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A Saúde Mental dos Profissionais da rede de Defesa Civil: Impactos Psicológicos e a Necessidade de Acompanhamento Emocional

Autoria: Jenifer Pungirum Quaglio
Orientação: Leandro Ribeiro da Silva
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) Entidade nosológica que causa sofrimento e prejuízo no funcionamento social e ocupacional, manifestando sintomas após incidentes traumáticos ou exposição ao horror e caos. Abordado como um dos maiores problemas identificados em profissionais de primeira resposta (5% a 22% de incidência) após desastres como o 11 de Setembro e a Boate Kiss. Impacta a eficiência operacional e gera custos para o ente público devido ao afastamento de agentes e redução da qualidade do atendimento.
Burnout Síndrome de exaustão emocional que afeta diretamente a qualidade e a eficácia das respostas em situações de emergência. Citado no resumo e referencial teórico como um impacto psicológico decorrente da pressão e desafios enfrentados diariamente pela rede de Defesa Civil. Compromete o desempenho institucional e a saúde dos trabalhadores, exigindo diretrizes para programas de apoio psicológico eficazes.
Resiliência Determinante associada ao stress e à capacidade de enfrentar desastres coletivos, envolvendo a adaptação de comunidades e indivíduos a eventos extremos. Discutida como fator essencial para a manutenção da saúde mental e eficiência das operações de Defesa Civil diante de cenários de destruição. O desenvolvimento da resiliência na população e nos profissionais minimiza os danos psíquicos e acelera a recuperação pós-desastre.
Homeostase Estado de equilíbrio interno do organismo onde os órgãos funcionam em sintonia (como uma orquestra). Utilizado para explicar como o estresse causa uma ruptura no equilíbrio biológico e neuroendócrino do profissional. A quebra da homeostase leva a sintomas como insônia e taquicardia, prejudicando a capacidade de tomada de decisão do agente em campo.
Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP) Apoio psicossocial destinado a pessoas muito abaladas expostas a crises graves, visando aliviar o sofrimento imediato sem substituir a segurança física. Citado como 'guia para trabalhadores de campo' e ferramenta para lidar com reações de desorientação e medo pós-desastre. Devem ser integrados aos Planos de Contingência para evitar o agravamento de quadros psíquicos em vítimas e socorristas.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

A saúde mental dos profissionais que atuam na rede de Defesa Civil é um tema de crescente relevância, especialmente considerando o contexto desafiador em que esses indivíduos operam. As experiências emocionais e psicológicas enfrentadas por esses profissionais podem impactar não apenas seu bem-estar, mas também a eficiência das operações de resposta a emergências. O trabalho de conclusão de curso de Jenifer Pungirum Quaglio, orientado por Leandro Ribeiro da Silva, busca aprofundar essa discussão, analisando a necessidade de suporte psicológico adequado para esses profissionais.

O problema central abordado na pesquisa é a constatação de que a saúde mental dos profissionais da Defesa Civil é frequentemente afetada por situações de estresse intenso, levando à necessidade de acompanhamento emocional. O objetivo geral do estudo é analisar como o suporte psicológico pode influenciar a eficiência operacional desses profissionais, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Para alcançar esse objetivo, a metodologia adotada incluiu a aplicação de questionários e a realização de entrevistas com profissionais de diversas instituições e cidades. Essa abordagem permitiu uma avaliação abrangente das dificuldades enfrentadas por esses trabalhadores e a disponibilidade de programas de suporte emocional. Embora a amostragem tenha sido limitada, os dados coletados oferecem insights valiosos sobre a realidade desses profissionais.

As principais contribuições do trabalho incluem diretrizes para a implementação de programas de apoio psicológico eficazes, que visam atender às necessidades específicas dos profissionais da Defesa Civil. Os resultados evidenciam a urgência de uma abordagem mais integrada em relação ao suporte psicológico, destacando que a ausência sistemática de psicólogos compromete a qualidade do atendimento integral à população. Frases como "Cuidar de si é a primeira responsabilidade, a segunda é cuidar dos colegas de intervenção" refletem a importância de um cuidado mútuo entre os profissionais.

A aplicabilidade prática das diretrizes propostas é significativa, uma vez que a implementação de políticas de acompanhamento psicológico pode melhorar não apenas a saúde mental dos profissionais, mas também sua eficiência operacional. Isso é fundamental para garantir que a rede de Defesa Civil esteja preparada para responder adequadamente a situações de emergência, protegendo tanto os profissionais quanto a comunidade que atendem.

Para aqueles que desejam se aprofundar ainda mais no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os achados da pesquisa e suas implicações para o campo da Defesa Civil. A saúde mental dos profissionais dessa área é uma questão que merece atenção e ação, e este trabalho contribui para o avanço dessa discussão essencial.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)