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Promovendo Resiliência: Intervenções para Prevenir o Bullying Escolar e Construir uma Cultura de Paz

Autoria: Alessandro Fermino
Orientação: Mônica Vasconcellos Barral Campos
Curso: Escolas Resilientes e Educação para a Redução do Risco de Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Bullying Todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo, praticado sem motivação evidente para intimidar ou agredir quem não pode se defender. Tratado como a situação-problema central e um problema social complexo que compromete o bem-estar e o aprendizado. Gestão de riscos interpessoais e necessidade de criação de espaços seguros para garantir o direito à aprendizagem.
Cyberbullying Intimidação sistemática realizada no ambiente virtual. Citado como extensão do bullying que extrapola os muros escolares, tipificado como crime pela Lei n.º 14.811/2024. Necessidade de regulação, monitoramento de condutas digitais e suporte às vítimas em espaços virtuais.
Resiliência Escolar Capacidade da comunidade escolar de lidar com desafios, resistir a riscos e fortalecer o convívio social e emocional. Eixo central do projeto, focando na construção de uma cultura de paz e no enfrentamento de violências como desastres sociais. Fortalecimento das capacidades institucionais para antecipar, resistir e responder a riscos sociais e interpessoais.
Protocolos de Segurança / Prevenção Conjunto de procedimentos institucionais para identificação precoce, denúncia e resposta a incidentes de violência. Proposta de implementação de protocolo institucional com canais de denúncia seguros e fluxos de atendimento. Sistematização da gestão de crises e padronização do atendimento ético para evitar revitimização.
Lei n.º 14.811/2024 Lei que criminaliza explicitamente as práticas de bullying e cyberbullying, inserindo-as no Código Penal. Referenciada para destacar a gravidade jurídica atual e a tipificação penal das agressões no contexto escolar e virtual. Reforço na segurança jurídica e necessidade de articulação entre escola e sistema de justiça.
Lei n.º 13.185/2015 Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional. Utilizada como base jurídica para definir bullying e fundamentar a obrigatoriedade de ações preventivas. Marco regulatório que obriga escolas a produzirem relatórios e planos de combate à violência.
Estrutura Abrangente de Segurança Escolar (CSSF 2022–2030) Marco internacional que visa proteger estudantes e educadores de perigos físicos e psicossociais nas escolas. Utilizada para alinhar o combate ao bullying às metas globais de segurança escolar e redução de riscos. Integração da prevenção da violência ao planejamento de emergências e gestão de riscos da escola.
Marco de Sendai (2015–2030) Acordo global para redução do risco de desastres, aplicável ao fortalecimento da resiliência comunitária. Aplicado para tratar a violência escolar como um "desastre social" que demanda mitigação e resposta planejada. Reconhecimento de que violências interpessoais ameaçam o desenvolvimento e demandam ações sistêmicas.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O bullying escolar é um problema social complexo que compromete o ambiente educacional e o bem-estar dos estudantes. Este fenômeno se manifesta por meio de agressões físicas, verbais ou psicológicas, afetando não apenas as vítimas, mas toda a comunidade escolar. Diante desse cenário, o trabalho de conclusão de curso de Alessandro Fermino, orientado por Mônica Vasconcellos Barral Campos, propõe um plano de prevenção do bullying que visa promover um ambiente escolar seguro e fomentar a resiliência entre os alunos.

O objetivo geral deste trabalho é desenvolver e implementar intervenções que não apenas abordem o bullying, mas que também construam uma cultura de paz nas escolas. Para isso, o autor identificou como problema central a necessidade de um plano estruturado que envolva a participação ativa de toda a comunidade escolar, incluindo gestores, professores, funcionários, alunos e familiares. A proposta é que, ao fortalecer a resiliência dos estudantes, seja possível criar um espaço mais acolhedor e seguro para todos.

A metodologia adotada para este projeto é abrangente e sistemática. Inicialmente, foi realizado um levantamento das ocorrências de bullying nas escolas, seguido de uma análise detalhada dos dados coletados. Com base nessas informações, foram desenvolvidas oficinas de capacitação para a equipe escolar, que visam preparar os educadores para lidar com situações de bullying de maneira eficaz. Além disso, foi elaborado um plano de contingência e resiliência, que inclui o acompanhamento contínuo das ações implementadas. Essa abordagem permite uma avaliação do impacto das intervenções por meio de dados quantitativos e qualitativos.

As principais contribuições deste trabalho incluem a realização de oficinas educativas, eventos de conscientização, a formação de grupos mediadores e a criação de um protocolo institucional de prevenção e resposta ao bullying. Essas entregas têm como resultado a criação de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor, a redução dos casos de bullying reportados e o fortalecimento do desenvolvimento socioemocional dos estudantes. A aplicabilidade prática do projeto é significativa, pois visa transformar a escola em um espaço que promova empatia, respeito e inclusão, fundamentais para o desenvolvimento integral dos alunos.

Por fim, para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre as intervenções propostas e os resultados alcançados. Acreditamos que a disseminação desse conhecimento é essencial para a construção de uma comunidade educativa mais consciente e engajada na prevenção do bullying.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)