Fechar menu lateral

Análise do Perfil de Ocorrências de Desastres no Ceará: Propostas para Melhoria da Gestão de Riscos e Respostas Eficientes.

Autoria: André Luiz Nascimento de Sousa
Orientação: Leandro Ribeiro da Silva
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Indicador de Capacidade Municipal (ICM) Índice que avalia a capacidade do município de responder a desastres e realizar a gestão de riscos. Usado para avaliar o perfil de enfrentamento dos municípios cearenses (81,52% em estágio embrionário). Direciona a necessidade de capacitação de pessoal e estruturação de órgãos locais de defesa civil.
Índice Municipal de Alerta (IMA) Indicador que avalia a vulnerabilidade municipal sob aspectos climatológicos, agrícolas e sociais. Critério utilizado para classificar os municípios cearenses em categorias de vulnerabilidade. Identifica municípios com maior suscetibilidade a perdas de safra e escassez hídrica.
Setorização de Áreas de Risco Identificação e caracterização de áreas urbanas sujeitas a impactos de eventos geológicos ou hidrológicos. Utilizado como critério (C2) para avaliar a ameaça real em municípios com risco Alto e Muito Alto. Subsidia o ordenamento territorial e a definição de critérios para financiamento de obras de prevenção.
Gestão de Riscos de Desastres (GRD) Envolve o conhecimento, a avaliação e a implementação de mecanismos de redução de riscos. Utilizado para propor a melhoria das respostas eficientes e a criação de escala de prioridade entre municípios. Fundamental para a implementação da Política Estadual de Proteção e Defesa Civil e otimização de recursos.
Risco Probabilidade de ocorrência de significativos danos decorrentes de evento adverso sobre ecossistemas e populações vulneráveis. Definido no referencial teórico para embasar a análise do perfil de ocorrências de desastres no Ceará. Permite relacionar a ameaça à vulnerabilidade para planejar a proteção de comunidades e infraestruturas.
Resiliência Capacidade de uma comunidade ou sistema de resistir, absorver e recuperar-se dos efeitos de um desastre. Citado como objetivo final do planejamento estratégico e da ampliação da capacidade técnica. Foco principal de programas como o "Construindo Cidades Resilientes" para mitigar danos a longo prazo.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de André Luiz Nascimento de Sousa, orientado por Leandro Ribeiro da Silva, apresenta uma análise detalhada sobre a gestão de riscos de desastres no estado do Ceará. Este tema é de grande relevância, considerando a vulnerabilidade das comunidades cearenses a eventos adversos, como secas e inundações, que impactam diretamente a vida da população e a infraestrutura local. A pesquisa se justifica pela necessidade urgente de compreensão da dinâmica dos desastres e pela busca de soluções que possam melhorar a resposta institucional a essas situações.

O problema central abordado no estudo refere-se à gestão fragilizada pela falta de pessoal qualificado e recursos, o que compromete a eficácia das respostas a desastres no Ceará. O objetivo geral da pesquisa é analisar o perfil de ocorrências de desastres no estado, com o intuito de orientar a priorização da aplicação de recursos em programas, projetos e ações direcionadas às regiões mais afetadas e vulneráveis. Essa abordagem visa não apenas identificar os desafios enfrentados, mas também propor soluções práticas que possam ser implementadas pelos gestores públicos.

A metodologia utilizada no trabalho consistiu em um levantamento histórico das ocorrências de desastres, além da avaliação das condições de vulnerabilidade e capacidade de enfrentamento dos municípios cearenses. Para isso, foram utilizados dados do Atlas Digital de Desastres e do Serviço Geológico do Brasil. Essa análise permitiu identificar 2.895 registros de desastres no Ceará entre 1991 e 2024, dos quais 81,59% estão relacionados a seca e estiagem. Além disso, a pesquisa classificou 79% dos municípios cearenses com capacidade de enfrentamento a desastres como Intermediária Inicial ou Inicial.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se a proposta de priorização das ações de gestão de riscos em quatro níveis, identificando 166 municípios em prioridade média e alta. Essa classificação é fundamental para que os órgãos de defesa civil e gestores públicos possam alocar recursos de forma mais eficiente, direcionando esforços para as áreas que mais necessitam de atenção. A aplicabilidade prática das conclusões do estudo é evidente, pois oferece subsídios para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à gestão de riscos e desastres no Ceará, beneficiando diretamente as comunidades vulneráveis.

Por fim, o trabalho de André Luiz Nascimento de Sousa não apenas contribui para o entendimento da gestão de riscos no Ceará, mas também serve como um importante recurso para gestores públicos e órgãos de defesa civil. Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os resultados e as propostas apresentadas.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)