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A CURRICULARIZAÇÃO DOS DESASTRES NO ENSINO DE HUMANIDADES: A TRAGÉDIA DA BOATE KISS COMO TEMA-HABILIDADE NA EDUCAÇÃO BÁSICA.

Autoria: Fábio Azevedo Rodrigues
Orientação: Mônica Vasconcellos Barral Campos
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Resiliência Escolar Capacidade das instituições educacionais de prevenir, mitigar, responder e se recuperar em situações de emergência, minimizando impactos sobre a comunidade escolar. Discutida como um conceito amplo que envolve capacitação crítica para compreender causas estruturais de desastres e fortalecimento da cidadania e participação social. Fortalecimento das capacidades institucionais e promoção de uma educação voltada para a construção de sociedades sustentáveis e seguras.
Escola Resiliente Instituições capazes de atuar preventivamente e reagir de forma eficaz a emergências e calamidades, garantindo a proteção e recuperação do ambiente de ensino. Citada como um objetivo central alinhado ao Marco de Ação de Sendai e às diretrizes globais da UNESCO e GADRRRES. Implementação de políticas, planos e práticas pedagógicas focadas na segurança escolar abrangente.
ERRD (Educação para Redução de Riscos de Desastres) Integração do conhecimento sobre riscos e desastres no currículo escolar para promover uma cultura de segurança. Proposta como estratégia para desmistificar percepções socioculturais e formar sujeitos conscientes e preparados para enfrentar desafios contemporâneos. Redução da vulnerabilidade social e aumento da capacidade de reação das comunidades em situações de emergência.
Risco Probabilidade de ocorrência de eventos adversos que permeiam a vida cotidiana, passível de análise geo-histórica e socioantropológica. Abordado como tema transversal que deve ser integrado às humanidades para superar visões fatalistas ou puramente técnicas. Desenvolvimento de competências críticas nos alunos para identificar e atuar preventivamente sobre riscos no cotidiano.
Desastre Evento adverso (climático ou tecnológico) que resulta em tragédias ou calamidades, analisado sob dimensões políticas, sociais e culturais. Utilizado no estudo de caso da Boate Kiss (2013) para demonstrar a necessidade de superar a visão de desastre como falha técnica pontual. Subsídio para elaboração de políticas públicas eficazes de prevenção e mitigação baseadas na compreensão das condições sociais favorecedoras.
Vulnerabilidade Fragilidade social e incapacidade de reação de comunidades sem conhecimento prévio sobre riscos e procedimentos de resposta. Relacionada à ausência de integração curricular, o que torna as comunidades mais expostas e menos preparadas para emergências. Sua redução é o objetivo final da inserção planejada da educação para riscos, fortalecendo a resiliência comunitária.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, elaborado por Fábio Azevedo Rodrigues sob a orientação de Mônica Vasconcellos Barral Campos, aborda uma questão de relevância significativa no contexto educacional brasileiro: a integração da temática de riscos e desastres nos currículos da educação básica, especialmente nas disciplinas de humanidades. A tragédia da Boate Kiss, ocorrida em 2013, serve como um estudo de caso para explorar como eventos trágicos podem ser utilizados como ferramentas pedagógicas para promover uma educação crítica e responsável.

O problema central identificado na pesquisa é a limitação da abordagem dos riscos e desastres nos currículos escolares, que frequentemente negligenciam a importância de discutir esses temas de forma sistemática e contextualizada. O objetivo geral do trabalho é analisar e apresentar estratégias práticas que possibilitem a inclusão da temática de riscos e desastres nas aulas de História, utilizando a tragédia da Boate Kiss como um ponto de partida para essa discussão.

A metodologia adotada é qualitativa, fundamentada em pesquisa documental e bibliográfica. Essa abordagem visa compreender as múltiplas dimensões dos desastres e suas implicações no contexto educacional, permitindo uma análise crítica e reflexiva sobre a integração da temática no currículo escolar. A pesquisa resultou em uma estrutura curricular que propõe intervenções práticas, incluindo um plano de aula específico e propostas didáticas que buscam engajar os alunos de forma interativa.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a elaboração de uma estrutura curricular que incorpora a temática da redução de riscos e da resiliência ao ambiente escolar. O desenvolvimento de uma proposta pedagógica voltada para a discussão crítica sobre riscos e desastres é uma das entregas mais significativas, pois visa fortalecer a capacidade das comunidades escolares de se prepararem, responderem e se recuperarem diante de emergências. Além disso, a proposta inclui a criação de uma maquete interativa digital da Boate Kiss, que serve como um recurso didático inovador.

A aplicabilidade prática deste trabalho é ampla, atingindo não apenas alunos da educação básica, mas também educadores que buscam formas de abordar temas relevantes e contemporâneos em suas aulas. A introdução estruturada da temática de riscos e desastres no ambiente escolar tem o potencial de gerar impactos intergeracionais, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar desafios sociais e ambientais.

Para complementar a compreensão sobre o tema, o trabalho conta com um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais aprofundada sobre as estratégias propostas e suas implicações no contexto educacional. Essas ferramentas visam facilitar o acesso à informação e promover um diálogo mais amplo sobre a importância da curricularização dos desastres no ensino de humanidades.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)