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Impacto das ações da Sala de Situação do Período Chuvoso do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais no Gerenciamento de Risco de Desastres em 2024/2025

Autoria: Monica Maertens
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
Sala de Situação Instrumento de operacionalização de diretrizes que promove a integração entre previsão, resposta institucional e gestão descentralizada do risco. Foco central do estudo, atuando no monitoramento de informações de clima e solo para emissão de alertas durante o período chuvoso de 2024-2025. Centraliza o monitoramento técnico para municípios com baixo efetivo, otimizando o tempo de resposta e a mobilização de insumos pelas frações do CBMMG.
Alerta Precoce Sistema de comunicação de ameaças iminentes baseado em monitoramento e previsão, visando permitir ações preventivas antes do impacto. Aparece como a principal saída da Sala de Situação (85 alertas emitidos), visando orientar as frações operacionais sobre riscos iminentes. Fundamental para a proteção da vida, permitindo que equipes e comunidade adotem medidas de autoproteção e evacuação em tempo hábil.
Resiliência Capacidade de uma comunidade ou sistema de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um desastre de maneira tempestiva e eficiente. Citada como objetivo central para as cidades atendidas pelo CBMMG e como resultado do fortalecimento das políticas públicas e preparo comunitário. Subsidia políticas públicas e ações preventivas que permitem à população mineira enfrentar intempéries com maior segurança e menor tempo de recuperação.
Mitigação Conjunto de ações que visam reduzir ou eliminar os impactos potenciais de ameaças naturais ou tecnológicas antes da ocorrência de um desastre. Contextualizada como uma das fases da gestão de riscos operada pela Sala de Situação para reduzir danos hidrológicos e geológicos. Adoção de medidas estruturais e não estruturais que diminuem a vulnerabilidade dos municípios antes que os eventos extremos se concretizem.
Eventos Extremos Fenômenos climáticos que apresentam valores atipicamente elevados ou baixos (como chuvas torrenciais) em relação ao histórico de observação. Utilizados para descrever o cenário de intensificação das chuvas em Minas Gerais decorrente das mudanças climáticas e urbanização acelerada. Exigem a calibração de parâmetros de monitoramento locais e prontidão operacional redobrada do CBMMG devido ao aumento da frequência e magnitude dos impactos.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O gerenciamento de riscos em situações de emergência, especialmente durante períodos críticos como as chuvas intensas, é um desafio constante para diversas regiões do Brasil. Em Minas Gerais, muitos municípios enfrentam vulnerabilidades significativas, que se agravam pela falta de efetivo qualificado para monitorar e controlar esses riscos. Neste contexto, o trabalho de conclusão de curso de Monica Maertens, orientado por Ana Maria Stephan, analisa as ações da Sala de Situação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) durante o período chuvoso de 2024-2025, buscando compreender como essas iniciativas impactaram positivamente o gerenciamento de risco de desastres nas cidades envolvidas.

O problema central abordado na pesquisa é a fragilidade do monitoramento dos riscos associados ao período chuvoso, que pode resultar em consequências severas para a população e a infraestrutura local. O objetivo do estudo é analisar a eficácia das ações de alerta emitidas pela Sala de Situação e sua influência nas operações do CBMMG, visando aprimorar a resposta a desastres e a proteção das comunidades.

Para alcançar esse objetivo, a metodologia adotada incluiu a análise de dados provenientes da Defesa Civil, alertas emitidos pelo CBMMG e registros de ocorrências. A pesquisa também envolveu comparativos entre dados de desabrigados, desalojados, óbitos e municípios em situação de anormalidade, permitindo uma avaliação abrangente da eficácia das ações de alerta.

Os principais resultados obtidos revelam que a Sala de Situação emitiu 85 alertas durante o período analisado, enquanto o CBMMG registrou 21.048 ocorrências relacionadas às chuvas, das quais 741 foram classificadas como de maior gravidade. A pesquisa identificou uma tendência de correspondência entre os alertas emitidos e as áreas afetadas, evidenciando um avanço no monitoramento e na antecipação de riscos, o que é crucial para a proteção da população.

A experiência da Sala de Situação se destaca como uma prática promissora, com potencial para ser replicada em outras regiões do país. A atuação da Sala representa um avanço institucional significativo no que se refere ao monitoramento, alerta e apoio à gestão local dos riscos associados a desastres hidrológicos e geológicos. O sucesso na resposta a desastres depende de múltiplos fatores, incluindo a estrutura das defesas civis municipais, o preparo técnico dos agentes locais, o planejamento urbano e a conscientização da população.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos que detalham as principais descobertas e a relevância deste trabalho no contexto do gerenciamento de riscos em Minas Gerais.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)