Fechar menu lateral

FACOM celebra TCC finalista do Prêmio Cremilda Medina de Pesquisa e Formação em Jornalismo

A jornalista Alice Andersen Chaves Ribeiro, recém-formada pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora, é uma das finalistas indicadas ao Prêmio Cremilda Medina de Pesquisa e Formação em Jornalismo, uma iniciativa da Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ) que visa valorizar a formação na área a partir do reconhecimento da autonomia do jornalismo como campo científico. 

O trabalho “Quando o algoritmo pauta o jornal: mediação simbólica e o processo de colonização do jornalismo pela lógica metrificada das big techs”, orientado pela professora Kérley Winques, discute a repercussão da trend no estilo Studio Ghibli em noticiários brasileiros. A indicação ao prêmio evidencia a relevância do trabalho de Alice, que apresenta um olhar sobre as implicações das plataformas digitais e dos algoritmos na prática jornalística e traz para o campo científico uma discussão sobre ética, metrificação e os impactos da inteligência artificial no jornalismo. 

Para Alice, as plataformas digitais hoje são vistas como gatekeepers ao concentrarem dados e métricas que influenciam diretamente nos processos editoriais. “Uma influência ao nível simbólico que vem reduzindo a autoridade do jornalista sobre o seu trabalho”, comenta. Segundo a orientadora, Kérley, o trabalho de conclusão de curso de Alice demonstra a consistência da pesquisa iniciada ainda na iniciação científica. “Os resultados encontrados durante a pesquisa empírica evidenciam um alinhamento crescente do jornalismo às lógicas das plataformas, com implicações para a qualidade informativa e para o papel social do jornalismo”, aponta. 

A partir do caso analisado, Alice relata que algumas matérias chegaram a oferecer prompts prontos e incentivar o uso de ferramentas de inteligência artificial. Desse modo, observa que pautar essa temática é uma forma de seguir colaborando, mesmo após graduada, com o debate sobre o jornalismo ético, social e responsável. “O jornalismo é um trabalho de impacto social, com métodos e que precisa ser valorizado, e para isso, vejo que é indispensável que também exista uma cobertura focada nas Big Techs e uma instrução sobre suas práticas com a sociedade e o próprio campo jornalístico, sem naturalizar suas influências políticas”, explica. 

A comissão organizadora do prêmio declarou ter recebido mais de 160 inscrições em duas categorias: monografia e memorial de produto. Portanto, estar entre os finalistas já é uma conquista. A revelação dos vencedores e a entrega da premiação ocorrerão no dia 22 de abril, na Faculdade de Comunicação, na Universidade de Brasília, durante o 25º Encontro Nacional de Ensino de Jornalismo. 

A banca de defesa aconteceu no dia 23 de janeiro de 2026, presencialmente, na sala 218 da Facom e contou com a Profª. Drª. Janaína Kalsing e o Prof. Dr. Wedencley Alves como membros, além da Profª. Drª. Kérley Winques, orientadora do trabalho. Em breve, o texto estará disponível no repositório institucional da UFJF.