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Mapeamento e Análise de Vulnerabilidades em Escolas Localizadas em Áreas de Risco de Enchentes: Promovendo a Resiliência e a Educação para a Redução do Risco de Desastres

Autoria: Wallasson Fernandes Martins
Orientação: Rayla Amaral Lemos
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Risco Probabilidade da ocorrência de um evento adverso que pode causar danos humanos, materiais, ambientais ou econômicos. Refere-se à possibilidade de enchentes impactarem a segurança, o funcionamento e a aprendizagem nas instituições educacionais. Resulta da combinação entre ameaça (perigo) e vulnerabilidade, servindo de base para o planejamento de ações preventivas.
Perigo (ou Ameaça) Qualquer fenômeno físico potencialmente danoso — natural ou antrópico — capaz de causar danos. O principal perigo analisado são as enchentes e inundações em áreas urbanas que afetam as escolas. Identificação de eventos externos que podem interromper o calendário escolar e causar prejuízos materiais.
Vulnerabilidade Grau em que um sistema ou população é suscetível a danos diante de um perigo. Expressa por fatores estruturais (edifícios precários), pedagógicos e socioemocionais (impactos psicológicos). Sendo dinâmica, pode ser reduzida por meio de ações preventivas e melhorias na infraestrutura escolar.
Resiliência Capacidade de resistir, adaptar-se e recuperar-se de situações adversas, mantendo funções essenciais. Construção de escolas que sobrevivem a desastres e preparam alunos para riscos futuros. Fortalecimento institucional para garantir a continuidade das atividades educacionais após eventos adversos.
Prevenção Ações realizadas antes que o desastre ocorra para evitar sua ocorrência ou reduzir sua probabilidade. Inclui planejamento territorial e construção segura de escolas. Redução da probabilidade de desastres através de conscientização e normas de construção.
Mitigação Medidas destinadas a reduzir os impactos negativos de um desastre inevitável. Exemplos incluem melhorias na drenagem escolar e instalação de sistemas de alerta. Minimização de danos através de reforço estrutural e campanhas educativas.
ERRD Abordagem pedagógica que integra conhecimentos sobre desastres ao cotidiano escolar. Ferramenta estratégica para preparar escolas e comunidades, um dos pilares da Segurança Escolar Abrangente. Promove uma cultura de prevenção e prepara a comunidade para agir de forma segura em emergências.
Plano Escolar de Resiliência Documento estratégico com análises de riscos, protocolos de ação e responsabilidades definidas. Documento que deve ser participativo, acessível e alinhado à Defesa Civil. Gestão sistemática de riscos com cronogramas de atuação antes, durante e após o desastre.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Wallasson Fernandes Martins, orientado por Rayla Amaral Lemos, aborda um tema de relevância crescente no contexto educacional e social: as vulnerabilidades enfrentadas por escolas situadas em áreas suscetíveis a enchentes. Essas instituições não apenas enfrentam desafios estruturais, mas também comprometem a qualidade do ensino e a segurança da comunidade escolar. A análise das condições dessas escolas é fundamental para a promoção de um ambiente educacional seguro e resiliente.

O problema central deste estudo reside na identificação das principais vulnerabilidades que afetam as escolas em regiões de risco de enchentes no município de Raul Soares/MG. O objetivo geral é analisar e mapear essas vulnerabilidades, propondo estratégias integradas que visem à resiliência escolar e à continuidade das atividades educacionais. A pesquisa busca, assim, contribuir para a construção de um ambiente escolar que não apenas resista a eventos adversos, mas que também se adapte e se recupere de forma eficaz.

A metodologia adotada é de abordagem mista, combinando métodos quantitativos e qualitativos. O estudo é estruturado em quatro fases: planejamento da pesquisa, coleta de dados, análise dos dados e proposição de intervenções. Essa abordagem permite uma compreensão abrangente das condições das escolas e das necessidades da comunidade escolar, possibilitando a elaboração de propostas que considerem tanto aspectos estruturais quanto pedagógicos.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a identificação de práticas de resiliência já implementadas em outras instituições, que podem servir de inspiração para as escolas analisadas. A pesquisa enfatiza que a resiliência escolar deve ser construída de forma integrada, envolvendo não apenas a infraestrutura física, mas também a formação continuada de educadores e a participação ativa da comunidade. Os resultados preliminares reforçam a necessidade de intervenções que vão além da estrutura física, abrangendo também aspectos pedagógicos e de gestão de riscos.

A aplicabilidade prática deste estudo é significativa, pois as estratégias propostas podem ser utilizadas por gestores escolares, formuladores de políticas públicas e educadores para melhorar as condições das escolas em áreas de risco. A pesquisa não apenas contribui para o fortalecimento da resiliência escolar, mas também para a promoção de uma educação que considere as especificidades e desafios enfrentados por essas instituições.

Para uma compreensão mais aprofundada do tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão detalhada das metodologias utilizadas e das principais descobertas. Esses recursos visam ampliar o alcance das discussões sobre a resiliência escolar e a importância da educação na redução de riscos, promovendo um diálogo mais amplo sobre o tema.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)