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Os Movimentos de Massa do Estado do Rio de Janeiro e suas relações com o El Niño e La Niña

Autoria: Julia Salles Serrano
Orientação: Leandro Ribeiro da Silva
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
ENOS (El Niño Oscilação Sul) Fenômeno acoplado atmosférico-oceânico que ocorre no Oceano Pacífico Equatorial, compreendendo as fases El Niño e La Niña. Utilizado para explicar as alterações globais na circulação atmosférica e nos padrões de precipitação que afetam o Rio de Janeiro. Permite a elaboração de planos de preparação sazonais e estratégias de adaptação climática baseadas em previsões de longo prazo.
El Niño Fase do ENOS caracterizada por temperaturas da superfície do mar acima da média histórica (anomalias > 0,5°C) no Pacífico Equatorial. Relacionado ao aumento dos índices pluviométricos nas regiões Sul e Sudeste durante o verão e outono, deflagrando desastres históricos. Antecipação de períodos com maior potencial para inundações e movimentos de massa no Rio de Janeiro (ex: eventos de 1966 e 1988).
La Niña Fase do ENOS marcada por temperaturas da superfície do mar abaixo da média histórica (anomalias < -0,5°C) no Pacífico Equatorial. Indicada no trabalho como causadora de aumento de pluviosidade e desastres no Rio de Janeiro, contrariando algumas expectativas clássicas. Exige vigilância e preparação técnica contínua, independentemente de modelos regionais que prevejam secas em outras partes do país.
Movimentos de Massa Processos de deslocamento de solo ou rocha deflagrados por fatores meteorológicos e geológicos, frequentemente agravados por ações antrópicas. Foco central do estudo, correlacionando grandes ocorrências no RJ (ex: Angra dos Reis e Petrópolis) com eventos climáticos extremos. Exige mapeamento de áreas de risco, execução de obras de contenção e operação de sistemas de alerta baseados em limiares críticos de chuva.
Desastres Ambientais Eventos naturais intensos que impactam o sistema social, causando danos e prejuízos que superam a capacidade local de resposta. Apresentados como o resultado da interação entre eventos climáticos extremos e vulnerabilidades pré-existentes (como ocupações em encostas). Necessidade de planos de contingência estruturados, gestão de crises pela Defesa Civil e investimento em infraestrutura resiliente.
Resiliência Capacidade de um sistema ou comunidade de resistir, absorver e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma eficiente. Citada como o objetivo final da implementação de medidas preventivas, baseadas em evidências científicas e engajamento comunitário. Fortalecimento de NUDECs, realização de simulados em escolas e disseminação de protocolos de autoproteção para a população exposta.
Vulnerabilidade Condição de suscetibilidade de populações e infraestruturas aos impactos de ameaças, decorrente de fatores sociais, econômicos e ambientais. Relacionada a ocupações irregulares, falta de saneamento/drenagem e presença de aglomerados subnormais em encostas íngremes (> 45º). Ação da Defesa Civil na redução de riscos através da fiscalização, urbanização de assentamentos precários e assistência social preventiva.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Julia Salles Serrano, orientado por Leandro Ribeiro da Silva, aborda um tema de relevância crescente no contexto das mudanças climáticas: a relação entre os fenômenos climáticos El Niño e La Niña e a ocorrência de movimentos de massa no estado do Rio de Janeiro. Esses fenômenos climáticos têm demonstrado influências significativas na circulação atmosférica global, resultando em padrões climáticos que podem intensificar eventos de chuvas extremas e, consequentemente, desastres ambientais.

O problema central da pesquisa reside na necessidade de compreender como as anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Tropical se correlacionam com a frequência e a intensidade de desastres relacionados a movimentos de massa na região. O objetivo geral do trabalho é analisar essa relação, buscando elucidar como os fenômenos El Niño e La Niña podem ser preditores de eventos que afetam a segurança e a infraestrutura das comunidades fluminenses.

Para alcançar esse objetivo, a metodologia adotada consiste na utilização de dados históricos das anomalias de TSM, correlacionando-os com registros de desastres relacionados a movimentos de massa. Essa abordagem permite uma análise quantitativa e qualitativa, possibilitando a identificação de padrões que podem ser utilizados para prever a ocorrência de eventos extremos em diferentes contextos.

As principais contribuições deste trabalho incluem a ampliação do entendimento sobre a dinâmica climática e sua relação com desastres ambientais, além de fornecer subsídios para a atuação da Defesa Civil e outras instituições responsáveis pela gestão de riscos. Compreender as mudanças climáticas e seus efeitos, especialmente em relação a fenômenos como El Niño e La Niña, é fundamental para o desenvolvimento de estratégias de preparação e mitigação, que podem aumentar a resiliência das comunidades afetadas.

A aplicabilidade prática das conclusões deste estudo é significativa, pois oferece uma base para a formulação de políticas públicas e ações de prevenção que visem minimizar os impactos de desastres relacionados a movimentos de massa. A pesquisa pode servir como um recurso valioso para profissionais da área de gestão de riscos, urbanismo e meio ambiente, contribuindo para a construção de uma sociedade mais preparada para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Por fim, convidamos todos a assistirem ao vídeo e ao podcast explicativos que acompanham este trabalho, onde Julia Salles Serrano compartilha suas descobertas e reflexões sobre a importância de compreender a relação entre fenômenos climáticos e a segurança das comunidades no estado do Rio de Janeiro.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)