Fechar menu lateral

Segurança de Barragens em Tapira MG: Avaliação e Recomendações para a Mosaic

Autoria: Flávio de Souza Santos
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Zona de Autossalvamento (ZAS) Região onde o empreendedor deve garantir o alerta e a proteção da população em caso de emergência, antes da intervenção das autoridades. Foco principal do estudo para prevenção de desastres e mapeamento de rotas de fuga para comunidades próximas às barragens da Mosaic em Tapira. Delimitação de áreas onde a evacuação deve ser imediata e autônoma, exigindo sistemas de alerta (sirenes) e rotas sinalizadas.
Plano de Ação de Emergência (PAE / PAEBM) Documento técnico que estabelece as ações a serem executadas pelo empreendedor em caso de emergência e identifica os agentes a serem notificados. O trabalho avalia a eficácia do PAE da Mosaic Fertilizantes, incluindo simulados de evacuação e sistemas de alarme. Instrumento fundamental para a resposta rápida, mitigação de danos e coordenação entre empresa, Defesa Civil e população.
Dano Potencial Associado (DPA) Dano que pode ocorrer devido a rompimento, vazamento ou mau funcionamento de uma barragem, considerando perdas de vidas e impactos sociais/ambientais. As barragens estudadas no Complexo Mineroquímico de Tapira possuem DPA classificado como alto. Determina a obrigatoriedade do PAE e a prioridade de fiscalização pelos órgãos reguladores (ANM).
Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) Instituída pela Lei nº 12.334/2010, estabelece normas para inspeção, monitoramento e manutenção de estruturas de contenção. Citada como o alicerce legal que norteia a gestão de riscos e a segurança das estruturas minerárias no Brasil. Padronização técnica da segurança e responsabilização legal do empreendedor pela integridade da barragem.
Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC) Estabelecida pela Lei nº 12.608/2012, foca na prevenção, mitigação, preparação e resposta a desastres. Referencial para alinhar as práticas de gestão de riscos de Tapira às diretrizes nacionais de proteção comunitária. Obriga o poder público a mapear áreas de risco e implementar sistemas de alerta precoce para a população.
Marco de Sendai (2015-2030) Acordo internacional da ONU que propõe uma abordagem multissetorial para a redução de riscos de desastres globais. Utilizado como base teórica internacional para as recomendações de aprimoramento da gestão de riscos em Tapira. Incentiva a participação ativa da sociedade civil e setor privado na formulação de estratégias preventivas.
Sinore Não explicitado nas fontes (contexto indica ser um dispositivo de sinalização sonora/alarme complementar). Citado como um dos equipamentos utilizados para emitir alertas sonoros durante o simulado em Tapira. Reforço da comunicação de emergência para garantir que todos na ZAS recebam o aviso de evacuação.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Flávio de Souza Santos, orientado pelo professor Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de grande relevância para a segurança e bem-estar das comunidades locais: a segurança das barragens do Complexo de Mineração de Tapira, em Minas Gerais. Este estudo se insere em um contexto onde a proteção das comunidades na Zona de Autossalvamento (ZAS) é uma prioridade, especialmente em áreas com atividades mineradoras.

O problema central da pesquisa reside na eficácia do Plano de Ação e Emergência relacionado à segurança das barragens. O objetivo geral do trabalho foi analisar essa segurança, buscando identificar fragilidades e propor melhorias que possam garantir a proteção da população local. A pesquisa se propôs a responder a questões críticas sobre como as comunidades percebem e se preparam para possíveis emergências, além de avaliar a comunicação e os mecanismos de alerta existentes.

A metodologia utilizada foi abrangente e incluiu a análise documental de relatórios técnicos e legislação pertinente, além do mapeamento da ZAS por meio de geoprocessamento. Para entender a percepção da comunidade, foi realizado um simulado de evacuação e aplicados questionários a 69 moradores da região. Essa abordagem permitiu uma coleta de dados qualitativa e quantitativa, essencial para a análise das práticas de segurança em vigor.

Os principais resultados obtidos revelaram que 97% dos moradores afirmaram receber notificações sobre emergências por meio do WhatsApp, o que demonstra uma boa aceitação das tecnologias de comunicação. No entanto, o estudo também identificou fragilidades significativas, como dificuldades na locomoção, a distância dos pontos de encontro e o baixo volume das sirenes de alerta. Essas informações são cruciais para a melhoria das práticas de segurança e para a formulação de recomendações que visem aumentar a eficácia do Plano de Ação e Emergência.

As contribuições deste trabalho são relevantes tanto para a comunidade local da ZAS quanto para os órgãos de Defesa Civil. As recomendações apresentadas podem auxiliar na implementação de medidas que aprimorem a segurança das barragens, como a instalação de mais sirenes e o aumento do volume dos alarmes. Além disso, o estudo enfatiza a importância do engajamento da população, destacando que a segurança deve ser uma responsabilidade compartilhada entre todos os membros da comunidade.

A aplicabilidade prática deste trabalho é evidente, pois fornece subsídios para a tomada de decisões informadas por parte da Defesa Civil e outras entidades envolvidas na gestão de riscos. A pesquisa não apenas contribui para o aprimoramento das práticas de segurança, mas também promove uma maior conscientização sobre a importância da proteção ambiental e da segurança da vida.

Para aqueles que desejam se aprofundar no tema, disponibilizamos um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os resultados e as recomendações do estudo. Agradecemos a todos os envolvidos e esperamos que este trabalho contribua para a segurança e bem-estar da comunidade de Tapira.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)