Fechar menu lateral

Tecnologias Sociais na Gestão de Riscos e Desastres: Fomento à Participação Comunitária em Pouso Alegre – MG

Autoria: Ediene Lambert Rosa Guimarães
Orientação: Ana Maria Stephan
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Tecnologias Sociais Produtos, técnicas e metodologias reaplicáveis, desenvolvidos na interação com a comunidade, que representam efetivas soluções de transformação social. Referenciado como ferramenta estratégica para potencializar a mobilização da população e a efetividade das ações de proteção e defesa civil em comunidades vulneráveis. Fomentam a inovação social e soluções adaptadas ao contexto local para minimizar impactos de chuvas intensas e inundações.
Resiliência Capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a riscos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de forma tempestiva e eficiente. Enfoque principal para alcançar objetivos relativos à pobreza, clima e desastres, sendo o resultado esperado do fortalecimento da participação comunitária. Permite que comunidades vulneráveis enfrentem situações de perigo e se recuperem de danos socioeconômicos de forma autônoma e coordenada.
Redução do Risco de Desastres (RRD) Objetivo de prevenir novos riscos e reduzir os existentes através de medidas integradas que diminuam a exposição a perigos e a vulnerabilidade. Fundamentado no Marco de Sendai e na Política Nacional de Proteção e Defesa Civil como diretriz para a gestão preventiva e não apenas reativa. Direciona a gestão pública para ações de prevenção, mitigação e preparação, reduzindo a perda de vidas e ativos econômicos.
Participação Comunitária Envolvimento ativo dos moradores e líderes locais no processo de tomada de decisão e na identificação de vulnerabilidades. Elemento decisivo na construção da resiliência, promovido através de oficinas colaborativas e reuniões com líderes de bairros atingidos por enchentes. Assegura que as estratégias de defesa civil sejam efetivas, pois utiliza o saber local de quem conhece profundamente os problemas do território.
Reaplicação Processo de adequação sociotécnica onde o conhecimento pré-existente é reprojetado para um novo contexto, respeitando valores e particularidades locais. Utilizado em substituição ao termo "replicação", enfatizando que a tecnologia social deve ser aprimorada e envolvida na realidade específica de cada lugar. Garante que boas práticas de defesa civil de outros municípios sejam ajustadas às necessidades geográficas e sociais de Pouso Alegre.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
📄 Acessar trabalho completo Assistir resumo* 📄 Acessar resumo de apresentação* 🎧 Ouvir resumo*

*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso intitulado "Tecnologias Sociais na Gestão de Riscos e Desastres: Fomento à Participação Comunitária em Pouso Alegre – MG", desenvolvido por Ediene Lambert Rosa Guimarães sob a orientação da professora Ana Maria Stephan, apresenta uma análise relevante sobre a importância da participação comunitária na gestão de riscos, especialmente em contextos vulneráveis. O estudo se insere na linha de formação da Especialização em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora, que busca capacitar profissionais para atuar de forma eficaz em situações de emergência e desastres.

O problema central abordado no trabalho é como fomentar nas comunidades mais vulneráveis a promoção de instrumentos que favoreçam a mobilização social e a adoção de tecnologias sociais inovadoras, visando a redução de riscos e a melhoria da resposta a eventos adversos. O objetivo geral da pesquisa foi desenvolver um programa de fomento de tecnologias sociais na gestão de riscos e desastres no município de Pouso Alegre, com foco no fortalecimento da participação comunitária e na capacitação social, especialmente em relação aos impactos das chuvas intensas e inundações.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia utilizada incluiu revisões bibliográficas e documentais, além da coleta de dados realizada entre dezembro de 2024 e junho de 2025. O trabalho também contemplou a realização de oficinas colaborativas nas escolas municipais, que visaram capacitar a população local em tecnologias sociais. Essas oficinas foram fundamentais para promover a conscientização e a troca de experiências entre os participantes, permitindo o desenvolvimento de soluções adaptadas aos contextos locais.

As principais contribuições do estudo incluem a elaboração de uma cartilha educativa, disponível em formato físico e digital, que aborda as tecnologias sociais e suas aplicações na gestão de riscos. Além disso, as oficinas colaborativas possibilitaram a criação de um espaço de diálogo entre autoridades e a comunidade, resultando em uma maior conscientização sobre a importância da participação social na construção de resiliência comunitária. Os resultados obtidos demonstraram um aumento na colaboração entre os diferentes atores envolvidos e a necessidade de continuar promovendo ações que fortaleçam essa interação.

A aplicabilidade prática deste trabalho é significativa, pois busca fomentar a participação comunitária e a capacitação social, com o intuito de reduzir os impactos das chuvas intensas e inundações. A pesquisa evidencia que a mobilização da população é um fator decisivo para a construção de uma sociedade mais resiliente, capaz de enfrentar os desafios impostos por eventos climáticos adversos.

Para complementar a compreensão do tema abordado, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais aprofundada sobre as tecnologias sociais e suas implicações na gestão de riscos e desastres. Acesse e conheça mais sobre essa importante iniciativa que visa fortalecer a resiliência das comunidades em Pouso Alegre.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)