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Plano de Ensino

Disciplina: CSO097 - PARENTESCO, FAMÍLIA, PESSOA E GÊNERO

Créditos: 4

Departamento: DEPTO DE CIENCIAS SOCIAIS/ICH

O objetivo desse curso é aprofundar nos estudos de gênero, explorando o impacto das teorias feministas na antropologia contemporânea e suas interfaces com os temas: poder, sexualidade, corpo, violência e família. Os estudos de gênero compõe um campo de debates e pesquisas interdisciplinar na qual as ciências sociais, a história, a psicologia e a crítica literária ocupam posições centrais. Esse curso privilegia as discussões em torno dos desafios envolvidos na rejeição dos determinismos biológicos implícitos no uso dos termos sexo e diferença sexual; na capacidade de alargar a compreensão dos aspectos relacionais e culturais das construções do feminino e do masculino, entendendo que essas construções são produtos, mas também produtoras de espaços para práticas sociais e relações de poder.
1. Gênero e diversidade cultural
2. Sexo e gênero e a crítica ao determinismo biológico
3. Conceito de gênero é relacional
4. Violência, Gênero e relações de poder
5. Gênero, corpo e sexualidade
6. Família e gênero
7. Parentesco e Gênero
8. Gênero e identidade
9. Feminismo
MEAD, Margareth. 1969. “Introdução”; “A padronização do temperamento sexual”; “O indadaptado”; “Conclusão”. In: Sexo e Temperamento. São Paulo: Ed. Perspectiva. pp.19-30; pp.267-304.
MOORE, Henrietta. Compreendendo sexo e gênero. (mimeo) Do original em inglês: “Understanding sex and gender”, In: Tim Ingold (ed.), Companion Encyclopedia of Anthropology. Londres, Routledge, 1997, p.813-830. Tradução de Júlio de Assis Simões exclusivamente para uso didático.
MALUF, Sônia. – Resenha do texto e do filme (para copor a nota da 3ª avaliação)
MOORE, Henrietta. “Fantasias de Poder e Fantasias de Identidade; gênero, raça e violência”. In: Cadernos Pagu: corporificando gênero (14), 2000.
SRATHERN, Marilyn. “Necessidades de pais, Necessidades de Mães”. In: Estudos Feministas, IFCS/UFRJ – PPCIS/UERJ, vol.3, n.2/1995.
SCOTT, Joan. “Gênero: uma categoria útil de análise histórica”. In: Educação e Realidade, Porto Alegre, 16(2): p.5-22, jul/dez., 1990.
GREGORI, Maria Filomena. “Cenas e Queixas: um estudo sobre mulheres, relações violentas e prática faminista”
CORRÊA, Mariza. “Do feminismo aos estudos de gênero no Brasil: um exemplo pessoal”. In: Dossiê: feminismo em questão, questões do feminismo, Cadernos Pagu, (16), 2001: pp.13-30.
FRANCHETTO, Bruna; CAVALCANTI, Maria Laura V.C.; HEILBORN, Maria Luiza. “Antropologia e Feminismo”. In: Perspectivas Antropológicas da Mulher, n.1, Rio de Janiero: Zahar Editores, 1980, pp.11-47.
FOUCAULT, Michel. “II - A hipótese repressiva”. In: História da Sexualidade I: A Vontade de Saber. Tradução de Maria thereza da Costa Albuquerque e J.A. Guilhon Albuquerque, Rio de Janeiro: Edições Graal, 1988, pp.19-50.
DE LAURETIS, Teresa. “A tecnologia do Gênero”. In: Heloisa Buarque Hollanda, Tendências e Impasses – O feminismo como Crítica da Cultura, Rio de Janeiro, Rocco, 1994.
CORRÊA, Mariza. “Repensando a família patriarcal brasileira: notas para o estudo das formas de organização familiar no Brasil”. In: Colcha de Retalhos: Estudos sobre a família no Brasil. Campinas: Editora da universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, 1993.
PISCITELLI, Adriana. “Nas fronteiras do ‘natural’: comentários sobre gênero e parentesco no debate feminista contemporâneo.” In: Núcleo de Estudos de Gênero PAGU/UNICAMP. (mimeo)
DUARTE, Luis Fernando Dias. “A sexualidade nas Ciências Sociais: Leitura crítica das convenções”. In: PISCITELLI, Adriana; GREGORI, Maria Filomena; CARRARA, Sérgio. Sexualidade e Saberes: Convenções e Fronteiras. Rio de Janeiro: Gramond, 2004.
VALE DE ALMEIDA, Miguel. Senhores de si: uma interpretação antropológica da masculinidade, Lisboa, Fim de Século, 1995.
BUTLER, Judith. Problemas de Gênero. Tradução de Renato Aguiar, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.
CLASTRES, Pierre. “Cap. V - O arco e o cesto”. In: A sociedade Contra o Estado, Rio de Janeiro: Ed. Fransisco Alves, 1978.
DEBERT, Guita Grin; ARDAILLON, Danielle. Quando a vítima é mulher, Brasília, CNDM, 1986.
DOUGLAS, Mary. Pureza e Perigo, Lisboa, Edições 70, 1991.
FONSECA, Cláudia. “Família e Parentesco na Antropologia Brasileira Contemporânea”. In: Horizontes das Ciências Sociais no Brasil: antropologia / Coordenador Geral Carlos Benedito Martins; Coordenador de área Luiz Fernando Dias Duarte. São Paulo: ANPOCS, 2010, pp.123-154.
HARAWAY, Donna. “Um manifesto para os cyborgs: ciência, tecnologia e feminismo socialista na década de 80”. In: Heloisa Buarque Hollanda, Tendências e Impasses – O feminismo como Crítica da Cultura, Rio de Janeiro, Rocco, 1994.
HIRATA, Helena et al. (orgs.). Dicionário Crítico do Feminismo. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
LEACH, Edmund. “Nascimento Virgem”. In: DA MATTA, Roberto (org). Edmund Leach, São Paulo, Editora Ática.
LÉVI-STRAUSS, Claude. “A Família”, In: Harry L. Shapiro. Homem, Cultura e Sociedade, São Paulo, Ed. Fundo de Cultura, 1956.
MALINOWISKI, B. “Capítulo 1: As relações entre os sexos na vida tribal”. In: A Vida sexual dos Selvagens, Rio de Janeiro, Fransico Alves.
PISCITELLI, Adriana. “Re-criando a (categoria) mulher?”. In: Textos Didáticos – A Prática Feminista e o Conceito de Gênero, n.48, novembro/2002, IFCH/UNICAMP.