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Plano de Ensino

Disciplina: HIS121 - HISTÓRIA MODERNA I

Créditos: 4

Departamento: DEPTO DE HISTORIA /ICH

O conceito de História Moderna. A desintegração do feudalismo e a transição para o Capitalismo. A Formação dos Estados Modernos. O Estado Absolutista e os teóricos do absolutismo. O Estado e o mercantilismo. O liberalismo e as Revoluções Inglesas. As crises econômicas do século XVII.

OBJETIVOS
O curso tem por objetivo apreender as mudanças e as permanências experimentadas pela Europa entre os séculos XIV e XVIII. Época, em geral, considerada como de transição (feudalismo para o capitalismo), o curso pretende sublinhar, através de uma abordagem comparativa, os diferentes ritmos econômicos, políticos e sociais vividos pelo Velho Mundo no período estudado. Procura-se com isto frisar a complexidade daquela transição e, sem perder a noção de totalidade, demonstrar que as sociedades européias não compartilham de um único modelo de mudanças, mas sim que cada uma delas é portadora de uma dinâmica própria, peculiar às suas estruturas sociais.
Unidade 1: Desintegração do Feudalismo e Transição para o Capitalismo
1.1. Época Moderna: cronologia e conceitos
1.2. O quadro histórico europeu dos séculos XIV e XV
1.3. O debate historiográfico sobre a transição
Unidade 2: Os Estados Modernos e o Antigo Regime
2.1. O Estado Absolutista
2.2. A estrutura social do Antigo Regime
2.3. Teóricos do absolutismo
Unidade 3: Aspectos Econômicos da Europa Clássica
3.1. A crise do século XVII
3.2. O Antigo Regime econômico persistente: Península Ibérica e França
3.3. As mudanças dos séculos XVII e XVIII: o caso inglês
Unidade 4: Antigo Regime e Movimentação Social
4.1. Sociedade camponesa no Antigo Regime
4.2. A economia moral da multidão
ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1989.
BICALHO, Maria Fernanda; FRAGOSO, João & GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Antigo Regime nos trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
BURKE, P. A fabricação do Rei: a construção da imagem pública de Luís XIV. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
DAVIS, Natalie Zemon. Histórias de perdão e seus narradores na França do século XVI. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
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DELUMEAU, Jean. A civilização do Renascimento. Vol.1. Lisboa: Estampa,1994.
ELIAS, N. A Sociedade da Corte. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
FALCON, Francisco. As idéias mercantilistas e As práticas mercantilistas. In: Mercantilismo e transição. São Paulo: Brasiliense, 1983.
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HILL, Christopher. O mundo de ponta cabeça: idéias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640. São Paulo: Companhia das Letras, 1991.
LADURIE, E. Le Roy, O Estado Monárquico, França 1460 - 1610, São Paulo: Cia das Letras, 1994.
LE ROY LADURIE, Emmanuel. O carnaval de Romans: da Candelaria à quarta-feira de cinzas, 1579-1580. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
LEVI, Giovanni. A herança imaterial: trajetória de um exorcista no Piemonte do século XVII, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
LEVI, Giovanni. Economia camponesa e mercado de terra. In: OLIVEIRA, Mônica Ribeiro de e ALMEIDA, Carla Maria Carvalho de. Exercícios de micro-história. Rio de Janeiro: FGV, 2009.
MARX, K., O Capital. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979.
MEGIANI, Ana Paula Torres. O Rei ausente: festa e cultura política nas visitas dos Filipes a Portugal (1581 e 1619). São Paulo: Alameda, 2004.
MONTEIRO, Rodrigo Bentes. O Rei no espelho: a monarquia portuguesa e a colonização da América, 1640-1720. São Paulo: FAPESP / Hucitec, 2002.
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