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Mobilização Comunitária na Gestão do Risco de Desastres e a Participação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais: Um Instrumento de Resiliência para os Nupdecs

Autoria: Carlos Henrique Viana
Orientação: Alexandre Humia Casarim
Curso: Gestão Publica em Proteção e Defesa Civil 🎓 Conheça o curso que pode impulsionar sua atuação profissional🚀
Coordenação do curso: Jordan Henrique de Souza
Ano: 2022
Infográfico
Figura 1: Infográfico* elaborado a partir de dados compilados do trabalho.
Conceito Definição Como aparece no trabalho (contexto) Implicação prática (gestão pública / redução do risco de desastres)
Gestão de Risco de Desastres (GRD) Compreende o planejamento, a coordenação e a execução de ações e medidas preventivas destinadas a reduzir os riscos de desastres e evitar a instalação de novos riscos. Abordado como um conjunto de ações (prevenção, mitigação e preparação) integradas ao ciclo de proteção e defesa civil para reduzir danos e prejuízos antes que os desastres ocorram. Permite a adoção de medidas antecipadas para reduzir a vulnerabilidade das comunidades e minimizar o impacto de eventos adversos através de planejamento estratégico.
Gestão de Desastres (GD) Organização, planejamento e aplicação de medidas de preparação, resposta e recuperação de desastres. Descrita como a fase que compreende o planejamento e execução das ações de resposta e recuperação após a materialização do risco. Focada na capacidade de resposta imediata para salvar vidas, prestar assistência e restaurar a normalidade social e a infraestrutura afetada.
Resiliência Capacidade de um sistema, comunidade ou sociedade exposta a perigos de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de forma oportuna e eficiente. Trabalhado como o objetivo final das mobilizações comunitárias e das ações integradas de proteção e defesa civil. Fortalece a capacidade institucional e social para enfrentar eventos adversos, minimizando perdas humanas, materiais e econômicas.
Vulnerabilidade Exposição socioeconômica ou ambiental de um cenário sujeito à ameaça do impacto de um evento adverso. Apresentada como um dos componentes da equação do risco, frequentemente associada à ocupação desordenada e precária do solo. O foco da gestão pública deve ser a redução das condições de vulnerabilidade para mitigar danos, já que muitas ameaças naturais não podem ser eliminadas.
NUPDEC Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil; grupo de voluntários moradores de áreas de risco que atua na prevenção e resposta local. Apresentado como um instrumento fundamental de mobilização comunitária e elo entre a população e o poder público (COMPDEC). Auxilia no mapeamento de riscos, vigilância local, orientação permanente da população e apoio em simulados e situações reais de desastre.
NAC Núcleo de Alerta de Chuvas; projeto focado no monitoramento e orientação de famílias em áreas de risco de inundação. Citado como uma forma específica de mobilização em Belo Horizonte para alertar moradores sobre procedimentos em casos de chuvas fortes. Atua na comunicação rápida de alertas meteorológicos, reduzindo o tempo de resposta e protegendo vidas em áreas inundáveis.
Tabela 1: Tabela de conceitos* elaborada a partir de dados compilados do trabalho.
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*Conteúdos derivados (infográfico, tabela, resumo textual, vídeo e áudio) gerados por síntese automatizada com apoio de ferramentas de inteligência artificial, a partir do trabalho original, sob supervisão da coordenação do curso.

O trabalho de conclusão de curso de Carlos Henrique Viana, orientado pelo Coronel BM Esp. Alexandre Humia Casarim, apresenta uma análise da mobilização comunitária na gestão do risco de desastres, com foco na atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG). Este tema é de grande relevância no contexto atual, onde a resiliência das comunidades se torna essencial para enfrentar situações adversas. A pesquisa foi desenvolvida no âmbito do curso de Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2022.

O problema central abordado no estudo é a participação do CBMMG na mobilização comunitária e como essa atuação contribui para o aumento da resiliência das comunidades e para a gestão do risco de desastres. O objetivo geral da pesquisa é explicar e descrever essa participação, destacando a importância da capacitação e do treinamento dos voluntários mobilizados.

A metodologia utilizada na pesquisa é de natureza bibliográfica, documental, explicativa e descritiva. O autor realizou um levantamento bibliográfico sobre o tema e aplicou questionários às unidades de execução operacional do CBMMG, buscando compreender a dinâmica de atuação e as práticas adotadas na mobilização comunitária.

Entre as principais contribuições do trabalho, destaca-se que a atuação do CBMMG está focada na capacitação e treinamento dos voluntários mobilizados, o que é fundamental para o fortalecimento das comunidades em áreas de risco. Além disso, o estudo aponta que as unidades operacionais do CBMMG devem ser proativas na criação de Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) ou Núcleos de Alerta de Chuvas (NAC), promovendo uma maior integração entre a instituição e a comunidade. Outro ponto relevante é a necessidade de capacitar os militares do CBMMG para que se tornem multiplicadores de conhecimentos sobre proteção e defesa civil.

A aplicabilidade prática da pesquisa é significativa, pois as conclusões podem contribuir para a melhoria das ações de proteção e defesa civil, além de aumentar a resiliência das comunidades. O fortalecimento da mobilização comunitária, aliado à atuação do CBMMG, pode resultar em uma gestão mais eficaz do risco de desastres, beneficiando diretamente as comunidades em áreas vulneráveis.

Para complementar a compreensão sobre o tema abordado, o autor disponibilizou um vídeo e um podcast explicativos, que oferecem uma visão mais aprofundada sobre a pesquisa e suas implicações. Esses materiais são recursos valiosos para aqueles que desejam entender melhor a importância da mobilização comunitária e o papel do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais na proteção e defesa civil.

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza | Profa. Dra. Gislaine dos Santos
Coordenação responsável pela compilação dos dados
(https://www2.ufjf.br/resiliencia/apresentacao/)