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Análise Preliminar da Resiliência a Desastres no Setor Saúde do Município de Franco da Rocha/sp: Resiliência da Rede de Atenção À Saúde.

Autoria: Rosemeire Castanha
Orientação: Mário Círio Nogueira
Curso: Cidades Resilientes a Desastres 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Gislaine dos Santos
Ano: 2023
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Resiliência Capacidade da comunidade, organização ou sistema de absorção de choques, adaptar-se a mudanças, manter suas funções essenciais e recuperar de eventos adversos de maneira eficaz e eficiente. Avaliada na Rede de Atenção à Saúde (RAS) de Franco da Rocha através da Ferramenta de Auto-Avaliação da UNISDR, identificando uma pontuação de 181/580 (vulnerabilidade alarmante). Necessidade de incluir a temática no plano de gestão municipal, criar grupos técnicos de resiliência e planejar unidades de saúde fora de áreas de risco.
Desastre Situações adversas e imprevisíveis, sejam elas naturais ou antrópicas. Contextualizado pelas inundações históricas e deslizamentos de terra em Franco da Rocha (ex: 1987 e 2022), afetando o acesso aos serviços de saúde e a saúde mental da população. Gestão de riscos e desastres no setor saúde para garantir preparação, resposta eficaz e recuperação após situações de emergência.
Prevenção Principal processo da redução de riscos e desastres. Envolve a formulação de políticas e ações sobre os processos de determinação social dos riscos. Componente importante para superação de eventos em Franco da Rocha; requer articulação entre saúde, gestão ambiental e territorial para limitar ocupação de áreas de risco. Identificação e avaliação de riscos, implementação de medidas de mitigação e desenvolvimento de planos de preparação com sistemas de alerta.
Mitigação Políticas e ações de saúde para minimizar os fatores de riscos já existentes em áreas e populações em condições de vulnerabilidade. Ações propostas para amenizar impactos em Franco da Rocha, como redimensionamento de profissionais, investimento em insumos e veículos. Integração das ações de prevenção em saúde com a prevenção de novas doenças, evitando a sobreposição de riscos.
Preparação Desenvolvimento de capacidades, instrumentos e mecanismos que permitem antecipadamente assegurar uma resposta adequada e efetiva. Descrita como a necessidade de formação em serviço para servidores e moradores de Franco da Rocha e elaboração do Plano de Preparação e Respostas aos Desastres (PPRD). Melhorar a capacidade de resposta na atenção e vigilância em saúde, evitando que ações inadequadas produzam um "segundo desastre".
Resposta Ações executadas após a ocorrência de um desastre, preparadas anteriormente, com objetivo de salvar vidas e reduzir o sofrimento. Em Franco da Rocha, a gestão tem atuação imediata em emergências, mas o acesso é dificultado pela localização da UPA e hospitais em áreas inundáveis. Execução de cuidados imediatos, vigilância, monitoramento e implementação de medidas de controle de riscos gerados pelo desastre (ex: água contaminada).
Recuperação Processo de reparação da infraestrutura física e funcionamento definitivo dos serviços, promovendo mudanças para redução de riscos futuros. Fase de reconstrução após eventos como o de 2022, onde se busca transformar o desastre em lição para tornar a comunidade mais resiliente. Continuidade de ações de reabilitação, articulação com medidas de reconstrução da comunidade e sustentabilidade ambiental.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, elaborado por Rosemeire Castanha sob a orientação do Prof. Dr. Mário Círio Nogueira, insere-se no contexto da Especialização em Cidades Resilientes a Desastres da Universidade Federal de Juiz de Fora. A pesquisa aborda a resiliência da Rede de Atenção à Saúde (RAS) do município de Franco da Rocha, com foco na vulnerabilidade do sistema de saúde diante de situações adversas. Este tema é de extrema relevância, considerando a importância de um sistema de saúde robusto e preparado para enfrentar desafios, garantindo a continuidade do atendimento à população.

O problema central da pesquisa reside na identificação da vulnerabilidade do sistema de saúde de Franco da Rocha, que pode comprometer a eficácia da resposta a situações de emergência. O objetivo geral do trabalho é avaliar a resiliência da RAS durante esses eventos, buscando compreender como a gestão de saúde pode ser aprimorada para lidar com os desafios impostos por crises.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada foi um estudo de caso, que envolveu a análise de múltiplas fontes de informação. Foram examinadas matérias da internet, legislação municipal, relatórios e a Ferramenta de Auto-Avaliação da Resiliência face a Catástrofes a Nível Local. Além disso, conversas informais com a equipe técnica da saúde local contribuíram para uma compreensão mais aprofundada da situação.

Os principais resultados da pesquisa revelaram uma situação alarmante de vulnerabilidade, com a RAS obtendo uma pontuação de 181 na Ferramenta de Auto-Avaliação, indicando a necessidade urgente de ações que garantam uma gestão de saúde mais resistente. A pesquisa destaca que medidas que podem reduzir essa vulnerabilidade estão identificadas no Plano Municipal de Saúde 2022-2025, o que abre caminhos para a implementação de estratégias eficazes.

A aplicabilidade prática deste trabalho é significativa, pois as conclusões podem orientar gestores e profissionais de saúde, autoridades municipais e a comunidade local na implementação de ações que fortaleçam a resiliência do sistema de saúde. A pesquisa não apenas identifica lacunas, mas também sugere caminhos para a melhoria da gestão de riscos e desastres, contribuindo para um atendimento mais eficaz e seguro à população.

Para complementar a compreensão sobre o tema abordado, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais dinâmica e acessível dos principais pontos discutidos no trabalho. A divulgação desses materiais visa ampliar o alcance das informações e fomentar o debate sobre a resiliência no setor saúde, essencial para a construção de cidades mais preparadas e sustentáveis.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)