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“Análise e Mapeamento dos Deslizamentos em Camaragibe/PE: Identificação de Áreas Vulneráveis e Propostas de Prevenção e Intervenção”

Autoria: Kátia Rosângela Maciel Oliveira de Marsol
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Gestão de Riscos Diretrizes para a atuação preventiva e corretiva frente aos desastres, priorizando a redução de riscos e a preparação das comunidades vulneráveis. Institucionalizada em Camaragibe por meio do mapeamento de áreas de risco, instalação de pluviômetros e execução de obras de contenção nos bairros Bairro dos Estados, Alto Santo Antônio e Areeiro. Permite a articulação de ações integradas e estratégias educativas para autoproteção, conforme a Lei nº 12.608/2012.
Vulnerabilidade Socioambiental Interação entre fatores físicos (declividade, solo), sociais (renda, acesso a serviços) e institucionais que determinam a suscetibilidade a eventos extremos. Observada no município pela ocupação desordenada de encostas instáveis, alta densidade populacional e carência de infraestrutura básica. Exige que o poder público atue não apenas com obras, mas com políticas de habitação e saneamento para reduzir a exposição da população.
Grau de Risco R4 (Muito Alto) Área onde evidências de instabilidade são expressivas (trincas, árvores inclinadas) e a ocorrência de eventos destrutivos é muito provável. O mapeamento do PMRR identificou 38 setores de risco R4 em Camaragibe, totalizando 912 moradias. Indica locais de prioridade máxima para remoção de famílias ou execução imediata de obras estruturantes de contenção.
NUPDEC (Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Instância de participação social prevista na PNPDEC para fortalecer a articulação entre poder público e sociedade na redução de riscos. Utilizados como ferramenta de capacitação e escuta comunitária nos bairros afetados pelos deslizamentos de 2019 e 2022. Instrumento para disseminação de alertas, educação em risco e organização de simulados de desocupação.
Resiliência Comunitária Capacidade de resistir, absorver e se recuperar diante de eventos adversos. Promovida em Camaragibe através da implantação dos NUPDECs e da participação dos moradores no resgate de vítimas e monitoramento local. Fortalece a autonomia das comunidades e amplia a velocidade e eficácia da resposta local em situações de emergência.
Medidas Estruturantes Obras físicas de engenharia voltadas para a mitigação de desastres. Obras de contenção, drenagem e revestimento de encostas realizadas em locais como o Alto Padre Cícero e Rua Antônio Camilo. Mitigam diretamente o risco geológico e promovem sensação de segurança e bem-estar psicológico aos moradores.
Fatores Antrópicos Ações humanas que alteram o ambiente e podem desencadear ou agravar processos naturais. Lançamento de águas servidas diretamente na barreira e cortes inadequados no talude feitos pelos moradores. Necessidade de fiscalização urbana e conscientização da população para evitar o agravamento da instabilidade do solo.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O município de Camaragibe, localizado em Pernambuco, tem enfrentado desafios significativos relacionados a deslizamentos de terra, que impactam diretamente a vida de seus habitantes e a infraestrutura local. Esses eventos, frequentemente associados a chuvas intensas e à ocupação desordenada das encostas, geram consequências sociais e ambientais que exigem uma abordagem sistemática e eficaz para a gestão de riscos. Nesse contexto, o trabalho de conclusão de curso de Kátia Rosângela Maciel Oliveira de Marsol, orientado por Fernando Guilhon de Castro, busca mapear e analisar as áreas de risco no município, propondo estratégias que visem a prevenção e a promoção da resiliência comunitária.

O problema central abordado neste estudo é a recorrência de deslizamentos em Camaragibe, que trazem impactos significativos à população e à estrutura urbana. O objetivo geral é identificar as regiões mais vulneráveis e desenvolver propostas de intervenções estruturantes e não estruturantes que possam mitigar esses riscos. A pesquisa se propõe a contribuir para a construção de um ambiente mais seguro e resiliente para os moradores da região.

A metodologia adotada foi de pesquisa aplicada com uma abordagem mista. O estudo envolveu a análise de dados pluviométricos e registros da Defesa Civil, além de mapeamentos geotécnicos e entrevistas com moradores das áreas afetadas. Essa combinação de métodos permitiu uma compreensão abrangente das dinâmicas que levam aos deslizamentos e das percepções da comunidade sobre as intervenções realizadas.

Entre as principais contribuições do trabalho, destacam-se os mapeamentos atualizados das áreas de risco, que servirão como base para o planejamento de obras e ações de capacitação comunitária. Além disso, o fortalecimento institucional da Defesa Civil é uma entrega relevante, pois promove uma gestão mais eficaz e integrada das políticas de proteção e defesa civil no município. Os resultados indicam que as ocorrências de deslizamentos estão fortemente associadas a chuvas acumuladas superiores a 600 mm em períodos curtos, além da necessidade de intervenções em áreas críticas que ainda carecem de atenção.

A aplicabilidade prática deste trabalho é evidente, pois as propostas apresentadas visam aprimorar as políticas locais de proteção e defesa civil, beneficiando gestores públicos e profissionais da área. As ações sugeridas, que incluem tanto obras de contenção quanto iniciativas de educação em risco, são fundamentais para a construção de uma comunidade mais resiliente. Como destacado no estudo, a eficácia das obras de contenção e drenagem, já implementadas, foi bem avaliada pela população, embora ainda existam áreas que necessitam de intervenções.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os resultados e as propostas apresentadas neste trabalho. A pesquisa de Kátia Rosângela Maciel Oliveira de Marsol representa um passo importante na busca por soluções efetivas para os desafios enfrentados por Camaragibe, reforçando o compromisso do curso com a formação de profissionais capacitados para atuar em contextos de risco e vulnerabilidade.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)