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Análise dos Volumes Pluviométricos e Sua Relação com os Escorregamentos de Solos no Município de Juiz de Fora – Mg

Autoria: Luís Fernando Martins
Orientação: Tatiana Tavares Rodriguez
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano:
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Limiares críticos Valores de precipitação pluviométrica (intensidade ou acumulada) a partir dos quais a probabilidade de movimentos de massa aumenta significativamente. O estudo define 100 mm em 96h como um limiar crítico para Juiz de Fora, respondendo por 51% dos escorregamentos. Base para o acionamento de estados de Alerta e Alerta Máximo no Plano de Contingência da Defesa Civil.
Escorregamento rotacional Movimento que expõe uma superfície de cisalhamento côncava, ao longo da qual ocorre o deslocamento circular do solo instabilizado. Relacionado a solos homogêneos e espessos (argilosos ou cristalinos) em Juiz de Fora; pode ser de talude ou de base. Auxilia na identificação de áreas de risco geológico e na compreensão de como cortes antrópicos na base das encostas afetam a estabilidade global.
Escorregamento translacional Deslizamento com superfície de cisalhamento planar/tabular, geralmente pouco profundo, ocorrendo de maneira rápida e com velocidade elevada. Frequente em solos pouco desenvolvidos e vertentes com inclinações acentuadas durante épocas de maiores pluviosidades no município. Essencial para monitorar alertas de curto prazo durante eventos de chuva intensa, pois podem evoluir para corridas de massa catastróficas.
Poropressão Pressão da água nos vazios do solo (pressão neutra); seu aumento reduz a resistência ao cisalhamento do material. A infiltração da chuva aumenta a poropressão, causando a perda de coesão do solo nas encostas da cidade. Explica o mecanismo físico da ruptura, justificando o monitoramento da chuva acumulada como indicador de saturação do solo.
Causas Antrópicas Intervenções humanas que alteram o equilíbrio natural das encostas, como cortes, aterros e lançamentos de águas servidas. Juiz de Fora possui 395 setores de risco, agravados por ocupação desordenada, desmatamento e vazamentos de redes de infraestrutura. Orienta políticas de planejamento urbano e fiscalização para evitar modificações que acelerem a instabilidade geológica.
Normal Climatológica Valor médio de parâmetros meteorológicos calculado sobre um período de 30 anos (ex: 1991-2020). Utilizada para comparar os desvios de chuva durante os períodos chuvosos de 2017 a 2022 em relação à média histórica (1564,8 mm anuais). Permite prever a sazonalidade do risco e planejar a alocação de recursos da Defesa Civil antes do início do período crítico (outubro-março).
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O presente trabalho de conclusão de curso, elaborado por Luís Fernando Martins sob a orientação da Profª Dra. Tatiana Tavares Rodriguez, insere-se no contexto da Especialização Lato Sensu em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora. A pesquisa aborda um tema de relevância significativa para a segurança e a gestão de riscos em áreas urbanas: a relação entre volumes de precipitação e a ocorrência de escorregamentos de solo no município de Juiz de Fora, Minas Gerais.

O problema central investigado consiste em entender como os volumes de chuvas, especialmente aqueles registrados entre 2017 e 2022, influenciam a ocorrência de escorregamentos de solo. O objetivo geral do estudo é correlacionar os dados de pluviosidade, com foco em chuvas intensas e acumuladas em períodos de 96 horas, aos eventos de escorregamento de solo. Essa análise é crucial para a formulação de estratégias de prevenção e mitigação de riscos, especialmente em um contexto onde as mudanças climáticas podem intensificar a frequência e a severidade desses fenômenos.

Para alcançar os objetivos propostos, a metodologia adotada envolveu a coleta de dados de escorregamentos registrados pela Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil de Juiz de Fora, que foram comparados com os volumes de chuvas de 24 horas e acumuladas de 96 horas, conforme registrados pela estação climatológica do INMET. Essa abordagem permitiu uma análise quantitativa robusta, possibilitando a identificação de padrões e correlações significativas entre os dados de precipitação e os eventos de escorregamento.

Os principais resultados obtidos revelam que volumes acumulados em 96 horas superiores a 140 mm são responsáveis pela maior parte dos escorregamentos de solo. Além disso, observou-se que chuvas acumuladas acima de 100 mm em 96 horas representam um limiar crítico, uma vez que aproximadamente 51% dos escorregamentos ocorreram sob essas condições. Os dados também indicam que os maiores números de escorregamentos ocorreram com chuvas inferiores a 20 mm em 24 horas e superiores a 55 mm em 24 horas, evidenciando a complexidade das interações entre precipitação e instabilidade do solo.

As contribuições deste trabalho são significativas para a área de Proteção e Defesa Civil, pois os resultados podem ser utilizados para o desenvolvimento de planos preventivos e para a gestão de riscos em contextos urbanos. A pesquisa oferece subsídios para a elaboração de estratégias que visem minimizar os impactos de escorregamentos, contribuindo para a segurança da população e a preservação do meio ambiente.

Por fim, para aqueles que desejam aprofundar-se nos detalhes da pesquisa, estão disponíveis um vídeo e um podcast explicativos, que abordam de forma acessível os principais aspectos do trabalho e suas implicações práticas.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)