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Da comunidade para a escola: violência física contribui para desastres na escola, desafios e planos de residência.

Autoria: Fabio Porcino Firmino
Orientação: Yvonne Archanjo Massucate Barbosa
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Redução de Riscos de Desastres (RRD) Perspectiva voltada para prevenir eventos críticos e garantir que a instituição responda de forma resiliente, mitigando danos. Utilizado como eixo principal para prevenir e reduzir a ocorrência de conflitos físicos (brigas) no Colégio Estadual Arruda Negreiros. Implementação de ações integradas de diagnóstico participativo, formação da comunidade e articulação com políticas públicas como o Marco de Sendai.
Resiliência Capacidade da instituição de responder a situações críticas, mitigar danos e retomar suas funções de forma segura e eficaz. O projeto visa fortalecer os mecanismos de resiliência da escola para mitigar os impactos de conflitos entre alunos e danos ao patrimônio. Fortalecimento da governança escolar, preparação de equipes de resposta rápida e capacitação de funcionários em protocolos de segurança.
Escola Resiliente Instituição que envolve infraestrutura física e fortalecimento de capacidades institucionais/comunitárias para enfrentar riscos. Proposta de transformar o Colégio Estadual Arruda Negreiros em uma escola preparada para lidar com a violência socio comunitária. Criação de protocolos institucionais de prevenção, mediação de conflitos e planos de evacuação ou resposta a incidentes.
Violência Estrutural Contexto de violência presente nos territórios (ex: pobreza, exclusão, atuação de poderes paralelos) que impacta as instituições inseridas neles. Citada como a origem dos conflitos que adentram o ambiente escolar no contexto da Baixada Fluminense. Necessidade de integrar a escola a uma rede de proteção social (família, comunidade e poder público) para atuar nas causas estruturais.
Cultura de Paz Promoção de valores, atitudes e comportamentos que rejeitam a violência e visam resolver conflitos através do diálogo. Objetivo central do projeto de intervenção para substituir dinâmicas de violência por convivência harmônica e mediação. Desenvolvimento de atividades pedagógicas, culturais (música, teatro) e projetos de mediação escolar como ferramenta de prevenção.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Fabio Porcino Firmino, orientado por Yvonne Archanjo Massucate Barbosa, aborda um tema de relevância crescente no contexto educacional: a violência física no ambiente escolar. Este fenômeno, muitas vezes considerado um reflexo de problemas sociais mais amplos, impacta diretamente a segurança, o bem-estar e o processo de ensino-aprendizagem dos estudantes. A pesquisa foi desenvolvida na Instituição de Juiz de Fora e se propõe a investigar como essa violência pode ser entendida como um desastre socio comunitário, afetando não apenas os alunos, mas toda a comunidade escolar.

O problema central do estudo reside na necessidade urgente de elaborar e implementar um plano de prevenção e resiliência que vise prevenir e/ou mitigar incidentes de violência física nas escolas. O objetivo geral é promover um ambiente seguro e saudável para todos os membros da comunidade escolar, incluindo estudantes, docentes, gestores e familiares. A proposta busca não apenas responder a situações de violência, mas também criar uma cultura de paz e respeito dentro do ambiente escolar.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada no trabalho consiste na aplicação de um plano de intervenção estruturado em duas frentes de ação: a Redução de Riscos de Desastres, focada na prevenção, e a Resiliência, voltada para a mitigação de danos. As ações propostas incluem atividades educativas e culturais, além do fortalecimento dos vínculos entre a escola, a família e a comunidade. Essa abordagem integrada visa criar um espaço de diálogo e colaboração, essencial para a construção de um ambiente escolar mais seguro.

As principais contribuições do trabalho incluem a consolidação de um programa estruturado de prevenção à violência física, que se traduz em ações educativas e formativas voltadas à promoção da cultura de paz. Além disso, foram elaborados protocolos institucionais de prevenção e resposta a situações de violência física, que visam capacitar os diversos atores escolares para lidar com esses desafios de maneira eficaz. Os resultados esperados incluem uma mudança de mentalidade entre os alunos em relação à violência, promovendo uma cultura de respeito e solidariedade.

A aplicabilidade prática deste trabalho é significativa, pois busca a construção de um ambiente escolar mais seguro, acolhedor e propício ao desenvolvimento integral dos estudantes. A proposta está alinhada ao conceito de escola resiliente, onde a prevenção se torna uma estratégia essencial para enfrentar os desafios contemporâneos.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as abordagens e resultados do trabalho. Acreditamos que essa iniciativa contribuirá para a formação de uma comunidade escolar mais consciente e preparada para enfrentar os desafios da violência, promovendo um ambiente de aprendizado saudável e seguro.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)