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Avaliação da Capacidade de Resposta e Estruturação das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDECs) na 16ª RPM/MG: Estratégias para o Aperfeiçoamento das Ações de Defesa Civil.

Autoria: Diego Alexandre Dressler
Orientação: Fernando Guilhon de Castro
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
PNPDEC Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei nº 12.608/2012), que abrange ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação. Citada como o marco legal que fundamenta as competências e as diretrizes para a gestão de riscos de desastres no Brasil. Orienta a formulação de estratégias e metas para um gerenciamento integrado entre os entes federados (União, Estados e Municípios).
SINPDEC Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, constituído por órgãos e entidades da administração pública federal, estadual e municipal e por entidades privadas. Mencionado como o sistema que coordena as ações de proteção e defesa civil no território nacional, sob coordenação da Secretaria Nacional. Permite a articulação entre os diferentes níveis de governo para a execução de ações de socorro, assistência e gestão de desastres.
COMPDEC Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, órgão municipal responsável pela coordenação das ações de defesa civil em nível local. Objeto central do estudo, que avalia a estrutura e a capacidade de resposta dessas coordenadorias nos municípios da 16ª RPM/MG. Responsável direta pela execução da PNPDEC, mapeamento de áreas de risco e declaração de situações de emergência no município.
Resiliência Municipal Capacidade de um município e sua comunidade de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um desastre de forma tempestiva. Aparece como o objetivo final do fortalecimento das COMPDECs e da implementação efetiva de planos de ação locais. Reduz a vulnerabilidade local e otimiza a eficácia das ações públicas diante de eventos extremos como secas e inundações.
S2iD Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, plataforma do Governo Federal para registro de desastres e solicitação de recursos. Identificado como um mecanismo subutilizado pelas COMPDECs devido à falta de treinamento técnico das equipes municipais. Ferramenta indispensável para a formalização de pedidos de ajuda humanitária e transferência de recursos para reconstrução pós-desastre.
Planos de Contingência Documentos de planejamento que estabelecem os procedimentos e responsabilidades para resposta a cenários de desastres específicos. Citado como uma das principais lacunas nos municípios estudados, onde a maioria apresenta ausência ou desatualização do documento. Garante agilidade e coordenação na resposta a emergências, definindo claramente os papéis dos órgãos envolvidos durante o evento.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Diego Alexandre Dressler, sob a orientação de Fernando Guilhon de Castro, aborda um tema de relevância crescente no contexto das políticas públicas de gestão de riscos: a avaliação das Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDECs) na 16ª Região da Polícia Militar de Minas Gerais (16ª RPM/MG). A pesquisa se insere em um cenário onde a necessidade de fortalecer as capacidades de resposta das instituições de defesa civil é cada vez mais evidente, especialmente considerando as fragilidades estruturais que essas coordenadorias enfrentam.

O problema central identificado no estudo é que as COMPDECs da 16ª RPM/MG estão em um estágio inicial de desenvolvimento institucional, o que demanda uma análise aprofundada de suas capacidades de resposta. O objetivo geral da pesquisa é diagnosticar a estrutura e a capacidade de resposta dessas coordenadorias, apontando as principais dificuldades e propondo soluções que visem o fortalecimento da atuação da Defesa Civil nos municípios da região.

Para alcançar esses objetivos, a metodologia adotada combina abordagens quantitativas e qualitativas. Foram aplicados questionários online aos coordenadores municipais, permitindo uma coleta de dados que reflete a realidade das COMPDECs. Além disso, foi realizada uma revisão bibliográfica sobre experiências semelhantes no Brasil, o que possibilitou uma análise comparativa e a identificação de lacunas críticas que impactam diretamente a efetividade das ações de proteção e defesa civil.

Os principais resultados da pesquisa revelaram fragilidades estruturais significativas nas COMPDECs, como a ausência de instalações próprias, a escassez de pessoal técnico qualificado, o acúmulo de funções e a insuficiência de recursos financeiros. Além disso, observou-se uma subutilização dos mecanismos legais e operacionais disponíveis, como o Sistema de Informação e Defesa Civil (S2iD), o que compromete a eficácia das ações de prevenção e resposta. A análise comparativa realizada permitiu identificar lacunas que exigem atenção especial por parte dos gestores públicos e da comunidade científica.

As propostas apresentadas no trabalho têm aplicabilidade prática e visam a institucionalização das COMPDECs por meio de legislação específica, a alocação orçamentária regular, a capacitação contínua das equipes, a criação de planos de contingência e o fortalecimento da articulação intermunicipal e comunitária. Essas ações são fundamentais para garantir uma resposta mais eficaz e organizada em situações de emergência, contribuindo para a resiliência das comunidades.

Para aqueles que desejam aprofundar-se no tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais detalhada sobre os achados e as propostas do trabalho. A pesquisa de Diego Dressler não apenas contribui para o conhecimento acadêmico, mas também se alinha às necessidades práticas das instituições de defesa civil, promovendo um diálogo entre teoria e prática na gestão de riscos.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)