em novas sonoridades.

Em 2023, com o retorno das atividades presenciais, o Coral da UFJF focou sua atuação no desenvolvimento das potencialidades dos coralistas e na criação de novas apresentações ao público. O resultado desse trabalho foram espetáculos marcantes como “Atemporal” de 2023, que revisitou a história do coro, “Construção” de 2024, que homenageou os 80 anos de Chico Buarque, e “Retalhos” de 2025, que trouxe diferentes ritmos e canções reforçando a versatilidade do grupo.

Em 2026, Willsterman Sottani Coelho, professor do IAD, assume o posto de Assessor para Equipamentos Culturais da Procult trazendo a proposta de ampliar as ações do Coral da UFJF, fortalecer sua presença na Universidade e aproximá-lo ainda mais do público. Entre as novas perspectivas está a integração, em um mesmo órgão suplementar, das diferentes iniciativas de canto coral da UFJF, reunindo coros estáveis, grupos de formação e projetos temporários. A proposta reconhece que cada coro possui identidade e finalidade próprias, preservando suas características ao mesmo tempo em que busca construir uma gestão integrada, capaz de fortalecer essas diferentes identidades e contribuir para uma política institucional consistente para a música coral na Universidade.

 

Mais informações para a imprensa

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