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Importância da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais no contexto da regulamentação do empilhamento seco sujeito à liquefação

Autoria: Alisson Alexandre Emiliano
Orientação: Luis Gustavo Schroder e Braga
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2025
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
CEDEC-MG Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais. Órgão central do estudo, responsável por coordenar atividades de proteção e defesa civil no estado. Atua na análise da Seção II do PAE (resgate e alerta) e na gestão de riscos para proteger a população contra desastres tecnológicos.
PAE (Plano de Ação de Emergência) Documento que estabelece ações de resposta a emergências, visando a segurança de pessoas, animais e patrimônio. Aparece como obrigação legal (Resolução 95 ANM e Lei 23.291) para barragens e empilhamentos suscetíveis à liquefação. Deve ser analisado e aprovado pela CEDEC-MG para concessão de Licença de Operação, garantindo sistemas de alerta e rotas de fuga.
ZAS (Zona de Autossalvamento) Região a jusante da barragem onde não há tempo suficiente para intervenção dos órgãos de defesa civil em caso de ruptura. Mencionado no contexto das competências da CEDEC-MG em definir critérios de majoração e elementos de autoproteção. O empreendedor deve garantir que a população nesta zona receba alertas e saiba como proceder sem ajuda externa imediata.
Empilhamento Drenado Estruturas construídas para disposição de rejeitos ou estéril, que quando suscetíveis à liquefação, são equiparadas a barragens. O texto discute a tendência de migração da disposição em barragens para empilhamentos drenados e a necessidade de sua regulamentação pela CEDEC-MG. Exige a elaboração de Plano de Ação de Emergência (PAE) e análise técnica para salvaguarda de vidas em caso de colapso.
Liquefação Processo de ruptura em solos não coesivos e saturados onde o material perde resistência e se comporta como líquido viscoso. Citado como o modo de falha que causou o rompimento da Barragem B1 em Brumadinho e que pode afetar pilhas de rejeitos. Identificação desse modo de falha obriga o enquadramento da estrutura nas normas de segurança de barragens.
Lei 23.291 (Mar de Lamas Nunca Mais) Lei estadual que instituiu a Política Estadual de Segurança de Barragens em Minas Gerais. Resposta legislativa aos desastres de Mariana e Brumadinho, sendo mais restritiva que a legislação federal. Condiciona a Licença de Operação à aprovação prévia do PAE por órgãos estaduais, incluindo a CEDEC-MG.
PNSB Política Nacional de Segurança de Barragens, instituída pela Lei Federal nº 12.334/2010. Citada como o marco legal federal que estabelece normas de segurança para o setor minerário e industrial. Base para a criação de planos únicos de segurança que integram obrigações federais e estaduais.
Resolução 95 ANM Norma federal que consolida os atos sobre segurança de barragens de mineração e define medidas regulatórias. Utilizada para equiparar empilhamentos drenados sujeitos à liquefação ao conceito de barragens de mineração. Impõe obrigatoriedade de PAEBM para estruturas de empilhamento que atendam aos critérios técnicos de perigo.
Decreto Estadual 48.078 Regulamenta os procedimentos para análise e aprovação do PAE conforme a Lei nº 23.291. Define as competências e responsabilidades dos órgãos envolvidos na aprovação integrada do PAE. Estabelece que a CEDEC-MG deve definir critérios para sistemas de alerta, evacuação e exercícios simulados.
NRM 19 Norma Reguladora da Mineração que trata da disposição de estéril, rejeitos e produtos. Citada como parte do arcabouço técnico que regula a construção e operação de pilhas e barragens. Foca em parâmetros técnicos de engenharia para evitar instabilidades estruturais nas áreas de lavra.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, elaborado por Alisson Alexandre Emiliano sob a orientação de Luis Gustavo Schroder e Braga, aborda um tema de relevância crescente no contexto da mineração e da segurança pública em Minas Gerais: a importância da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) na regulamentação do empilhamento seco sujeito à liquefação. Este estudo se insere em um cenário onde a segurança das estruturas de mineração e a proteção das comunidades vizinhas são questões prioritárias, especialmente após eventos que evidenciaram a vulnerabilidade dessas estruturas.

O problema central que norteia esta pesquisa é a seguinte questão: qual a importância da CEDEC no processo de regulamentação das pilhas de mineração no estado de Minas Gerais? O objetivo geral do trabalho é fomentar a discussão sobre a necessidade de que o Gabinete Militar do Governador, por meio da CEDEC, edite uma normativa específica sobre pilhas, a fim de regular as ações da coordenadoria em conformidade com o Art. 1°, parágrafo 2° da Resolução 95 da Agência Nacional de Mineração (ANM).

A metodologia adotada para o desenvolvimento deste estudo foi de natureza qualitativa, caracterizando-se como um estudo exploratório. A pesquisa envolveu uma revisão de literatura e um levantamento do estado da arte sobre o tema. Embora a aplicação de questionários a stakeholders fosse uma etapa prevista, esta se tornou inviável devido à resistência da população em discutir questões que reavivam memórias de eventos passados. Essa limitação destaca a sensibilidade do tema e a necessidade de abordagens cuidadosas na coleta de dados.

Entre os principais resultados obtidos, destaca-se que a Resolução 95 da ANM introduziu a obrigatoriedade da elaboração do Plano de Ação de Emergência (PAE) para estruturas que apresentam o modo de falha por liquefação. Além disso, a análise da Lei 23.291 e do Decreto 48.078 revelou que esses documentos não contemplam a situação das pilhas, evidenciando a urgência de uma regulamentação específica. Os acidentes recentes envolvendo pilhas de mineração reforçam a necessidade de um estudo aprofundado sobre os impactos dessas estruturas nas comunidades adjacentes.

As contribuições deste trabalho são significativas, pois visam não apenas a compreensão do papel da CEDEC na regulamentação das pilhas, mas também a promoção de um debate necessário sobre a segurança das barragens e a proteção das vidas humanas. A criação de uma estrutura na ANM exclusiva para pilhas, prevista para agosto de 2025, demonstra a preocupação da agência em trazer maior segurança e transparência a essas estruturas. Assim, a CEDEC não pode se omitir de participar da construção de normas e discussões voltadas para a garantia da segurança das pessoas.

Por fim, para aqueles que desejam aprofundar-se ainda mais no tema, disponibilizamos um vídeo e um podcast explicativos que complementam as informações apresentadas neste trabalho, proporcionando uma compreensão mais ampla sobre a importância da regulamentação do empilhamento seco e o papel da CEDEC nesse contexto.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)