Fechar menu lateral

Fortalecimento da Gestão Municipal de Riscos e Desastres: Capacitação e Planejamento para a Redução de Vulnerabilidades em Minas Gerais

Autoria: Leandro Magalhaes Silva
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho Implicação prática
COMPDEC Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil, responsáveis pela execução local de ações de defesa civil. Identificadas como protagonistas no enfrentamento de situações adversas em Minas Gerais, mas operando com estruturas limitadas. Fortalecimento institucional para permitir uma atuação mais autônoma e eficiente na prevenção e gestão de desastres.
ICM Indicador de Capacidade Municipal; ferramenta metodológica para identificar riscos e projetar cenários de atuação baseada nas capacidades estruturais e operacionais. Utilizado como base metodológica para medir e orientar o fortalecimento das defesas civis municipais. Orientar investimentos e estratégias adaptadas à realidade de cada território para melhorar a gestão de riscos.
PLANCON Planos de Contingência que estabelecem procedimentos para resposta a emergências específicas. Citado como um instrumento básico de planejamento que está ausente ou desatualizado na maioria dos municípios mineiros. A meta é que 80% das COMPDECs estejam aptas a elaborar e executar seus planos até o fim do projeto.
Vulnerabilidade Territorial Capacidade de uma sociedade de enfrentar riscos, não se limitando apenas à presença de perigos naturais. Contextualiza a exposição de populações a danos por falta de estruturas de apoio, alerta e planejamento prévio. A estruturação das COMPDECs é vista como um investimento direto na redução dessas vulnerabilidades.
Resiliência Municipal Capacidade do município de resistir, absorver e recuperar-se de desastres através da integração de saberes e planejamento. Apresentada como um objetivo de longo prazo que depende de governança integrada e participação comunitária. Fomentar uma governança local integrada que alia planejamento urbano e políticas de defesa civil.
S2iD Sistema Integrado de Informações sobre Desastres para registro e gestão de eventos adversos. Mencionado como uma ferramenta com dificuldades de manuseio e preenchimento parcial pelos coordenadores locais. Necessidade de capacitação continuada para garantir a digitalização eficaz da gestão de desastres.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Leandro Magalhaes Silva, orientado por Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de grande relevância para a gestão pública em Minas Gerais: o fortalecimento das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDECs). Em um contexto onde a eficiência na gestão de riscos é fundamental para a segurança e bem-estar da população, o estudo se propõe a investigar as limitações enfrentadas por essas coordenadorias, que operam frequentemente com estruturas insuficientes e falta de recursos humanos qualificados.

O problema central identificado na pesquisa é a fragilidade das COMPDECs, que lidam com a escassez de pessoal e a ausência de instrumentos básicos de planejamento. O objetivo geral do trabalho é contribuir para o fortalecimento institucional dessas coordenadorias, promovendo uma gestão mais eficaz e integrada na proteção e defesa civil em Minas Gerais.

Para alcançar esse objetivo, a metodologia adotada incluiu a aplicação do Indicador de Capacidade Municipal (ICM) e a realização de um Diagnóstico Municipal de Gestão de Riscos e Desastres. Este diagnóstico foi aplicado a 773 municípios, utilizando um questionário estruturado que permitiu uma análise abrangente das capacidades locais. Os resultados revelaram que apenas 34,4% dos municípios possuem uma estrutura formalizada com coordenador e equipe mínima de apoio, e que a elaboração ou atualização de Planos de Contingência foi identificada em apenas 30,2% dos municípios. Além disso, 38,5% dos respondentes relataram ter participado de formações técnicas voltadas à proteção e defesa civil.

As principais contribuições do trabalho incluem a capacitação das equipes locais, a revisão e elaboração de planos de contingência e a criação de uma base de dados colaborativa. Essas ações visam fomentar uma governança local mais integrada e resiliente, alinhando o planejamento urbano, o ordenamento territorial e as políticas de defesa civil. A aplicabilidade prática das propostas apresentadas é significativa, pois busca não apenas melhorar a estrutura das COMPDECs, mas também reduzir as vulnerabilidades enfrentadas pelas comunidades.

Por fim, o trabalho de Leandro Magalhaes Silva está disponível em formato de vídeo e podcast, proporcionando uma compreensão mais aprofundada das abordagens e resultados obtidos. A iniciativa de compartilhar essas informações visa ampliar o alcance e a discussão sobre a importância da gestão de riscos e da defesa civil no contexto municipal.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)