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Integração entre Zeladoria Urbana e Gestão de Riscos: Diretrizes para a Promoção da Resiliência das Cidades Frente aos Desastres Ambientais

Autoria: Carolina da Silva Basilio
Orientação: Leandro Ribeiro da Silva
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição (curta e fiel às fontes) Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Gestão de Riscos Processo sistemático que envolve identificação, análise, avaliação e tratamento dos riscos para reduzir a probabilidade de eventos adversos ou minimizar seus impactos. Aparece como o referencial teórico e objetivo final para transformar a cultura reativa da gestão pública em uma abordagem proativa e preventiva. Permite o planejamento estratégico de intervenções, priorizando áreas de alto risco para evitar perdas humanas e econômicas.
Zeladoria Urbana Conjunto de serviços de manutenção e conservação dos espaços públicos, incluindo limpeza, reparos e fiscalização de infraestruturas como calçadas, ruas e sistemas de drenagem. Proposto como um elemento central a ser integrado à gestão de riscos para garantir o funcionamento da cidade e o bem-estar da população. A manutenção adequada via zeladoria poderia mitigar significativamente os impactos de eventos climáticos extremos, reduzindo obstruções em galerias.
Resiliência Urbana Capacidade das cidades de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um perigo de forma tempestiva e eficiente. Apresentada como o objetivo principal a ser promovido através da integração entre manutenção preventiva e diretrizes de defesa civil. Fortalecimento das infraestruturas críticas e das capacidades locais de resposta, diminuindo a vulnerabilidade social frente a desastres.
Manutenção Preventiva Ações organizadas e periódicas realizadas para evitar a degradação da infraestrutura e falhas operacionais antes que o problema ocorra. Defendida como ferramenta essencial para substituir a lógica tradicional de execução reativa de serviços nos municípios. Economia de R 4,50 para cada R 1,00 investido, além da redução física de obstruções que causam inundações.
Microdrenagem Sistema de infraestrutura urbana destinado ao manejo de águas pluviais em nível local, incluindo bueiros, galerias e bocas de lobo. Foco principal da proposta metodológica de monitoramento e programação de manutenção preventiva através de uma tabela sistematizada. A limpeza sistemática reduz em até 50% os pontos de alagamento e otimiza em 40% os custos com operações emergenciais.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Carolina da Silva Basilio, orientado por Leandro Ribeiro da Silva, aborda um tema de relevância crescente no contexto urbano contemporâneo: a relação entre a zeladoria urbana e a gestão de riscos. A precariedade das infraestruturas urbanas tem se mostrado um fator crítico que intensifica a vulnerabilidade das cidades a eventos climáticos extremos, como inundações e deslizamentos. Nesse cenário, a pesquisa busca analisar e propor diretrizes que promovam a integração entre essas duas áreas, visando aumentar a resiliência das cidades frente a desafios ambientais.

O problema central do estudo reside na necessidade de uma abordagem mais eficaz que una as práticas de zeladoria urbana à gestão de riscos. O objetivo geral é, portanto, desenvolver diretrizes que não apenas integrem essas práticas, mas que também fortaleçam a capacidade das cidades de se adaptarem e responderem a situações adversas. Para isso, a pesquisa propõe uma metodologia estruturada em três eixos principais: a capacitação dos trabalhadores responsáveis pela zeladoria, o estabelecimento de um sistema de monitoramento contínuo das infraestruturas e a criação de um banco de dados sistematizados sobre os serviços realizados.

As principais contribuições deste trabalho incluem a elaboração de diretrizes práticas para a integração entre zeladoria urbana e gestão de riscos, um sistema de monitoramento contínuo que permitirá um acompanhamento mais eficaz das condições das infraestruturas e um banco de dados que sistematiza as informações sobre os serviços prestados. Os resultados preliminares indicam que, com a capacitação de 100% dos trabalhadores envolvidos nos serviços de microdrenagem, houve um aumento de 70% nas ações preventivas em áreas classificadas como de alto risco de inundação e uma redução de 50% nos pontos de alagamento nas áreas onde a metodologia foi implementada.

A aplicabilidade prática das diretrizes propostas é significativa, pois elas podem servir como um modelo replicável para outros municípios. Essa integração entre diferentes esferas governamentais não apenas fortalece as capacidades locais de resposta a desastres, mas também promove uma cultura de gestão mais proativa e eficiente. A intensificação de ações preventivas, conforme destacado no estudo, visa transformar a abordagem de gestão, aumentando a eficiência operacional e a resiliência urbana.

Para complementar a compreensão sobre o tema, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais aprofundada sobre as diretrizes e metodologias apresentadas. A pesquisa de Carolina da Silva Basilio, realizada na instituição JUIZ DE FORA, representa um passo importante na busca por cidades mais resilientes e preparadas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)